Thaisa Galvão

21 de junho de 2013 às 23:52

#opovoquerfalar: ‘Só a Educação transforma uma Nação’, por Muriú Mesquita [0] Comentários | Deixe seu comentário.

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Do jornalista da Band Natal, Muriú Mesquita, sobre o momento nervoso que vive o Brasil:

 

Só a Educação transforma uma Nação

Quinta-feira nós assistimos a uma aula de cidadania pelas ruas de todo o país.

Brasileiros de várias gerações, como eu e você, observam, participam e procuram compreender os movimentos sociais que se reinventaram com um rumo indefinido.

O nosso país se transformou em um exercício social coletivo a céu aberto.

Como em toda sala de aula, existem bons e maus alunos. Os bons educandos se comportam de maneira exemplar; querem o melhor para classe e respeitam os colegas e mestres. Já os maus alunos fazem barulho, atrapalham o desempenho da turma e devem ser reprovados pelas instituições e pelos próprios colegas. Quando avançam os limites e se tornam violentos, a comunidade educativa é obrigada a fazer algo. Os colegas precisam excluí-los do grupo social. Já a Coordenação deve cobrar participação e o empenho da família. E, nos casos mais graves, providenciar a expulsão da escola.

 

Esses maus alunos geralmente são pessoas egoístas, que não fazem o dever de casa e não participam do processo educativo. É por comportamentos semelhantes que a nossa democracia adolescente está em crise existencial.

A tensão social é necessária para a mudança do país.

Mas, o nosso Brasil precisa se educar, pois a raiz de todos os desmandos é a ignorância da absurda maioria da população.

O “xis da questão” é que muitos dos maus alunos de ontem se transformaram nos políticos de hoje. Ainda temos tempo para reprová-los!

 

Muriú Mesquita

21 de junho de 2013 às 23:40

Presidente Dilma se pronuncia sobre protestos dos brasileiros [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E Dilma resolveu falar…

Eis a íntegra do pronunciamento feito nesta sexta-feira pela presidente da República, sobre a onda de protestos que tomou conta do país nos últimos dias:

 

Minhas amigas e meus amigos,
Todos nós, brasileiras e brasileiros, estamos acompanhando, com muita atenção, as manifestações que ocorrem no país. Elas mostram a força de nossa democracia e o desejo da juventude de fazer o Brasil avançar.
Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política, poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas. Mas, se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também correndo o risco de colocar muita coisa a perder.

 
Como presidenta, eu tenho a obrigação tanto de ouvir a voz das ruas, como dialogar com todos os segmentos, mas tudo dentro dos primados da lei e da ordem, indispensáveis para a democracia.
O Brasil lutou muito para se tornar um país democrático. E também está lutando muito para se tornar um país mais justo. Não foi fácil chegar onde chegamos, como também não é fácil chegar onde desejam muitos dos que foram às ruas. Só tornaremos isso realidade se fortalecermos a democracia – o poder cidadão e os poderes da República.
Os manifestantes têm o direito e a liberdade de questionar e criticar tudo, de propor e exigir mudanças, de lutar por mais qualidade de vida, de defender com paixão suas ideias e propostas, mas precisam fazer isso de forma pacífica e ordeira.
O governo e a sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos, incendeie carros, apedreje ônibus e tente levar o caos aos nossos principais centros urbanos. Essa violência, promovida por uma pequena minoria, não pode manchar um movimento pacífico e democrático. Não podemos conviver com essa violência que envergonha o Brasil. Todas as instituições e os órgãos da Segurança Pública têm o dever de coibir, dentro dos limites da lei, toda forma de violência e vandalismo.

 

Com equilíbrio e serenidade, porém, com firmeza, vamos continuar garantindo o direito e a liberdade de todos. Asseguro a vocês: vamos manter a ordem.
Brasileiras e brasileiros, As manifestações dessa semana trouxeram importantes lições: as tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor destas manifestações para produzir mais mudanças, mudanças que beneficiem o conjunto da população brasileira.
A minha geração lutou muito para que a voz das ruas fosse ouvida.
Muitos foram perseguidos, torturados e morreram por isso. A voz das ruas precisa ser ouvida e respeitada, e ela não pode ser confundida com o barulho e a truculência de alguns arruaceiros.

 

Sou a presidenta de todos os brasileiros, dos que se manifestam e dos que não se manifestam. A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática.
Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Todos me conhecem. Disso eu não abro mão.
Esta mensagem exige serviços públicos de mais qualidade. Ela quer escolas de qualidade; ela quer atendimento de saúde de qualidade; ela quer um transporte público melhor e a preço justo; ela quer mais segurança. Ela quer mais. E para dar mais, as instituições e os governos devem mudar.
Irei conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes para somarmos esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos.

