Thaisa Galvão

22 de janeiro de 2013 às 15:00

Um viaduto que não serve para nada [2] Comentários | Deixe seu comentário.

Tem um buraco no meio do viaduto…

As fotos de Cláudio Abdon publicadas em seu blog mostram o descaso…

Há meses que o viaduto do Baldo, importante ligação entre o Tirol e a Ribeira, driblando as ruas congestionadas do centro da cidade, está interditado.

Tudo por causa de um buraco.

Impossível passar

Buraco que atrapalha o trânsito de grande parte da capital

Viaduto que só serve para abrigar desabrigados...debaixo do viaduto

 

 

22 de janeiro de 2013 às 14:25

Para Flávio Rocha, ‘clandestinidade da economia’ provoca ‘raquitismo’ no varejo brasileiro [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Da revista IstoÉ Dinheiro, entrevista com o potiguar Flávio Rocha, presidente do Grupo Guararapes, e agora presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV).

 

“O varejo ainda é raquítico no Brasil”

Em tempos de crescimento mais fraco da economia, pelo menos um setor não tem muito a reclamar

Por Guilherme BARROS

 

 

Na esteira do surgimento da nova classe média, o varejo tem crescido, na década, o dobro ou até o triplo do PIB. Desde o início do ano na presidência do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), o empresário Flávio Rocha, 54 anos, presidente da Riachuelo, afirma, nesta entrevista, que chegou a hora e a vez do varejo. “O varejo será a locomotiva do Brasil”, diz. Segundo ele, as condições estão prontas para isso. O que falta, agora, ser atacado é o custo Brasil, o inimigo número 1 do País. “Há um esforço grande do governo, mas o excesso regulatório é irracional’’, afirma.

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DINHEIRO – Esta é a década do varejo no Brasil?

FLÁVIO ROCHA – Foi, sem dúvida, a década do varejo. Nos últimos dez anos, o varejo no País cresceu acima do PIB. O momento da virada foi em 2003. Desde então, o varejo cresce o dobro ou até o triplo do PIB. Mas, apesar disso, o nosso varejo ainda é raquítico. Temos estudos que mostram que o varejo representa apenas 14% do PIB. Já o setor de serviços equivale ao de outros países, perto de 30%. Em qualquer país relevante, o varejo corresponde a 30% do PIB. Nos Estados Unidos, é 28%. No Japão, 30%, e na Espanha, 32%. Ou seja, temos realmente um varejo muito aquém do necessário.
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DINHEIRO – E a que o sr. atribui esse raquitismo?
ROCHA – Primeiro, porque o varejo é o mais atingido por uma triste peculiaridade brasileira, que é a da clandestinidade da economia. Metade desses 14% do PIB está na informalidade, o que impede um avanço maior. O varejo tem tudo para ser a locomotiva da economia, a exemplo do que acontece nos Estados Unidos. A economia americana era impulsionada pela indústria e agricultura, mas, nos anos 1980, passou a ser puxada pelo varejo.
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DINHEIRO – Qual foi a razão?
ROCHA – O grande responsável foi o leitor do código de barras. Adam Smith (1723-1790), que não pode ser acusado de desinformado ou de não ter sido uma pessoa brilhante, dizia que existiam dois setores produtivos, a indústria e a agricultura, e um setor parasita, o varejo. E ele não estava errado. O varejo foi, durante muitos anos, um ator coadjuvante na economia. Isso começou a mudar quando o código de barras transformou as relações econômicas como nenhuma outra inovação tecnológica na história.
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DINHEIRO – Como isso aconteceu?
ROCHA – Informação é poder. Na década de 1980, o comando da economia estava concentrado no quartel general da grande corporação industrial. Quem dava as cartas na cadeia do têxtil nos Estados Unidos? A Levi’s, a maior fabricante de roupa do mundo na época. O varejo era atomizado, precário. Com o código de barras, se começou a construir e organizar uma massa de informações gigantesca, uma pesquisa de mercado em tempo real, que colocou nas mãos do varejo um poder que nenhum elo da cadeia jamais conseguiu. Com isso, o poder começou a migrar da indústria para o varejo. Hoje, quais são as maiores marcas de têxteis? São a Zara, a Prada, a Gucci, a HM, todas marcas do varejo. O varejo conquistou essa posição privilegiada porque pode farejar as mais sutis sinalizações da vontade do consumidor com os seus narizes eletrônicos.
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DINHEIRO – Essa migração de poder também ocorreu no Brasil?
ROCHA – Num País com uma das maiores cargas tributárias do mundo, a informalidade excessiva do setor acaba se tornando um empecilho para a expansão do varejo. A banda informal não cresce porque não pode atrair a atenção das autoridades, e a formal, por sua vez, sofre com o problema da iniquidade concorrencial. O varejo informal vive uma espécie de síndrome de Peter Pan. O setor todo se torna ineficiente.
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DINHEIRO – Não há agora um processo de formalização no varejo? 
ROCHA – Sim, esse processo altamente salutar começa a acontecer. O varejo tem de sair do papel de coadjuvante para ser a locomotiva, como aconteceu nos Estados Unidos. Demorou, mas chegou a hora de o varejo assumir essa condição de locomotiva.
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DINHEIRO – O que isso significa? 
ROCHA – Significa que o varejo tem condições de chegar a 30% do PIB em dez anos. É o que miramos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem feito desonerações de tributos

DINHEIRO – A que o sr. atribui esse processo de formalização do varejo no Brasil?

