Thaisa Galvão

5 de janeiro de 2012 às 21:05

Mesmo pressionada pelo governo Rosa, a prefeita Fafá Rosado não vai renunciar ao mandato [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Nos corredores da Prefeitura de Mossoró, a conversa é uma só: as pressões do governo, na intenção de forçar a renúncia da prefeita Fafá Rosado, não terão o efeito esperado pela governadora Rosalba Ciarlini.

Rosalba tenta convencer Fafá a renunciar e assumir o cargo vitalício de conselheira do Tribunal de Contas, para, só assim, permitir que a lei eleitoral conceda à sua irmã, vice-prefeita Ruth Ciarlini, o direito de se candidatar à reeleição, já que se candidatar à eleição, como irmã da gove, Ruth não pode.

O clima pesou em Mossoró há 3 dias, quando, em entrevista à Rádio Caicó, a governadora anunciou apoio ao carnaval de rua da cidade.

Por acaso, no mesmo dia que, sem o repasse do “Plus” que complementa o pagamento dos médicos por parte da Secretaria Estadual de Saúde, a Prefeitura de Mossoró teve que transferir todos os partos de mulheres mossoroenses para a cidade de Russas, no Ceará.

Um caos sem tamanho que a Prefeitura, que depois de tempos de desgaste, vem começando a se reerguer, atribui ao governo aliado.

Na Prefeitura de Mossoró o que se sente é que a prefeita Fafá Rosado vive clima de ‘enquadramento’. E a área da Saúde tem sido a mais afetada.

Nas proximidades do gabinete, o que se diz é que, enquanto em Natal se fala em prioridades de Rosalba para Mossoró, nenhum convênio na área foi assinado ainda com o Município.

E que até o ‘Plus’ que tem sido repassado às Prefeituras de Natal e Parnamirim, não chega à gestão Fafá Rosado, que tem que arrancar dinheiro do fundo do pote para garantir os atendimentos.

A pressão tem deixado a prefeita Fafá Rosado cada vez mais decidida: bate o pé e não sai, não sai e não sai.

Para ela continua valendo a posição de concluir o mandato.

E nada de Tribunal de Contas.

Até porque Fafá sabe que o TCE pode ser pra ela, muito mais uma rasteira do que um cargo vitalício.

O Ministério Público de Mossoró já enxergou na possibilidade dela renunciar seis meses antes de concluir o mandato, como uma jogada familiar. E já anunciou que não silenciará.

Portanto, nada garante que, uma vez nomeada, Fafá Rosado terá um cargo vitalício e tranquilo no TCE.

 

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