 

O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo. Segundo, a destinação de cem por cento dos recursos do petróleo para a educação. Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde, o SUS.
Anuncio que vou receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares. Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências, de sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente.

 
Brasileiras e brasileiros,
Precisamos oxigenar o nosso sistema político. Encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos malfeitos e, acima de tudo, mais permeáveis à influência da sociedade. É a cidadania, e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar.
Quero contribuir para a construção de uma ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular. É um equívoco achar que qualquer país possa prescindir de partidos e, sobretudo, do voto popular, base de qualquer processo democrático. Temos de fazer um esforço para que o cidadão tenha mecanismos de controle mais abrangentes sobre os seus
representantes.

 
Precisamos muito, mas muito mesmo, de formas mais eficazes de combate à corrupção. A Lei de Acesso à Informação, sancionada no meu governo, deve ser ampliada para todos os poderes da República e instâncias federativas. Ela é um poderoso instrumento do cidadão para fiscalizar o uso correto do dinheiro público. Aliás, a melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor.

 

 

Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e os governos que estão explorando estes estádios. Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a Saúde e a Educação.
Na realidade, nós ampliamos bastante os gastos com Saúde e Educação, e vamos ampliar cada vez mais. Confio que o Congresso Nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com a Educação.

 
Não posso deixar de mencionar um tema muito importante, que tem a ver com a nossa alma e o nosso jeito de ser. O Brasil, único país que participou de todas as Copas, cinco vezes campeão mundial, sempre foi muito bem recebido em toda parte. Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria, é assim que devemos tratar os nossos hóspedes. O futebol e o esporte são símbolos de paz e convivência pacífica entre os povos. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa.
Minhas amigas e meus amigos,
Eu quero repetir que o meu governo está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudança. Eu quero dizer a vocês que foram pacificamente às ruas: eu estou ouvindo vocês! E não vou transigir com a violência e a arruaça.
Será sempre em paz, com liberdade e democracia que vamos continuar construindo juntos este nosso grande país.
Boa noite!

 

 

21 de junho de 2013 às 23:26

#opovoquerfalar: ‘Os recados de uma massa consciente’, por Robson Carvalho [0] Comentários | Deixe seu comentário.

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De Robson Carvalho, cientista político, apresentador, blogueiro, rotariano, sobre a mobilização popular dos últimos dias, e dos dias que virão.

 

Os recados de uma massa consciente

 

Polícia recuada, comércio de portas fechadas, trânsito parado: este cenário proporcionou as vias livres para a presença do povo na rua. Assim, o Brasil viveu mais um dia de intensos protestos onde cada cidadão brasileiro teve a oportunidade de ir às ruas dizer por que está insatisfeito.

Começou com a revolta do busão, onde o tema era a péssima qualidade e o alto preço dos transportes de massa. Mas diante de tantas reflexões que o Brasil precisa fazer outros temas foram surgindo através de criativos cartazes e gritos de guerra:

 

Contra a impunidade, cartazes lembravam os casos do Mensalão e dos desembargadores que desviaram recursos públicos e foram premiados com gordas aposentadorias; contra a corrupção, predominaram os cartazes contra os altos gastos com a copa, sem os mínios sinais do prometido legado e contra a PEC 37 que retira o poder de investigação do Ministério Público; a favor dos direitos humanos, manifestações contra a aprovação do projeto da Cura Gay; a favor da educação e da saúde, estudantes universitários e secundaristas, além de funcionários públicos também somavam os seus gritos de angústia, em meio a milhares de manifestantes.

As adormecidas reformas política, agrária e tributária também foram ecoadas pela multidão.

 

No mais, o movimento ainda comportou temas diversificados como protesto contra o Truculento deputado José Adécio, problemas individuais, morosidade da justiça, demagogia dos políticos, categorias profissionais e funcionários públicos insatisfeitos e a luta por mais ciclovias, entre outros.

À parte, chamamos atenção a um detalhe interessante de um movimento que foi constituído por uma massa consciente que se auto regulava, sem as amarras das tradicionais ligações com partidos políticos, organizações e movimentos sociais e sindicatos. Aliás, todos estes, que aparelhados pelo poder central, ao que parecia, já não representavam mais seus representados e assim foram duramente combatidos sobre a alcunha de oportunistas presentes a um legítimo movimento popular.

 

Era visível no meio da multidão o sentimento de liberdade que abrilhantava o semblante das pessoas num protesto onde cada um tinha o seu próprio espaço para dizer o que precisa mudar. Mesmo sem a tradicional condução de líderes, o conjunto das reivindicações populares caminhava unido e a passeata tomava um rumo próprio e independente.