ROCHA – Há várias razões. Em primeiro lugar, a nota fiscal eletrônica. Outra razão é a penetração cada vez maior do cartão de crédito. Não se consegue manter clandestina uma operação feita no cartão. Afinal, como declarar 100% das vendas no cartão? Ninguém vende 100% no cartão. Como é crescente essa participação, muitos varejistas estão sendo forçados a se formalizar. Por fim, a substituição tributária, que, apesar dos vários erros de interpretação, também contribui para esse processo de formalização.
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DINHEIRO – A medida do governo de desonerar a folha de pagamento também contribui?
ROCHA – O governo está tendo a sensibilidade de reduzir gradualmente as alíquotas de impostos e isso vai certamente ajudar a acelerar a formalização do setor. O mais importante é que essa redução gradual das alíquotas vai provocar um aumento da arrecadação tributária.
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DINHEIRO – O surgimento da nova classe média no Brasil também contribuiu para o fortalecimento do varejo?
ROCHA – Nós vivemos uma década que pode ser chamada de o verdadeiro milagre brasileiro. Uma nação que nos envergonhava por ter os piores indicadores de índice Gini de distribuição de renda se transformou num País de classe média. O principal fator para essa mudança foi a evolução do crédito. E o varejo teve um papel fundamental nesse processo. Através de sua capilaridade, foi essencial para a expansão e democratização do crédito. Só o varejo sabe emprestar para a baixa renda. O sistema financeiro está preparado para emprestar para bancos e para grandes empresas, e não para transações com prestações de R$ 12, de R$ 15. Só o varejo tem essa tecnologia. Foram as parcerias do sistema financeiro com o varejo que democratizaram o crédito no Brasil.
*
DINHEIRO – Como o sr. vê o governo Dilma?
ROCHA – O governo Dilma elegeu um rumo importantíssimo. Enxergou que tivemos uma década de estímulo à demanda, mas agora o inimigo público número 1 a ser atacado é o custo Brasil. O governo percebeu isso. Focar só na demanda não é mais sustentável. É como uma fazenda em que você direciona todos os seus esforços para a colheita e se esquece do plantio. O governo está sensível a isso. Mas há ainda forças opostas dentro do próprio Estado que atrapalham esse processo. Enquanto a presidenta Dilma e o ministro Mantega fazem um esforço brutal para desonerar a folha de pagamento, outros segmentos do Estado se movimentam na direção contrária. São segmentos que se mantêm num ativismo de excesso regulatório às vezes absurdo e, muitas vezes, aparelhado ideologicamente. O empresário sabe do que eu estou falando. É excessivo e esse hoje é o maior responsável pelo custo Brasil. Os juros estão caminhando para um equacionamento, o câmbio também evoluiu muito, há um esforço de avanço do governo, mas esse excesso regulatório é irracional. São duas bandas do Estado remando em direções opostas. Uma ajuda e outra, atrapalha. Uma luta contra o custo Brasil e a outra o fomenta.
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DINHEIRO – Onde estão essas forças opostas que atrapalham o desenvolvimento do País?
ROCHA – Como empresário, não posso cometer a irresponsabilidade de acusar alguém, até para não ser alvo de represália. O que posso dizer é que, enquanto o governo concede a desoneração da folha de pagamento, outra força cria custos desnecessários. Eu acho que é o grande fator, talvez o mais importante, de fomento do custo Brasil.

Loja da Casas Bahia na favela da Rocinha, no Rio

DINHEIRO – No governo Dilma, esse aumento do poder regulatório do Estado tem crescido?

ROCHA – A preocupação com o custo Brasil é hoje muito maior. O governo tem promovido desonerações, o que é muito bom. Também colocou o dedo na ferida na questão das taxas de juros, coisa que nenhum governo tinha feito antes. Dizia-se que o mundo ia acabar se caíssem as taxas de juros, os juros caíram e o mundo não acabou. Paradoxalmente, enquanto se constrói tudo isso com as mãos, outros segmentos do Estado destroem com os pés.
*
DINHEIRO – Qual será o papel do sr. no IDV?
ROCHA – O papel do IDV é ser uma entidade que tenha interlocução com a sociedade brasileira e com os diferentes níveis do governo. O varejo é muito heterogêneo. Vai do camelô da esquina até a maior empresa do mundo. Isso leva a dois mundos opostos e a conflitos inexpugnáveis. O IDV decidiu que irá representar apenas o varejo empresarial formal, que vende com nota e registra seus funcionários. O IDV representa hoje 40% do varejo brasileiro e nosso objetivo é que passe a representar algo muito próximo de 100% brevemente. As outras entidades do setor cumprem um papel histórico, importante, mas são obrigadas a lidar com conflitos muito grandes. O conflito entre o formal e o informal é apenas um deles.

 

22 de janeiro de 2013 às 14:02

Luciana Genro começa em Recife campanha para anular reforma da Previdência [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Dirigente nacional do PSOL, a ex-deputada Luciana Genro chega amanhã a Recife para debater a proposta de anulação da reforma da Previdência, que para o seu partido, significou ‘um ataque à Previdência Pública, uma conquista importante da classe trabalhadora e que continua sofrendo um processo de desmonte por parte do governo Dilma, como na criação da Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal)”.

 

Luciana ataca os governos Lula e Dilma desde ela e os companheiros João Fontes, Babá e Heloísa Helena foram expulsos do PT, segundo a ex-deputada, ‘justamente por votarem contra a reforma”.

 

Segundo a dirigente do PSOL, no processo que levou à aprovação da reforma da previdência, ainda no governo Lula, era fundamental para o governo obter a maioria no Congresso Nacional, como forma de garantir a aprovação.

