Thaisa Galvão

8 de outubro de 2007 às 9:38

Estefânia Viveiros é acusada por professora fraudadora de envolvimento no esquema [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Presidente da OAB-DF pela segunda vez, a potiguar Estefânia Viveiros, filha do ex-deputado Augusto Carlos Viveiros, está sendo acusada de participar do esquema de fraudes no último exame da ordem. Quem acusa Estefânia é uma professora, que confessou ter vendido provas no exame.

Leia o trecho da reportagem de Rudolfo Lago, publicada na revista IstoÉ de 19 de setembro:

 

Um processo que tramita no Tribunal Regional Federal em Brasília aponta uma série de irregularidades nos exames da Ordem do DF desde 2004. As investigações do Ministério Público e da Polícia Federal já constataram que pelo menos nove bacharéis em direito conquistaram a carteira da OAB e, conseqüentemente, o direito de advogar mediante o pagamento de propinas, que variam entre R$ 4 mil e R$ 30 mil a examinadores da entidade.

 

Durante o exame realizado no final de 2006, um fiscal da OAB observou com espanto que a candidata Elisângela Balsanelli entregara a prova em branco. O espanto do fiscal seria ainda maior, contudo, depois da divulgação dos resultados: Elisângela havia sido aprovada e solicitava carteira de advogada. Diante das evidências, Roberto Moia Thompson Flores, que, além de vice-presidente da OAB-DF, preside a comissão responsável pelo exame e é diretor do curso de direito da Uniceub, acionou a PF. Elisângela foi chamada à OAB e, ali, confessou que pagara R$ 4 mil a Priscilla de Almeida Antunes, advogada e examinadora responsável pelas provas de direito penal. As procuradoras Ana Carolina Rezende de Azevedo Maia e Luciana Marcelino, porém, estão convencidas de que a fraude não se limita ao caso de Elisângela.

 

Priscilla fez acusações a Estefânia Viveiros, presidente da OAB-DF, e a Thompson Flores. No depoimento, ela assegura que o esquema de fraudes nos exames seria comandado por Thompson e que listas com os nomes de quem deveria ser aprovado chegavam aos examinadores.

 

De acordo com Priscilla, a presidente da OAB-DF não apenas conhecia o esquema como teria lhe pedido e a outros examinadores que aprovassem pessoas. “São declarações de uma criminosa confessa que já não tem mais nada a perder e não tem provas do que diz”, responde Estefânia.

 

“Eu é que fiz a denúncia. Por que eu faria a denúncia contra ela se tivesse algum envolvimento com a fraude?”, questiona Thompson Flores.

Segundo Estefânia, uma comissão interna da OAB examinou todas as provas dos três exames ocorridos em 2006. “Foram encontrados nove casos de fraude. Todos eles na área de responsabilidade da Priscilla”, afirma a presidente da OAB. “Se houver mais gente envolvida, será punida, mas isso precisa ser provado”, diz ela.

 

– Na terça-feira passada, o vice-presidente da OAB, Thompson Flores, foi afastado do cargo por um período de 120 dias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*