A mobilização das pessoas via redes sociais, que muitas vezes repousava no plano do virtual, foi às ruas. E note-se que ainda há um grande número de pessoas que lá não estavam, justamente os mais excluídos da sociedade. Há uma massa, ainda silenciosa (ou silenciada?) que não esteve presente aos eventos. São aqueles que não possuem conexão com as redes, não sabem escrever cartazes e não possuem nem mesmo as condições financeiras para se deslocarem até os locais de concentração.

 

É preciso ouvir a nação brasileira que já deixou inúmeros recados. Agora é agir e mudar os rumos do país que espera, com pressa, por respostas que venham não em forma de discursos, porque disso o povo já avisou que cansou, mas com ações concretas. Para isso, será necessário o rompimento com a tradicional política do toma lá dá cá, que em geral ocorre na relação de promiscuidade com o congresso nacional e as demais instituições que também foram alvo dos protestos.

Por fim, este é um movimento fala de respostas e o povo, que fez a sua parte, aguarda de sobre aviso pelos resultados. Com a palavra, diante da nova questão nacional, a líder maior do Brasil: a presidenta Dilma, as instituições, os governos, os políticos…

21 de junho de 2013 às 23:16

#opovoquerfalar: ‘Mais quatro anos’, por Rubens Lemos [0] Comentários | Deixe seu comentário.

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Do jornalista Rubens Lemos Filho

 

 Mais quatro anos!

 

Antes de sair de casa, se consultava o calendário. Agora é o noticiário. A semana inglesa tradicional mudou. O cidadão normal depende do humor das manifestações para se locomover. Atos públicos são frutos da democracia e o direito de ser contra também.

 

Sou favorável a passeatas desde que exista sentido. Queimar ônibus, depredar patrimônios públicos ou empresas privadas não significa cidadania. Representa vandalismo. Tenho também, o direito de não considerar minha opinião de direita pois não creio em esquerda, centro ou direita. Creio no respeito à liberdade de cada um.

 

O golpe que derrubou João Goulart em 1964, a Ditadura instalada e apelidada de Revolução, baseou-se no medo da implantação do comunismo no Brasil, paranoia  insuflada pelos Estados Unidos, incomodados com as reformas de base.

 

Sem qualquer habilidade política ou respaldo militar – fundamentais para uma jogada de tamanha envergadura, Jango encampou multinacionais. Cobras venenosas como Carlos Lacerda e Magalhães Pinto juntaram-se aos generais, mobilizaram tropas militares e à classe média sempre temerária e irritada com o poder vigente em nome da “família com deus pela liberdade”.

 

Jango foi derrubado sem razão, mas a história reservou ao menos um pretexto para o desfecho que demoraria 21 anos trágicos que começaram em passeatas, mergulharam em torturas e guerrilha urbana e acabaram em um colégio eleitoral elegendo um presidente consagrado  pelo povo e que morreu sem tomar posse: Tancredo Neves.

 

Agora é detetivesco achar a razão para tanto tumulto. A cobertura de imprensa aumentou após a selvageria policial em São Paulo contra jornalistas. Duvido, acho que até aposto uma cervejada, no volume de acompanhamento de TVs, rádios, portais de internet e jornais tradicionais caso os repórteres não tivessem sido atingidos.

 

O velho mestre Samuel Wainer, fundador da Última Hora com recursos generosos do Governo Getúlio Vargas e não foi e nem é no Brasil o único a receber dinheiro público, já dizia: “Se existe um tipo de ser humano que não pode apanhar nem muito menos morrer no Brasil é jornalista que se acha diferente de toda espécie.”

 

 

A pancadaria oficial  gerou o reverso: Policiais foram encurralados e humilhados no Rio de Janeiro e a cobertura do fato foi bem menos incisiva. Enfim, protestava-se contra o aumento das passagens de ônibus, uma revolta que, como rastilho de pólvora, espalhou-se pelo país inteiro.

 

Cá para nós, usuário de ônibus mesmo é minoria na agressividade. Se a massa geral que sai de casa às 5 da manhã para trabalhar às 8 horas e volta à noite com direito a uns 300 minutos de sono resolvesse se rebelar, o país estaria em escombros como a Alemanha após a  Segunda Guerra, pelo motivo natural da perversidade de Hitler.

 

Qual a razão do movimento que parou e vem causando espanto e apreensão no Brasil? É a revolta pelo mensalão? Os impunes do mensalão estão impunes há muito tempo e não houve efervescência cívica.

 

É a votação da PEC 37? Os debates estão no calor das redes sociais e nas teses conceituais de cada lado.  O que um queimador de ônibus tem a ver com a PEC 37 que endurece punição a criminoso? Deve ter é medo. Que noção de cidadania tem quem tenta destruir um shopping center onde estão trabalhadores em atividade e os donos(legítimos) bem longe?