 

Para tanto, segundo Genro, “o PT contou com os votos provenientes de um dos maiores esquemas de corrupção desvelado no Brasil, o mensalão, onde parlamentares recebiam propina para aprovar projetos de interesse do governo”.

A condenação dos réus do mensalão, para o PSOL, coloca em xeque a validade da votação da reforma da Previdência.

 

Para anular a reforma, o PSOL vai protocolar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no mesmo STF que condenou os mensaleiros.

O debate com Luciana Genro em Recife faz parte de um calendário nacional de luta pela anulação da reforma e em defesa da previdência pública e contra os ataques do governo.

22 de janeiro de 2013 às 13:02

Arte e política [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Papo de adversário na Feira Internacional de Artesanato, no Centro de Convenções de Natal, reuniu a deputada federal do PT, Fátima Bezerra, e o ex-deputado federal e atual secretário de Desenvolvimento do Estado, Rogério Marinho.

Certamente os dois não conversaram sobre rendas de bilro, cestos de palha, artesanato indígena…

Papo de PT e PSDB sobre arte (Foto: Márlio Forte)

22 de janeiro de 2013 às 13:00

Destaque da feira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E entre os cliques do fotógrafo Márlio Forte, na Fiart, ontem à noite, destaque para este…

Exposto exatamente na noite em que a governadora Rosalba Ciarlini visitou a feira.

22 de janeiro de 2013 às 11:05

Setur será transferida para o Centro de Convenções [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Secretaria estadual de Turismo já vai mudar de lugar de novo.

Duas mudanças em pouco mais de 2 anos.

No começo da atual gestão, a Setur se instalou onde ainda funciona: ao lado do Hiper da Prudente de Morais.

Agora a secretaria irá se instalar no Centro de Convenções de Natal.

 

22 de janeiro de 2013 às 8:13

Henrique sem apoio do PSDB [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Apesar das muitas conversas com o PSDB, o deputado Henrique Alves, que disputa a Presidência da Câmara Federal, não deverá ter tantos votos do partido como espera..

Eis nota de Lauro Jardim, na coluna Radar, da Veja Online.

 

Vai nessa: pelo menos metade da bancada tucana não apoia Henrique Eduardo Alves

 

Henrique Eduardo Alves que não conte com o PSDB para chegar à presidência da Câmara. A declaração pública de Bruno Araújo, reiterando o apoio à candidatura após as denúncias contra Henrique Alves, revoltaram boa parte da bancada.

Hoje, pelo menos metade dos 48 deputados tucanos da Câmara vai de Júlio Delgado ou Rose de Freitas.

Por Lauro Jardim

22 de janeiro de 2013 às 8:00

Rosalba visita obras de construção de UTI pediátrica em hospital de Mossoró [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A governadora Rosalba Ciarlini visitou, nesta segunda-feira, as obras de reforma e ampliação do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.

Depois de 26 anos funcionando, o hospital passa pela primeira grande reforma, incluindo ao antigo projeto, uma UTI pediátrica, com seis leitos, e que deverá estar funcionando até começo de agosto.

O Governo está investindo R$ 4,5 milhões nas obras.

O projeto de reforma também dobra o número de leitos de UTI para adultos, que terá mais 11 vagas, somando-se às atuais 9 vagas.

“Mossoró já tem 52 leitos pelo SUS, mas esse número é insuficiente para atender a demanda já que se trata de uma cidade pólo”, disse a governadora.

A prefeita de Mossoró, Cláudia Regina, o vice-prefeito, Wellington o deputado estadual, Leonardo Nogueira e secretários do município acompanharam a governadora na visita.

Rosalba conferiu o projeto (Fotos: Carlos Costa)

Obras deverão ser concluídas até agosto

22 de janeiro de 2013 às 7:48

Globo requenta reportagem sobre emprego da ex-mulher de Henrique [1] Comentários | Deixe seu comentário.

O jornal O Globo tem poupado o deputado Henrique Alves, candidato favorito à presidência da Câmara.

Mas hoje o jornal decidiu falar sobre as denúncias contra o deputado.

E requentou uma notícia já publicada pelo próprio jornal há algum tempo.

Clique na imagem para visualizar melhor:

A defesa do deputado:

22 de janeiro de 2013 às 7:29

Laudo provisório indica que o ator Walmor Chagas se suicidou [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Um laudo provisório divulgado na noite desta segunda-feira pela Polícia Civil de Guaratinguetá (SP), indica que o ator Walmor Chagas cometou suicídio atirando contra a própria cabeça.

O laudo comprova a existência de vestígios de pólvora na mão direita do ator.

O resultado da necrópsia e da perícia deverão completar as informações contidas no laudo provisório, para, a partir daí, ser aberto inquérito para averiguar a causa do suicídio.

Na sexta-feira, depois de ouvir o barulho de um tiro, um funcionário encontrou Walmor morto com um tiro na cabeça. Ele estava sentado em uma cadeira, com um revólver no colo.

22 de janeiro de 2013 às 7:23

Dilma prepara pacote de promessas para oferecer a 5.500 prefeitos [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Se promessa feita a um prefeito, ou a um governador só, já é difícil de ser cumprida…imagine aí quando a promessa é feita a 5 mil e 500 prefeitos.

