Thaisa Galvão

30 de outubro de 2007 às 23:22

Andrei disse que matou Andréia estrangulada e guardou o corpo dentro de casa durante 24 horas [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O delegado Raimundo Rolim terminou de ouvir, há poucos minutos, na Delegacia de Homicídios, o sargento da Aeronáutica, Andrei Thies.

O militar confessou que matou a mulher Andréia Rosângela Rodrigues, sem a ajuda de ninguém.

Andrei assume a culpa sozinho na tentativa de livrar os pais e o irmão, presos ontem à noite, quando a polícia encontrou o corpo da gaúcha Andréia Rodrigues no quintal da casa onde estavam morando Amilton, Mariana e o filho Rodrigo.

Além de Andriely, a filha de menos de um ano de Andrei e Andréia.

Thaisa Galvão – Delegado, ele falou se os pais sabiam?
Raimundo Rolim – Ele contou no mesmo dia aos pais.

TG – Isso tira a culpa do resto da família?
RR – Não, porque eles aceitaram participar da mentira, de que Andréia teria saído de casa para comprar cigarro.

TG – Ele falou se premeditou o crime?
RR – Ele disse que não premeditou. Foi um momento de raiva que ele perdeu a cabeça. A mulher tentou atingi-lo com uma faca. Ele reagiu estrangulando a esposa e jogando-lhe no chão.

TG – Ele confessou que deu golpe de faca nela, já que o laudo do Itep constatou?
RR – Ele disse que matou Andréia apenas asfixiada.

TG – E a facada?
RR – A Medicina Legal contatou a perfuração e as costelas quebradas.

TG – Delegado, com as declarações do sargento, o senhor se deu por satisfeito ou acha que ele deixou de dizer alguma coisa?
RR – Muita coisa do depoimento dele carece de diligência policial para saber se ele está falando a verdade.

TG – O que, por exemplo?
RR – O fato dele ter enterrado a mulher duas vezes, e sozinho.

TG – O senhor acha que teria mais alguém com ele?
RR – Sim.

TG – E ele disse por que desenterrou o corpo para enterrar em outro lugar?
RR – Ele não conseguiu explicar como enterrou o corpo exatamente num lugar onde não deveria, que é uma área militar. E como foi lá de novo desenterrar, fazendo tudo isso sozinho.

TG – Os pais sabiam que o corpo da nora estava enterrado no quintal da casa onde eles foram morar depois que ela foi morta?
RR – Ele disse que contou aos pais somente onde enterrou a primeira vez.

TG – Delegado, voltando ao dia do crime. Ele explicou por que não deixou a filha de Andréia entrar em casa quando ela voltou da escola?
RR – O corpo estava dentro de casa. O corpo passou 24 horas dentro de casa.

TG – O senhor falou hoje de manhã que algumas revelações que seriam feitas ainda iriam surprender a sociedade. Alguma revelação já foi feita com o depoimento de Andrei?
RR – Seria a participação de uma outra pessoa no crime.

TG – O senhor não pode prever se seria alguém da família….
RR – Ainda não.

TG – Qual o próximo passo do seu trabalho, já que todos já foram ouvidos e todos estão presos?
RR – Amanhã vou dar uma respirada, e na quinta-feira deveremos representar para conseguir que Andrei, que cumpre prisão provisória, passe a cumprir prisão preventiva.

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