 

Dias atrás, no noticiário da hora do almoço, um pequeno sinal de quem nem só de vadiagem o ruído das ruas era composto em suas notas. Uma velhinha, nos seus 80 anos, cabelos brancos berrando ao repórter: “Não me confundam com esses meninos! Eu reclamo é do custo de vida. Dos aumentos, da falta de segurança e de saúde”.

 

Uma senhora pista, sem trocadilho. Mais tarde, na TV Câmara, um deputado do PT, aos berros, protestava, sem bandeiras nem coquetéis de fogo, contra seus companheiros de cruzada: “Hoje o povo não aguenta ver quem pregou  um discurso praticar tudo ao contrário, quase todo mundo pendurado em cargo do governo como reclamava dos outros.”

 

Em Natal, o jornalista Ênio Sinedino postou no twitter uma imagem exuberante. Uma multidão tomando a BR-101 como nas inesquecíveis passeatas políticas que vi, criança, em 1982, com José Agripino contra Aluizio Alves para governador, Garibaldi versus Wilma em 1985 para a prefeitura e Geraldo Melo ganhando o Governo do Estado em 1986.

 

Famílias inteiras, grupos de amigos, profissionais liberais, estudantes de verdade, cobravam o fim do assistencialismo como forma e conteúdo do Governo  petista de bolsas aos pobres e decadência de serviços básicos e de melhoria na qualidade de vida da maioria do povo. Partidos cavilosos tentaram se aproveitar e foram solenemente repelidos. A bandeira era o sentimento de cada um.

 

Governos ufanistas usam a propaganda como ferramenta de manipulação. Quem sabe esteja caindo a máscara da unanimidade que tem vida útil em qualquer país ou cultura, custe o tempo que custar. Aquele slogan de Richard Nixon: “Mais quatro anos, mais quatro anos’, está tão ameaçado quanto em 1974, quando o Escândalo de Watergate o pulverizou. Acabaram as ferias da presidenta.

 

Rubens Lemos Filho

21 de junho de 2013 às 23:08

#opovoquerfalar: ‘Momento’, por Ruyzito Gaspar [0] Comentários | Deixe seu comentário.

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Do empresário do Turismo (Hotel Ocean palace), Ruyzito Gaspar, sobre o Brasil.

 

Momento

 

Como todo Brasileiro, estou vendo com muita alegria e ao mesmo tempo com muita preocupação  este movimento.

Alegria porque é visível notar a insatisfação geral, de toda a população esclarecida Brasileira, com os últimos acontecimentos políticos e as atitudes que eles vem tomando.

Acho que um somatório de acontecimentos culminou com a revolta geral do aumento de R$0,20 do transporte público.

O que pode acontecer? Acho que hoje ninguém pode prever. Mas, acho que o governo federal tem uma ótima oportunidade de fazer, o que na minha opinião, o Brasil precisa, que são as  Reformas Trabalhista, Fiscal, Tributária e do Código Penal, sem precisar “negociar” com o Congresso as aprovações que a sociedade pede na rua.

 

Eu queria mais redução da carga tributária e fim da estabilidade no emprego público, mas, sei que isso eles não farão.

A grande preocupação que eu tenho além dos vândalos e bandidos infiltrados no movimento é a gente vir a perder a Copa do Mundo e as Olimpíadas, porque aí sim, seria um caos.

As pessoas precisam entender, e isto não foi bem explicado, o quanto geram de emprego e renda estes eventos.

A Inglaterra que vinha com a economia cambaleando, cresceu por causa das Olimpíadas. A Alemanha idem com a Copa do Mundo. Então, criticar o alto custo das obras dos estádios e algumas sedes que na minha opinião não deveriam  ter sido escolhidas, como Manaus, Cuiabá e Brasília, e que estes estádios serão verdadeiros elefantes brancos,  é uma coisa. E ser contra a realização da Copa do Mundo, é outra bem distinta.

Manaus e Cuiabá devem ter sido escolhidas como sede para divulgar o turismo no  Pantanal e na Amazônia.

Falando sobre Natal especificamente, a incompetência dos nossos governantes fez com que nenhuma obra de mobilidade urbana tenha sequer iniciado.

O estádio também já poderia ter ficado pronto.

Como podemos ainda aproveitar? Se tivermos competência, após a realização do sorteio, onde serão definido os países que jogarão aqui, ir  fazer um trabalho de captação neles e, quem sabe, não conseguimos após a Copa, de novo, resgatar os charters internacionais que já tivemos no passado.

 

Um charter semanal durante o ano todo deixa em nossa economia U$8 milhões de dólares.

Para você ter uma ideia, neste primeiro semestre tivemos uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, de 100 mil turistas.

Sabe o que isso significa?100 milhões de Reais deixaram de entrar em nosso Estado.

Outro dado que vale ressaltar da força do Turismo para a nossa economia: os turistas deixam anualmente em nosso estado, 2 bilhões de Reais!