Leia notícia do jornal O Estado de São Paulo:

 

Dilma prepara anúncio de medidas para encontro com 5 mil prefeitos

Presidente não pretende chegar de mãos abanando em reunião marcada para a próxima semana

TÂNIA MONTEIRO E RAFAEL MORAES MOURA – Agência Estado

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff convocou pelo menos dez ministros para começar a costurar medidas que podem ser anunciadas no encontro com prefeitos, que ela comandará na próxima segunda-feira, dia 28 de janeiro. Dilma não pretende chegar de mãos abanando na reunião com os mais de cinco mil prefeitos de todo o País e quer evitar problemas como os que teve durante a marcha, em maio do ano passado, quando foi vaiada ao defender manutenção das atuais regras de distribuição dos royalties do petróleo para os contratos já firmados.

 

Ainda não há um número fechado de recursos a serem anunciados para liberação para os municípios. Mas, a presidente Dilma pediu que a área econômica verifique se há alguma viabilidade de atendimento a uma antiga reivindicação dos prefeitos, que é o “encontro de contas”.

 

A área econômica e o próprio governo sempre tiveram resistência a este antigo pedido da Confederação Nacional dos Municípios. Este “encontro de contas” prevê a contabilização de débitos e créditos das contas dos municípios, de um lado, e da Receita Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social, de outro. Não há sinalização de que este antigo impasse possa ser resolvido. Mas, pela primeira vez neste governo o assunto está sendo colocado na pauta de discussões. Muitos prefeitos pleiteiam ainda perdão das dívidas com INSS por seis meses, o que é descartado pelo governo.

 

Na reunião desta segunda, a presidente Dilma orientou os ministérios ligados à área social, saúde e infraestrutura que preparem apresentações a serem feitas aos prefeitos, destacando os principais programas e convênios que podem ser feitos em parceria com o governo federal. O Planalto quer que os prefeitos sejam instruídos didaticamente na elaboração de projetos para que eles possam se transformar em parcerias concretas, no menor tempo possível, para beneficiar a população.

 

Na área de educação, por exemplo, o governo quer empenhar esforços para a construção de mais creches e promover o fortalecimento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), um dos xodós de Dilma. “A presidente Dilma quer um monitoramento dessas principais ações, em tempo real”, disse assessor palaciano.

 

Outra grande queixa dos prefeitos é a redução do repasse do Fundo de Participação dos Municípios, que é a principal fonte de arrecadação da maioria das prefeituras brasileiras. O governo quer ver como pode ajudar a melhorar este repasse para muitos dos municípios, que, em alguns casos, estão sem receber recursos.

22 de janeiro de 2013 às 6:54

Atraso em obras da Cosern podem deixar Natal sem energia na Copa de 2014 [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha de S. Paulo:

 

O fornecimento de luz para a Copa do Mundo de 2014 está ameaçado em boa parte das cidades-sede, diferentemente do que vem sustentando o governo. É o que mostra um relatório da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), finalizado em dezembro e obtido pela Folha.

A menos de um ano e meio da abertura dos jogos, mais da metade dos 163 empreendimentos necessários para garantir o fornecimento de energia está atrasada, segundo o documento.

Apenas 2 das 12 capitais que receberão partidas estão com as obras totalmente em dia: Fortaleza e Recife.

Em todas as demais –Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Cuiabá, Natal e Curitiba– há atrasos em relação ao cronograma definido pelo governo.

Na lista de empreendimentos há novas linhas de transmissão e de distribuição, além da ampliação e da modernização de subestações de energia. As obras visam evitar apagões tanto nos estádios quanto nos aeroportos e nas ruas das cidades.

As capitais que mais preocupam são Porto Alegre, onde 25 das 26 obras, conduzidas pela concessionária CEEE, estão fora do prazo, e Brasília, que apresenta atraso em 10 dos 11 empreendimentos exigidos da CEB.

No caso da capital do país, o risco é que haja problemas já na Copa das Confederações, em junho deste ano.

Uma das linhas de distribuição que levarão luz ao Estádio Nacional Mané Garrincha, por exemplo, que deveria ser concluída em março deste ano, está prometida agora apenas para junho.

O estádio sediará a primeira partida do torneio, entre Brasil e Japão, no dia 15 de junho.

Em Porto Alegre, cidade com o maior número de obras atrasadas, a Aneel afirma que é “conveniente tomar medidas junto à concessionária”.

Também merecem “especial atenção”, segundo os técnicos da agência, Manaus, da concessionária Ame (50% de atraso); Rio, servida pela Light (41% de atraso); e Belo Horizonte, atendida pela Cemig (41% de atraso).

As obras necessárias para evitar apagões durante a Copa e os prazos de entrega foram definidos pelo grupo de trabalho “GT Copa 2014”, em julho de 2011. Desde então, cabe à Aneel fiscalizar o cumprimento das determinações.

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) chegou a dizer que o grupo foi criado apenas como uma “precaução a mais”.

O documento da Aneel afirma que é necessária a “urgente aceleração do ritmo de implantação das obras”. E prevê, aliás, a adoção de “soluções de engenharia alternativas” caso os empreendimentos não fiquem prontos. Elas não são especificadas.

O Ministério de Minas e Energia afirmou, por meio de nota, que “monitora a implantação das obras de distribuição” e que elas “estarão concluídas antes da Copa”.

As 4 obras previstas pela Cosern terão início no próximo mês

OUTRO LADO

Distribuidoras dizem que obras estarão prontas

De Brasília

 

As distribuidoras que atendem as cidades-sede da Copa do Mundo refutam o documento da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e defendem que as obras estarão prontas a tempo de atender a maior demanda que virá durante o torneio.

Nenhuma delas diz ser necessário um “esforço urgente” para compensar esses atrasos, conforme aconselhou a agência reguladora.

