Thaisa Galvão

6 de janeiro de 2012 às 10:47

Garibaldi Filho e a liberdade de expressão de quem tem mais de um milhão de votos [4] Comentários | Deixe seu comentário.

O ministro Garibaldi Filho virou alvo dos abecedistas, depois que, como ministro de Estado, prestigiou a posse de um presidente de clube que não era o seu.

Mais do que o América, Garibaldi atendeu convite de Alex Padang, o novo presidente, de quem é amigo. E atendeu convite do ex, que deixava, seu correligionário e candidato a prefeito de Natal, deputado Hermano Morais.

Tá certo que o ministro foi simpático demais com o time adversário, e elogiou demais o novo presidente. Causou ciúmes. Na torcida e no comando do ABC, do qual ele é conselheiro.

Aliás, Garibaldi é mais do que conselheiro: é considerado o ‘pé-quente’ do alvirubro.

Mas…o clima esquentou e o ministro que nunca tinha sentido o gostinho de ser quase apedrejado nas redes sociais…. agora sentiu.

Mas é bom lembrar que, antes de conselheiro do ABC, Garibaldi é homem público. Senador eleito com mais de um milhão de votos. Ministro bem avaliado do governo Dilma. Ex-governador do Rio Grande do Norte, ex-prefeito de Natal, ex-deputado estadual…

Se isso não dá a ele a liberdade de se expressar, aí eu não sei mais o que se pode dizer nesse mundo de meu Deus.

Em nenhum minuto da festa vermelha, o ministro Garibaldi disse que não era abecedista, mesmo dizendo que o América está em seu coração, dado o laço de amizade com o novo presidente.

Nem mesmo a provocação do primo deputado e americano Henrique Alves, que repassou a ele a camisa do América que havia recebido, o fez desrespeitar seu time, pois mesmo diante dos gritos de “veste, veste, veste”…ele não vestiu a camisa.

Portanto, cabe ao torcedor abecedista medir e pesar a importância do ministro para o ABC e para o Rio Grande do Norte.

Quem tem mais de um milhão de votos tem que ser, no mínimo, plural.

 

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