Agora tentando responder a sua pergunta inicial, onde isso vai terminar, acho que só Deus sabe.

 

Ruy Gaspar

21 de junho de 2013 às 22:05

#opovoquerfalar: ‘O copo está transbordando’, por Tertuliano Pinheiro [2] Comentários | Deixe seu comentário.

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Do publicitário Tertuliano Pinheiro, sobre o Brasil de hoje e de amanhã:

 

 

O copo está transbordando

 

Final da tarde de hoje, sexta-feira, recebo uma DM (via Twitter) da amiga Thaisa Galvão pedindo a minha opinião sobre esse momento. O que danado vou escrever?
Li o artigo de Gustavo Rocha. Pô, o cara disse o que eu queria dizer. E agora?
Bom, vamos começar do começo.

– Sim, eu vejo toda essa manifestação (desde que pacífica) como legítima e democrática. E os vândalos? É simples: convoca o BOPE.
Só não vê quem não quer, mas a insatisfação é latente.
O recado vem sendo dado.
O Brasil precisa urgentemente de um programa geral de ações iniciando na saúde, educação e terminando na segurança. Algo intenso. Eficaz. Como os estádios da Copa, por exemplo.
E os partidos políticos?
Aí, são outros quinhentos. Os partidos políticos precisam meditar sobre o que está acontecendo no país. Todos os partidos. Eu disse todos!
Aliás, pra que servem tantos partidos? Temos quantos mesmo?
– Serão necessários 40 ministérios no nosso cansado e idolatrado Brasil?

– E se você me perguntar:
TP, quais são as suas reivindicações?

Tenho algumas.
A primeira: redução da carga tributária. É pra ontem.
2) Reforma Tributária e Fiscal.
3) redução imediata da quantidade dos ministérios.
4) fim da reeleição
5) fim da estabilidade no emprego do funcionalismo público
6) implantação do Regime Parlamentarista
7) implementar a privatização em várias esferas do poder público
Tenho várias, claro, mas essas são as principais.

E pra terminar, não custa lembrar. É bom acordar o quanto antes, afinal, 1 milhão de pessoas foram às ruas. O copo está transbordando…
Tenho certeza, que deitado em berço esplendido, parece-me que é sentimento do passado.
Portanto, acabou a era do emprego. Começa agora a era do trabalho.
Pra frente Brasil!

Tertuliano Pinheiro
Publicitário, ABCdista, pai e avô.

21 de junho de 2013 às 19:45

#opovoquerfalar: ‘A corrupção não está na profissão, mas sim nas pessoas’, por Valéria Cavalcanti [0] Comentários | Deixe seu comentário.

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De Valéria Cavalcanti, vice-prefeita de Santo Antônio do Salto da Onça, sobre a onda de protestos que tomou conta do Brasil.

 

A corrupção não está na profissão, mas sim nas pessoas

 

Fiquei até emocionada quando vi mais de 20 mil pessoas cantando o Hino Nacional em protesto contra o desmando do país.

Depois fiquei super decepcionada por ver que essas pessoas que querem o bem dos demais, fazem o mal a que não merece (vândalos).

A corrupção não está na profissão, mas sim nas pessoas.

Aprendi desde menina que ser honesto não é uma virtude, e sim uma obrigação!

Portanto, vamos protestar para ter um retorno positivo para todos: saúde, educação, lazer, moradia, transporte…

E criar em nós a cultura do voluntariado e não só fazer algo por alguém se for pago.

Vamos acabar com a corrupção, mas também com os corruptores.

 

Valéria Cavalcanti

21 de junho de 2013 às 19:10

#opovoquerfalar: ‘O recado foi dado’, por Ricardo Alexandre Dantas [0] Comentários | Deixe seu comentário.

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Do Oficial de Justiça, bacharel em Direito, Ricardo Alexandre Dantas, sobre o poder de fogo do Brasil e dos brasileiros.

 

 

O recado foi dado

O que se viu ontem foi um movimento plural. Muitas famílias e a sociedade protestando, essencialmente contra a corrupção e a forma de se fazer política dos nossos governantes.

As reivindicações eram muitas. Contra a PEC37, contra a Copa, contra a corrupção, contra os políticos, contra Feliciano, enfim, contra todo um sistema corrompido falido que esta aí.

Toda esta manifestação, toda esta mobilização popular espontânea vai acabar respingando no pleito eleitoral de 2014.

Muita coisa sera mudada e a classe política brasileira, sobretudo a potiguar, tem de levar em conta as mensagens subliminares que vem das ruas.

A sociedade clama por ação, trabalho e boa aplicação dos recursos públicos.

Quem se afastar disso aí ,ou não conseguir pôr em pratica o que prometeu nos palanques, será sumariamente ignorado nas urnas.