A CEEE, por exemplo, que atende moradores de Porto Alegre, diz trabalhar com prazo de conclusão maior que as demais empresas.

Apesar de aparecer descumprindo prazos, segundo a Aneel, a empresa diz que a cidade não irá sediar a Copa das Confederações, portanto concluirá as obras a tempo para a Copa, entre dezembro de 2013 e abril de 2014.

 

A Light (RJ) informou que já concluiu 3 das 5 obras que aparecem em atraso no relatório da Aneel. As duas obras em atraso, diz a empresa, também estão sob controle.

A Eletropaulo nega que haja atraso. “Das 23 obras, 12 estão concluídas, 9, em andamento, e 2, em processo final, no prazo estabelecido.”

A Cosern (RN) informou que conseguiu concluir os projetos das obras e não irá prejudicar o cronograma.

Após adiar datas de 11 de suas obras, a mineira Cemig diz que concluirá todos os projetos em 2013.

Ao assumir atraso no cronograma inicial, a baiana Coelba diz que as obras serão concluídas com a do estádio –a previsão é fevereiro.

CEB, Cemat e Copel dizem ter encontrado dificuldades para conseguir o licenciamento ambiental. Esse seria um dos motivos para o atraso. As empresas defenderam que o problema não atrapalhará o fornecimento na Copa.

A Ame (AM) não comentou os atrasos.

Colaborou JULIA BORBA, de Brasília

 

22 de janeiro de 2013 às 6:45

Deputado desiste de disputar presidência e passa a apoiar Henrique [1] Comentários | Deixe seu comentário.

O deputado Ronaldo Fonseca, do PR do Distrito Federal, que vinha se posicionando como candidato a presidente da Câmara, desistiu da disputa.

E anunciou apoio à candidatura do deputado potiguar Henrique Alves, do PMDB.

No twitter, Henrique agradeceu.

Henrique E Alves ‏@HenriqueEAlves – O Deputado Ronaldo vem se somar à nossa caminhada. Importante. Respeito ao Partido, à bancada, gesto maior. Valer o compromisso, a palavra.Grato!

22 de janeiro de 2013 às 1:20

Fiart é aberta oficialmente [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Apesar de aberta desde sexta-feira, a Feira Internacional de Artes – Fiart – foi aberta oficialmente nesta segunda-feira.

Noite em que os políticos e autoridades compareceram para prestigiar.

E no Centro de Convenções lá estavam a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), a deputada federal Fátima Bezerra (PT), o superintendente do Sebrae, Zeca Melo, o titular da Sethas, Luiz Eduardo Carneiro, o adjunto da Semtas, Sid Fonseca, e o organizador da feira, Neiwaldo Guedes.

Juntos e misturados: Zeca Melo, Rosalba, Neiwaldo, Sid, Fátima Bezerra e Luiz Eduardo (Fotos: Márlio Forte)

Nessa foto também a presença do secretário e ex-deputado Rogério Marinho

 

22 de janeiro de 2013 às 1:02

Henrique minimiza denúncias e afirma que campanha está “cada vez melhor” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha Online na noite desta segunda-feira:

 

Henrique Alves diz que campanha na Câmara está ‘cada vez melhor’

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

 

Principal candidato à presidência da Câmara, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), minimizou nesta segunda-feira as acusações de irregularidades no uso de sua verba parlamentar e disse que “está tudo muito bem” e que sua “campanha está cada vez melhor”.

O peemedebista afirmou que não há nenhuma irregularidade no uso de recursos destinados via emendas parlamentares e que não se sente acusado de nada.

 

Folha revelou que, por meio das emendas parlamentares, verbas indicadas pelo próprio Henrique Alves foram repassadas a uma empresa que tinha como sócio Aluízio Dutra de Almeida, seu então assessor. Dutra deixou o cargo após a reportagem.

Além de emendas parlamentares, a empresa recebeu dinheiro do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas), controlado por Alves. Auditoria da Controladoria-Geral da União aponta desvios nos contratos, o que todos negam.

“A campanha esta cada vez melhor”, disse após deixar seu gabinete em Brasília e disparar telefonemas a colegas pedindo votos. O líder afirmou que essa avaliação foi feita durante encontro com o vice-presidente Michel Temer durante almoço.

“Não são acusações, considero questionamentos e que foram esclarecidos”, completou.

Alves disse não acreditar que as suspeitas sejam lançadas por um racha interno no PMDB para a disputa pela liderança da legenda que conta com três candidatos.

“Não dou a nenhum parlamentar esse comportamento negativo. Faz parte do clima eleitoral que tem essas questões. Acho que faz parte do jogo e é nosso dever responder, esclarecer. Temos que estudar pautas importantes para esse ano. Esta tudo muito bem”, afirmou.

NOVO APOIO

No final da tarde, o peemedebista ganhou o apoio do deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) que anunciou sua saída da disputa pelo comando da Câmara.

Sem apoio da direção do PR, Fonseca justificou que é avesso a uma campanha que ocorre em meio ao recesso parlamentar e se coloca a disposição para “cerrar fileiras na jornada eleitoral que escolherá a experiência política como critério para o comando da Casa”.

Alves comemorou a adesão. “Acho que é uma coisa importante porque mantém unidade ao PR”, afirmou.

Segundo o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), Fonseca percebeu que ficaria sem apoio do partido que fechou com Alves no ano passado. “Nada foi negociado. Ele percebeu que estaria contra o entendimento firmado pelo partido”, afirmou.

