Thaisa Galvão

17 de fevereiro de 2012 às 1:28

9 condenados por esquema de corrupção na Câmara de Mossoró [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Assessoria do Ministério Público Estadual:

Juiz da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes Júnior, proferiu hoje, 16, a sentença contra os réus do processo que apura as irregularidades identificadas na Operação Sal Grosso.

Foram nove os condenados pelos crimes de peculato e corrupção passiva. São eles:

João Newton da Escóssia Júnior (6 anos e 4 meses)

Aluízio Feitosa (5 anos e 4 meses)

Ângelo Benjamim de de Oliveira Machado  (5 anos e 4 meses)

Claudionor Antônio dos Santos (5 anos e 4 meses)

Daniel Gomes da Silva (5 anos e 4 meses)

Gilvanda Peixoto Costa (5 anos e 4 meses)

Manoel Bezerra de Maria (5 anos e 4 meses)

Maria Izabel Araújo Montenegro (5 anos e 4 meses)

Osnildo Morais de Lima.

Caso seja mantida a condenação nas instâncias superiores todos eles devem cumprir suas penas em regime semi-aberto.

“Esse é o reconhecimento do trabalho do Ministério Público na defesa do patrimônio público em Mossoró, uma vez que quase a totalidade dos pedidos do MP foram atendidos pelo Juiz”, ressalta Eduardo Cavalcanti, Promotor de Justiça responsável pelo caso.

A sentença inocentou ainda três dos réus:

Francisco Dantas da Rocha

Francisco José Lima Silveira Júnior

Renato Fernandes da Silva

O próprio Ministério Público já havia se manifestado pela absolvição dos dois primeiros.
O Promotor de Justiça analisa agora a necessidade de eventual recurso conta a sentença, que já está disponível para consulta no site do Tribunal de Justiça sob o nº 000.4515.44.2008.8.20.0106.

A Operação Sal Grosso foi deflagrada em novembro de 2007 e desvendou esquema de corrupção na Câmara de Vereadores de Mossoró.

Foram mais de vinte mil documentos e 40 computadores aprendidos. Entre os principais pontos de irregularidades apontados pelo MP estão: gastos com diárias não comprovadas; empréstimos consignados pagos pela Câmara Municipal à Caixa Econômica Federal, em nome de vereadores e demais servidores da Casa; despesas realizadas sem licitação e uso das verbas de gabinete de maneira irregular.

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