O recado foi dado ontem.

 

Ricardo Alexandre Dantas

21 de junho de 2013 às 18:06

#opovoquerfalar: ‘Acredito muito mais em evoluções que em revoluções’, por Simone Silva [0] Comentários | Deixe seu comentário.

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Da jornalista Simone Silva, blogueira, promotora de eventos, festeira, sobre o momento do novo Brasil.

 

Acredito muito mais em evoluções que em revoluções

 

O que vimos ontem em todo o país foi o resultado de uma evolução no pensamento do povo brasileiro, cansado de tanta desigualdade social, corrupção, de sofrimento por falta de saúde, educação, transporte e segurança dignos.

Apesar da minoria desordeira que quase ofuscou a beleza de um movimento pacífico e legítimo com atos de vandalismo, o protesto ocorrido em Natal mostrou que a sociedade não é mais tola, calada, “deitada em berço esplendido”, entende, sim, que uma reforma política e social se faz urgente.

 

Milhares foram às ruas em busca de decência, com ousadia e alegria, como é da característica do nosso povo.

Da patricinha que nunca andou de ônibus, ao politizado; do apartidário ao empresário, todos defendendo mudanças.

Não sou contra a Copa, sou contra políticos aproveitadores e apesar de todos os problemas tenho orgulho de ser brasileira, muito mais agora.

 

Medo de ir a protestos? Não, medo eu tenho de ficar em casa aceitando que tudo fique como está.

Não queremos que abusem do nosso cerne pacífico, não podemos mais ser feitos de idiotas, a cara de palhaço não nos cabe mais.

Esse sinal dado nas ruas agora precisa chegar às urnas de forma contundente.

É isso que eu espero.

Como já diz um velho ditado, “Por mais longa que seja a caminhada, o mais importante é dar o primeiro passo”.

Demos muitos ontem.

 

Simone Silva

Jornalista

Mãe de João, Davi, Pedro e Lídia.

21 de junho de 2013 às 17:04

#opovoquerfalar: ‘As laranjas podres precisam ser identificadas’, por Breno Perruci [1] Comentários | Deixe seu comentário.

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De Breno Perruci, eleito ontem presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte, sobre o dia de protestos em Natal e no Brasil.

 

As laranjas podres precisam ser identificadas

 

É inegável que o Brasil vive uma crise, mas uma crise que vejo como positiva.

Depois de anos adormecida, a juventude despertou para seu papel mobilizador e revolucionário, lembrou-se da força que tem, talvez a única ou a principal, capaz de poder mudar algo no contexto atual do país.

Não se pode mais aceitar o modelo de gestão falido nas três esferas de governo. Um modelo no qual as cobranças e obrigações recaem apenas sobre um lado, o lado da população, que paga uma das cargas tributárias mais onerosas do mundo e tem em troca serviços públicos de péssima qualidade, quanto tem.

 

Vejo esse momento de revolta generalizada no Brasil e aqui no Estado como necessário, mas como tudo na vida, é preciso agir com civilidade e inteligência. Protestar não pode se confundir com agredir, por isso os verdadeiros ativistas, que são a absoluta maioria nesse movimento, precisam criar mecanismos que identifiquem e afastem esse marginais infiltrados que estão enlameando uma causa justíssima.

 

Quanto às agressões sofridas pelos colegas de imprensa, considero-as repugnantes e frontalmente perigosas contra algumas das próprias razões desse movimento, que são a liberdade de expressão e a democracia.

As tentativas de calar a imprensa devem ser incansavelmente combatidas. Por isso reafirmo, as laranjas podres precisam ser identificadas e afastadas para que elas não ponham por água abaixo essa excelente oportunidade de modificações no nosso país e não essa estraguem essa nova conjuntura social tão especial.

Os governos estão atônitos e uma lacuna importante está se abrindo, mas é preciso saber ocupá-la.

 

Breno Perruci

Jornalista

21 de junho de 2013 às 16:50

Carlos Eduardo revoga aumento de tarifa e dá início à processo de licitação de empresas de ônibus [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O prefeito Carlos Eduardo assinou hoje a mensagem que vai encaminhar à Câmara Municipal de Natal em forma de Projeto de Lei que abre licitação para o transporte público da capital.

Com a licitação, a Prefeitura passa a controlar a prestação de serviços por parte das empresas de ônibus, que passarão a ser concessionárias, e não mais permissionárias como são hoje.

Na solenidade em que anunciou o início do processo licitatório, o prefeito de Natal assinou o Decreto Nº 9.998 que reduz o valor das tarifas do transporte coletivo da capital potiguar, já anunciado ontem.