Portela disse que as acusações contra o peemedebista não desestabilizaram sua campanha. “A candidatura dele está consolidada. Nenhum partido recuou e retirou o apoio”.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), evitou comentar o caso de Alves, mas questionado sobre uma situação eventual de repasse de emendas parlamentares para uma empresa que tenha como sócio um assessor de deputado, ele disse que, inicialmente, não há irregularidade se o serviço for prestado.

Além de Alves, também estão na disputa os deputados Julio Delgado (PSB-MG) e Rose de Freitas (PMDB-ES). A eleição ocorre no dia 4 de fevereiro.

22 de janeiro de 2013 às 0:56

Em discurso de posse, Obama defendeu direitos dos homossexuais e reforma migratória [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha Online:

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, comemorou nesta segunda-feira a posse de seu segundo mandato.

No discurso, ele fez um chamado à união nacional e uma aberta defesa aos direitos dos homossexuais. Ele também deu sinais de sua agenda para o segundo mandato, que inclui a reforma migratória, promessa da primeira campanha.

Leia a íntegra do discurso:

*

“Vice-presidente Biden, senhor presidente da Suprema Corte, membros do Congresso dos Estados Unidos, distintos convidados e concidadãos:

Cada vez que nos reunimos para dar posse a um presidente, damos testemunho da força duradoura de nossa Constituição. Afirmamos a promessa de nossa democracia. Recordamos que aquilo que une esta nação não é dado pelas cores de nossas peles, os dogmas de nossa fé ou as origens de nossos nomes. O que nos torna excepcionais –o que nos faz americanos– é nossa fidelidade a uma ideia articulada numa declaração feita mais de dois séculos atrás:

‘Consideramos que estas verdades são manifestas: que todos os homens são criados iguais, que eles são dotados por seu Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a Vida, a Liberdade e a Busca da Felicidade.’

*

Hoje levamos adiante uma jornada sem fim para lançar uma ponte entre o significado daquelas palavras e as realidades de nosso tempo. Pois a história nos diz que, embora essas verdades possam ser manifestas, elas nunca se concretizaram sozinhas; que, embora a liberdade seja uma dádiva de Deus, ela deve ser assegurada pelo povo de Deus aqui na Terra. Os patriotas de 1776 não lutaram para substituir a tirania de um rei pelos privilégios de poucos ou pelo governo de uma turba. Eles nos deram a República, um governo do povo, pelo povo e para o povo, encarregando cada geração de zelar por nosso credo de fundação.

Há mais de 200 anos, nós o temos feito.

Passando pelo sangue arrancado pelo açoite e o sangue arrancado pela espada, aprendemos que nenhuma união fundamentada sobre os princípios da liberdade e igualdade poderia sobreviver metade escrava e metade livre. Nós nos recriamos e juramos avançar juntos.

Juntos, determinamos que uma economia moderna requer ferrovias e rodovias para acelerar as viagens e o comércio; ela requer escolas e faculdades para formar nossos trabalhadores.
Juntos, descobrimos que um livre mercado só floresce quando há regras que garantam a competição e o fair play.

Juntos, decidimos que uma grande nação precisa cuidar dos vulneráveis e proteger sua população dos piores infortúnios e perigos da vida.

 

*

Ao longo de tudo isso, nunca abrimos mão de nosso ceticismo em relação à autoridade central, nem sucumbimos à ideia fictícia de que todos os males da sociedade possam ser sanados unicamente através do governo. Nossa celebração da iniciativa e do empreendimento, nossa insistência sobre o trabalho árduo e a responsabilidade pessoal, são constantes em nosso caráter.

Mas sempre entendemos que, quando os tempos mudam, também nós precisamos mudar; que a fidelidade a nossos princípios fundadores requer novas respostas a novos desafios; que, em última análise, a preservação de nossas liberdades individuais requer ações coletivas.

Pois o povo americano não pode mais fazer frente às exigências do mundo de hoje agindo sozinho, não mais do que os soldados americanos poderiam ter enfrentado as forças do fascismo ou comunismo armados apenas com mosquetes e milícias.

Nenhuma pessoa sozinha é capaz de formar todos os professores de matemática e ciências de que vamos precisar para equipar nossas crianças para o futuro, nem é capaz de construir as estradas, as redes e os laboratórios de pesquisas que trarão novos empregos e empreendimentos a nosso país. Hoje, mais que nunca, precisamos fazer estas coisas juntos, como uma nação e um povo.

 

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Esta geração de americanos foi testada por crises que fortaleceram nossa determinação e comprovaram nossa resiliência. Uma década de guerra agora está chegando ao fim. Uma recuperação econômica começou. As possibilidades da América são infinitas, pois nós possuímos todas as qualidades que este mundo sem fronteiras requer: juventude e garra; diversidade e abertura; capacidade ilimitada de encarar riscos, e um dom de reinvenção.

Meus concidadãos americanos, fomos feitos para este momento e vamos fazer bom uso dele –desde que o façamos juntos.

Barack e Michelle Obama acenam para o público da limousine presidencial na cerimônia de posse em Washington

Pois nós, o povo, compreendemos que nosso país não pode dar certo quando alguns poucos, que são cada vez menos, se saem muito bem enquanto muitos, que são cada vez mais, mal conseguem sobreviver. Acreditamos que a prosperidade da América deve se apoiar sobre os ombros largos de uma classe média ascendente. Sabemos que a América cresce e se sai bem quando cada pessoa pode encontrar independência e orgulho em seu trabalho; quando os salários recebidos pelo trabalho justo libertam as famílias da quase pobreza. Somos fiéis a nosso credo quando uma menininha que nasce na pobreza mais áspera sabe que tem as mesmas chances de dar certo na vida quanto qualquer outra pessoa, porque ela é americana, é livre e é igual, não apenas aos olhos de Deus, mas também perante nossos olhos.

