Thaisa Galvão

14 de novembro de 2007 às 22:44

Justiça bloqueia bens do ex-deputado Laíre Rosado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O ex-deputado Laíre Rosado teve os bens bloqueados pela justiça federal. 
É o caso Sanguessuga voltando à tona e tocando ainda mais fogo em Mossoró, que começou o dia de hoje incendiando com a Operação Impacto, que investiga vereadores. 
Mas voltando aos sanguessugas, leia o que publicou Carlos Santos no seu blog (link ao lado).
A pedido do Ministério Público Federal (MPF/RN), o juiz substituto da 8ª Vara Federal em Mossoró, Tercius Gondim Maia, decretou o bloqueio dos bens e contas bancárias do ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB). E tem mais gente.
Aparece entre os afetados, o atual vereador Adão Eridan (Natal) e mais 14 pessoas (ver lista abaixo). Entre eles, Alex Moacir Pinheiro, secretário municipal da prefeita mossoroense Fafá Rosado (DEM). Ele é casado com uma sobrinha da prefeita, filha do secretário da Controladoria, Noguchi Rosado.
São acusados de envolvimento num esquema de desvio de verbas públicas e enriquecimento ilícito. Nos anos de 2001 e 2002, o Ministério da Saúde celebrou dez convênios com a Fundação Vingt Rosado e com a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (Apamim), para a aquisição de equipamentos e materiais usados no atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Todos os convênios foram originados por emendas de autoria do então deputado federal Laíre Rosado. Através delas, mais de R$ 4 milhões foram repassados à Fundação Vingt Rosado e à Apamim, ambas controladas pelo parlamentar. No entanto, parte das mercadorias nunca foi entregue e parte foi superfaturada.
Esquema – Após a liberação dos recursos, os diretores das entidades beneficiadas simulavam procedimentos licitatórios. Sempre saíam vencedoras empresas sediadas em Cuiabá (MT), ligadas aos empresários Luiz Antônio Vedoin, Darci Vedoin e Ronildo Pereira Medeiros, envolvidos com a chamada "Máfia dos Sanguessugas".
Parte da verba, então, era repassada a essas empresas antes do envio do material supostamente comprado.
O atual vereador de Natal Adão Eridan, à época assessor do deputado Laíre Rosado, era quem intermediava os acordos entre as duas entidades e os empresários mato-grossenses.
No Rio Grande do Norte, o restante do dinheiro era dividido entre o parlamentar, o assessor Eridan e os diretores das entidades que organizavam as licitações fraudulentas.
A decisão que determina o bloqueio imediato de todos os bens e ativos financeiros dos envolvidos atendeu ao pedido do MPF/RN.
A intenção dos procuradores da República que assinam a ação de improbidade é garantir a reparação do dano, evitando que os acusados desviem valores e/ou transfiram bens após tomarem conhecimento do processo judicial.
Envolvidos – Alex Moacir de Souza Pinheiro, Anderson Luis Brusamarello, André Luís Brusamarello, Darci José Vedoin, Francisco de Andrade Silva Filho, Francisco Kerenski Duarte Rebouças,José Augusto Rodrigues Apolinário, Luiz Antônio Vedoin, Manuel Alves do Nascimento Filho, Maria Salete da Silva, Ronildo Pereira Medeiros, Valney Moreira da Costa, Vera Lúcia Nogueira Almeida, Zenon de Oliveira Moura.
* Com informações do MPF-RN

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