“Hoje o que há de mais importante é licitar o transporte coletivo. Quis fazer isso na minha primeira gestão, mas fui impedido por uma liminar do Tribunal de Justiça que só permitia o ato depois do ano de 2010. E nós estamos aqui, há menos de 200 dias dessa nova gestão, assinando hoje este ato que vou enviar a Câmara Municipal para que possamos trazer um novo sistema de transporte para a nossa cidade”, disse o prefeito.

Carlos Eduardo em solenidade hoje na Prefeitura (Foto: Marco Polo)

21 de junho de 2013 às 15:10

Em nota, Bispos dizem que movimentos são “um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

#opovoquerfalar

Os católicos se pronunciaram sobre os protestos que tomaram conta do país.

Reunidos em Brasília na reunião do Conselho Permanente da CNBB, os Bispos emitiram a nota abaixo:

 

 

Ouvir o clamor que vem das ruas

 

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos.

Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passam o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: “O Gigante acordou!”

 

Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em “berço esplêndido”.

O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito.

 

Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de nossos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!

Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo.

Brasília, 21 de junho de 2013

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário geral da CNBB

21 de junho de 2013 às 14:38

Juiz Herval Sampaio impedido de julgar qualquer ação que envolva a prefeita Cláudia Regina [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O juiz eleitoral Carlo Virgílio foi mais além, ao suspender a decisão do juiz Herval Sampaio, que cassou a prefeita de Mossoró, Cláudia Regina.

Ao analisar a defesa da prefeita, alegando suspeição do juiz, Virgílio decidiu ainda que, até que o Tribunal Regional Eleitoral se pronuncie sobre a suspeição do juiz, ele não pode praticar nenhum ato em processos que envolvam a prefeita de Mossoró.

Isso até que o TRE decida se ele é suspeito ou não para julgar a prefeita.

21 de junho de 2013 às 14:32

Juiz eleitoral suspende cassação da prefeita Cláudia Regina [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O juiz eleitoral Carlo Virgílio acaba de suspender a decisão do juiz Herval Sampaio, que cassou o mandato da prefeita de Mossoró, Cláudia Regina.

A defesa da prefeita remeteu ao TRE, ação que alega suspeição de Herval Sampaio para julgar a prefeita de Mossoró.

Pela decisão de Carlo Virgílio, a decisão sobre cassação de Cláudia só será julgada no Tribunal Eleitoral (ou não), após o julgamento da suspeição do juiz mossoroense.

21 de junho de 2013 às 14:23

Fábio Faria nos festejos juninos de Jardim de Piranhas [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O deputado federal Fábio Faria (PSD) foi festejar São João nesta quinta-feira no município de Jardim de Piranhas.

Fábio foi recebido pelo prefeito Elídio Queiroz (PSD), e pelo vice Reginaldo Rodrigues.

Ex-candidato a prefeito da outra Jardim, a do Seridó, o cantor Amazan, também do PSD, roubou a cena e deu o show da noite.

Fábio Faria, Amazan e Elídio

21 de junho de 2013 às 14:13

#opovoquerfalar: ‘Uma agenda positiva’, por Felipe Maia [1] Comentários | Deixe seu comentário.

#opovoquerfalar

Do deputado federal Felipe Maia (DEM) sobre as legítimas reivindicações de uma população que paga imposto, mas não tem retorno.

 

 

 

Uma agenda positiva 

São legítimas as manifestações da população e todos os movimentos devem ser respeitados.

Enquanto Parlamento, nosso papel é ouvir a voz das ruas. Então, acho que seria o caso de o Legislativo elaborar uma agenda positiva para atender os anseios da sociedade brasileira.

No que se refere ao Poder Executivo, defendo que o dinheiro público seja melhor aplicado, repassando recursos para investimentos no país, e não para a máquina pública. Afinal, o que se vê é um povo cansado de pagar tantos impostos sem ter retorno em saúde, educação e hospitais de qualidade.

A população quer que o governo invista em obras que vão contribuir com o crescimento do país, e não que milhões sejam gastos em 39 ministérios.

Felipe Maia

21 de junho de 2013 às 13:22

Marinha do Brasil abre 66 vagas de Engenheiro [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Marinha do Brasil lançou Edital do concurso para o Corpo de Engenheiros, abrindo 66 vagas destinadas a candidatos de ambos os sexos com menos de 36 anos e que já tenham concluído ou estejam no último período da faculdade. 
As inscrições podem ser feitas pelo site  www.ingressonamarinha.mar.mil.br ou em um dos Postos de Inscrição da Marinha, de 01/07/2013 a 30/07/2013.

O valor da inscrição é R$ 45,00.

Os detalhes no site.

21 de junho de 2013 às 12:58

Prefeitos de Caicó e Parelhas discutem sobre obras com recursos de emenda do deputado João Maia [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Os prefeitos de Caicó, Roberto Germano (PMDB) e de Parelhas, Chico do PT, foram recebidos hoje com café da manhã, em Brasília, pelo deputado federal João Maia.