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Compreendemos que programas superados são inadequados para atender às necessidades de nossos tempos. Precisamos atrelar novas ideias e tecnologias para refazer nosso governo, renovar nosso código tributário, reformar nossas escolas e empoderar nossos cidadãos com as habilidades de que precisam para trabalhar mais, aprender mais e ascender mais. Contudo, embora os meios mudem, nosso objetivo permanece o mesmo: um país que recompense os esforços e a determinação de cada americano. É isso o que este momento requer. É isso o que vai conferir significado real a nosso credo.

Nós, o povo, ainda acreditamos que cada cidadão merece uma medida básica de segurança e dignidade. Precisamos fazer as escolhas difíceis para reduzir o custo da saúde e as dimensões de nosso déficit. Mas rejeitamos a ideia de que a América deva optar entre cuidar da geração que construiu este país e investir na geração que vai construir seu futuro. Pois nos lembramos das lições de nosso passado, quando os anos da velhice eram passados na pobreza e quando os pais de uma criança com deficiência não tinham onde buscar ajuda.

 

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Não acreditamos que neste país a liberdade seja reservada para os que têm sorte ou que a felicidade seja reservada para poucos. Reconhecemos que, não importa quão responsavelmente vivamos nossas vidas, qualquer um de nós, a qualquer momento, pode enfrentar a perda de um emprego, uma doença repentina ou a perda de sua casa, destruída numa tempestade terrível.

Os compromissos que assumimos uns com os outros –através do Medicare, do Medicaid e da Previdência Social–, estas coisas não enfraquecem nossa iniciativa: elas nos fortalecem. Elas não nos convertem numa nação de tomadores –nos libertam para assumir os riscos que fazem este país ser grande.

 

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Nós, o povo, ainda acreditamos que nossas obrigações, como americanos, não são apenas conosco, mas com toda a posteridade. Vamos responder à ameaça das mudanças climáticas, cientes de que deixar de fazê-lo seria trair nossos filhos e as gerações futuras. Alguns podem negar o parecer dominante da ciência, mas ninguém pode evitar o impacto devastador de incêndios descontrolados, secas devastadoras e tempestades mais poderosas. O caminho em direção a fontes de energia sustentáveis será longo e às vezes difícil.

Mas a América não pode resistir a essa transição –precisamos liderá-la. Não podemos ceder a outros países a tecnologia que vai alimentar novos empregos e novas indústrias –precisamos reivindicar sua promessa. É assim que vamos conservar nossa vitalidade econômica e nosso tesouro nacional: nossas florestas e nossos rios, lagos e mares, nossas terras agrícolas e nosso picos nevados. É assim que vamos preservar nosso planeta, entregue por Deus aos nossos cuidados. É isso o que vai conferir sentido ao credo que os fundadores de nossos país declararam no passado.

 

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Nós, o povo, ainda acreditamos que segurança e paz duradouras não requerem guerra perpétua. Nossos bravos homens e mulheres de uniforme, endurecidos pelas chamas da batalha, são ímpares em habilidade e coragem. Nossos cidadãos, marcados pela memória daqueles que perdemos, conhecem bem demais o preço que é pago pela liberdade. A consciência de seu sacrifício nos conservará para sempre vigilantes contra aqueles que gostariam de nos ferir. Mas também somos herdeiros daqueles que conquistaram a paz e não apenas venceram a guerra, que converteram inimigos jurados nos aliados mais leais, e precisamos trazer estas lições para este tempo, também.

Vamos defender nosso povo e nossos valores pela força das armas e da lei. Vamos demonstrar a coragem necessária para tentar solucionar pacificamente nossas diferenças com outros países –não porque sejamos ingênuos em relação aos perigos que enfrentamos, mas porque o engajamento com outros países poderá acabar com as desconfianças e o medo de modo mais duradouro.

A América continuará a ser âncora de alianças fortes em cada canto do planeta; e vamos renovar as instituições que ampliam nossa capacidade de lidar com crises no exterior, pois ninguém tem maior interesse num mundo pacífico do que a nação mais poderosa do mundo. Vamos apoiar a democracia da Ásia à África e das Américas ao Oriente Médio, porque nossos interesses e nossa consciência nos obrigam a agir em prol daqueles que anseiam pela liberdade. E precisamos ser uma fonte de esperança para os pobres, os doentes, os marginalizados, as vítimas de preconceito –não apenas por simples caridade, mas porque a paz em nossos tempos exige o avanço constante dos princípios que nosso credo comum descreve: tolerância e oportunidade, dignidade humana e justiça.

 

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Nós, o povo, declaramos hoje que a mais evidente das verdades –que somos todos criados iguais– é a estrela que ainda nos guia; assim como guiou nossos antepassados em Seneca Falls, Selma e Stonewall [alusões a lutas pelas direitos das mulheres, dos negros e dos gays]; assim como guiou todos aqueles homens e mulheres, aclamados e anônimos, que deixaram seus rastros neste grande parque, para ouvir um pregador dizer que não podemos caminhar sozinhos; para ouvir um King (Martin Luther King Jr.) proclamar que nossa liberdade individual está inextricavelmente vinculada à liberdade de cada alma na Terra.

Cabe a nossa geração, agora, levar adiante o que aqueles pioneiros começaram. Pois nossa jornada não estará completa enquanto nossas esposas, mães e filhas não puderem ganhar a vida segundo seus esforços.

Nossa jornada não estará completa enquanto nossos irmãos e irmãs gays não forem tratados como todas as outras pessoas perante a lei –pois, se somos verdadeiramente criados iguais, então com certeza o amor que dedicamos uns aos outros também deve ser igual. Nossa jornada não estará completa até que nenhum cidadão seja obrigado a aguardar por horas para exercer o direito de votar. Nossa jornada não estará completa enquanto não encontrarmos uma maneira melhor de receber os imigrantes jovens e esforçados que ainda enxergam a América como terra de oportunidades; enquanto estudantes e engenheiros jovens e inteligentes não forem recrutados para nossa força de trabalho, ao invés de serem expulsos de nosso país. Nossa jornada só estará completa quando todos nossos filhos, desde as ruas de Detroit até as montanhas da Apaláchia e as ruelas silenciosas de Newtown, souberem que são cuidados, amados e que serão sempre protegidos contra perigos.

 

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É essa a tarefa que cabe à nossa geração: tornar essas palavras, esses direitos, esses valores –a Vida, a Liberdade e a Busca da Felicidade– reais para todos os americanos. Sermos fiéis a nossos documentos fundadores não requer que concordemos em relação a cada aspecto da vida; não significa que iremos todos definir a liberdade de exatamente a mesma maneira, nem que vamos todos seguir exatamente o mesmo caminho em busca da felicidade. O progresso não nos impõe resolvermos para sempre divergências seculares quanto ao papel do governo –mas requer que atuemos em nosso tempo.

Pois há decisões que precisamos tomar agora, e não podemos nos dar ao luxo de adiá-las. Não podemos confundir princípios com absolutismo, nem substituir a política pelo espetáculo ou tratar a troca de acusações como se fosse debate baseado em argumentos. Precisamos agir, mesmo sabendo que nosso trabalho será imperfeito. Precisamos agir, mesmo sabendo que as vitórias de hoje serão apenas parciais e que caberá àqueles que aqui estiverem dentro de quatro anos, de 40 anos e de 400 anos levarem adiante o espírito atemporal que nos foi outorgado no passado num salão modesto de Filadélfia.

 

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Meus concidadãos americanos, o juramento que prestei diante de vocês hoje, como o juramento repetido por outros que servem neste Capitólio, foi um juramento prestado a Deus e ao país, não a um partido ou uma facção –e devemos cumprir essa promessa com fidelidade durante todo o tempo em que prestarmos serviço. Mas as palavras que eu proferi hoje não são muito diferentes do juramento prestado a cada vez que um soldado se alista para prestar serviço ativo ou que uma imigrante concretiza seu sonho. Meu juramento não é tão diferente do juramento que todos nós fazemos à bandeira que tremula ao alto e enche nossos corações de orgulho.

São as palavras de cidadãos, e elas representam nossa maior esperança.

Vocês e eu, como cidadãos, temos o poder de traçar o rumo deste país.

Vocês e eu, como cidadãos, temos a obrigação de moldar os debates de nosso tempo –não apenas com os votos que depositamos nas urnas, mas com as vozes que erguemos em defesa de nossos valores mais antigos e ideais mais duradouros.

Que cada um de nós agora abrace, como dever solene e com alegria respeitosa, aquilo que é nosso direito inato e duradouro. Com esforço comum e determinação comum, com paixão e dedicação, vamos atender ao chamado da história e carregar aquela luz preciosa da liberdade em direção ao futuro incerto.

Obrigado, Deus os abençoe, e que Ele abençoe para sempre estes Estados Unidos da América.”

 

22 de janeiro de 2013 às 0:49

Henrique em Pernambuco e Júlio Delgado no Ceará e Piauí [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O deputado Henrique Alves, candidato favorito à presidência da Câmara Federal, vai a Recife nesta terça-feira, para uma conversa com o governador e presidente do PSB, Eduardo Campos.

Eis notas da coluna Painel, da Folha de S. Paulo:

 

RETA FINAL

Favorito à presidência da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) fará hoje visita de cortesia a Eduardo Campos, em Recife. O governador é presidente do PSB, sigla de Júlio Delgado (MG), adversário direto de Alves na disputa.

 

TIMING

Campos é assediado pelo peemedebista no momento em que move peças nos bastidores em favor de Delgado. Desde a semana passada, o dirigente socialista conversa, sobretudo com a cúpula do PSDB, sobre a importância de um segundo turno na eleição da Mesa.

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E o candidato do PSB, Júlio Delgado, começou a seguir os passos do deputado Henrique Alves.

E tem procurado os governadores para tentar que, através deles, as bancadas de cada estado se comprometam com sua candidatura.

Nesta terça, enquanto Henrique vai a Pernambuco, Júlio Delgado também faz campanha no Nordeste, no Ceará e Piauí.

Em Fortaleza terá encontro com o governador Cid Gomes.

E em Teresina, com o governador Wilson Nunes.

 

22 de janeiro de 2013 às 0:10

Marcos Pedroza na UTI do Walfredo Gurgel [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Funcionário público e atuante na rede mundial de computadores, Marcos Pedroza está internado na UTI Cardiológica Paulo Davim, no Hospital Walfredo Gurgel.

Pedroza sofreu um infarto que chegou a comprometer os rins, daí ter que se submeter a sessões de hemodiálise.

Aos amigos que o visitam, nos horários de 11 da manhã e 4 e meia da tarde, ele diz que está bem e sendo muito bem assistido no Walfredo.

Ainda não há perspectiva de alta, e até a próxima semana ele se submeterá a um cateterismo.