Entre uma tapioca e outra, os três fizeram uma avaliação sobre a reunião realizada quarta-feira, no Ministério do Desenvolvimento Agrário, sobre os projetos que serão beneficiados com a emenda de mais de 20 milhões de reais, destinada pelo deputado à região do Seridó.

 

“O contorno de Caicó vai ser um marco para a população do Seridó. Fico feliz em ver nosso projeto prosperar e ser bem aceito por toda população de Caicó e municípios circunvizinhos, como também é o caso de Parelhas”, disse João Maia, se referindo à obra que será executada em Caicó com recursos de emenda de sua autoria.

Roberto Germano, João Maia e Chico do PT

21 de junho de 2013 às 12:45

#opovoquerfalar: ‘Não choquem o ovo da serpente’, por Fernando Mineiro [3] Comentários | Deixe seu comentário.

#opovoquerfalar

Do deputado estadual Fernando Mineiro, do PT que sempre esteve na rua, mas agora virou alvo de um povo que aprendeu a gritar, reivindicar, levantar bandeiras…

Não choquem o ovo da serpente

Por Fernando Mineiro (PT)

Nas ruas país afora estão os que querem mais. Mais democracia, mais cidadania, mais participação, mais avanços. E é essa multidão em movimento que será responsável pelas mudanças que estão por vir. Disso não tenho a menor dúvida.

E no meio dessa multidão formada por quem acordou agora e por quem há anos está acordado e nas ruas deste país, também circulam uma minoria que sempre esteve à espreita e choca o ovo da serpente. Violenta, racista, homofóbica, anti-democrática.

Esta minoria é a que agride militantes partidários, dirigentes sindicais, militantes organizados dos movimentos sociais e promove a baderna e a depredação. E, lamentavelmente, recebe os aplausos de setores da mídia. Indisfarçável o regozijo com que se noticia que a bandeira de tal ou qual partido foi queimada!

Nas redes se propaga um discurso que as manifestações são contra os partidos e a política e, por isso mesmo, os militantes partidários não podem estar presentes. E este tipo de discurso ganha a adesão de quem conhece pouco a história do Brasil e do mundo.

A saída para o momento que vivemos é eminentemente POLÍTICA. Política renovada, mas política. O caminho oposto é o fascismo, é a ditadura.

E a política é atributo dos partidos. Que os partidos estão sendo questionados pelas atuais manifestações, é fato. Inclusive o meu querido PT. Mas os partidos, todos eles (de direita, de centro, de esquerda, do escambau) são instrumentos que impedem a vitória da barbárie fascista e ditatorial.

A sociedade brasileira avançará se mais e mais instituições políticas e organizações da sociedade civil se fortalecerem, se modernizarem, se renovarem. E não o contrário. A maior contribuição das atuais manifestações será a de obrigar que nossas organizações e instituições políticas se renovem, se reformulem, se revolucionem.

De minha parte, estarei sempre nas ruas porque é de lá que venho. E lembrando sempre de onde venho, sei onde estou e pra onde vou. E não irei sozinho. Irei com aqueles/aquelas que sempre lutaram e lutam contra a barbárie obscurantista.

A quem, por conhecer pouco a nossa história, agride militantes partidários e dos movimentos sociais e jornalistas, ofereço Brecht:

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

21 de junho de 2013 às 12:25

Senador Cristovam Buarque: Realista ou senil, canalha e bundão? [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O senador Cristovam Buarque acaba de fazer um pronunciamento, sugerindo o fim dos partidos.

Apanhou um bocado no twitter.

Surra de militantes.

O povo, que não milita, mas protesta, certamente vai aplaudir o senador…

 

Cristovam Buarque @Sen_Cristovam – Acabo defender no Senado a abolição de todos os atuais partidos políticos oficiais.
Cristovam Buarque ‏@Sen_Cristovam– Povo tem razão:atuais partidos fracassaram.
Cristovam Buarque ‏@Sen_Cristovam – Nunca pensei que os partidos tivessem tantos defensores. Só apanhei e MUITO por dizer que os atuais partidos precisam ser abolidos.
Cristovam Buarque ‏@Sen_Cristovam – Em meia hora fui chamado de senil, louco, bundão, canalha, maluco, irresponsável e outros mais adjetivos. Pior que continuo achando que estou certo.
Cristovam Buarque ‏@Sen_Cristovam – partidos rechaçados pelo povo merecem receber dinheiro do povo, fundo partidário e tempo de tv, ou serem refundados?
Cristovam Buarque ‏@Sen_Cristovam – Eu e 2 milhōes endoidamos: imagine, achar que os atuais partidos oficiais estão ruins!