Thaisa Galvão

11 de maio de 2014 às 14:04

Ser Mãe: eterno estado feliz de espírito [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E eu que acho que Mãe é Mãe 365 dias por ano…me vejo festejando o Dia das Mães.

Momento de dar uma paradinha reflexiva para entender o que se passou em minha vida nos últimos quase 12 anos.

Foi desejo ou caminho natural do ser mulher?

Planejado como um texto bem escrito ou estava escrito nas estrelas?

Um sonho que se materializou, que me transformou.

Primeiro a condição física.

Barriga que cresce, vaidade que se vai…ou que se vem. Me achei linda grávida e fazia questão de exibir a barriga enxuta, sem excessos. Menos de 9 quilos a mais.

Depois a condição emocional.

Fazer bem e fazer o bem. Pensar positivo. Pensar que vai dar tudo certo, que vai nascer em paz, que nunca vai ter cólicas e que do meu peito jorrará tanto leite capaz de dividir com outras crianças.

Pensamento positivo que se concretizou em uma criança saudável, linda, apaixonante…nenhuma cólica sequer pra contar a história.

E nos dois litros de leite doados a cada semana.

Depois o freezer lotado de leite de mãe pasteurizado que virava vitamina de frutas, papinhas, arroz de leite…até os 9 meses quando a primeira lata industrializada foi adquirida.

Lembro de uma vez que um bebê nasceu na maternidade…e sua mãezinha morreu. A notícia logo se espalhou e lá se foram gotas de minha vida para alimentá-lo.

Faço as contas e sinto que ser Mãe para mim tem mais do que o sentido de ter dado à luz uma filha.

Está tudo ali no pacote identificado com o nome Mãe, o ser Eu, o que sou Eu, o porquê de mim.

Hoje vivo a condição real.

Da filha que cresce, que estuda e tira boas notas, que questiona, que desponta como um revival de mim mesma, que me ensina, que compreende, que enxerga o mundo como cidadã, que chama atenção para os erros e acertos do mundo, que me faz trocar palavras escritas no Blog, que cresce…que fica chata perto da pré-adolescência, que se acha na adolescência…que cresce…

Revirando os meus motivos de ser Mãe, divido com vocês a condição de Mulher Maravilha.

Feliz Dia.

Felizes 365 dias.

 

11 de maio de 2014 às 10:51

Tribuna do Norte entrevista Henrique Alves [2] Comentários | Deixe seu comentário.

A Tribuna do Norte de hoje traz uma entrevista com o governadorável Henrique Alves (PMDB).

Entrevista boa, do ponto de vista do candidato. Sem pergunta incômoda.

Eis, na íntegra:

 



O assunto mais quente da política nacional hoje é a CPI da Petrobras. Qual a sua posição e do PMDB em relação à instalação dessa investigação?

Esse é o assunto do momento. Inclusive, aqui acolá com distorções querendo especular que eu estivesse divergindo e até conflitando com a posição do presidente do Senado, que é do meu partido, Renan Calheiros. Quero dizer que desde o primeiro momento, eu procurei o senador Renan Calheiros e disse que a Câmara queria participar dessa investigação. Não teria nenhum sentido estabelecer uma CPI no Senado Federal para apurar a questão da Petrobras, excluindo a Câmara que desde o primeiro momento vem atuando nessas denúncias e acompanhando, portanto, todos esses fatos graves que hoje interessam ao país. Então, eu fiz dizer que, em nome de todos os partidos e parlamentares, a Câmara queria sim participar da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) a respeito da Petrobras.

*

Então, o senhor é a favor que se investigue a Petrobras?

Essa minha posição é muito clara: a favor da CPMI e que se investigue com foco da Petrobras, e não trazer nessa CPMI três ou quatro assuntos diferenciados. É isso que neste momento o Brasil exige que apure e que se esclareça.

*

Esse é um assunto que desagrada ao Governo Federal. Como o senhor lida com isso?

A CPMI não é para agradar ou desagradar governo. É um instrumento legítimo e democrático do poder legislativo para apurar responsabilidade de mal feitos. Então, se há dúvidas, se há denúncias, nós temos o dever de fazer essa apuração de maneira clara, transparente, serena, mas absolutamente verdadeira. Este é um papel intransferível do poder legislativo.

*

Esta semana, a Câmara colocou em votação a chamada “pauta bomba”, com matérias nada palatáveis ao Planalto…

Aqui acolá eu ouço do próprio governo, o governo que eu apóio, da presidenta Dilma, interpretações injustas em relação ao comportamento da Câmara dos Deputados sobre a possível pauta bomba. Isso não é nenhum ato de irresponsabilidade da Câmara. Até porque temos consciência das dificuldades que passa o nosso país, da conjuntura internacional, da questão orçamentária. Agora, há demandas da sociedade represadas há muito tempo que a Casa não pode simplesmente ignorar, fechar os olhos, os ouvidos e mais: a consciência. Agora mesmo, na última quarta-feira, nós votamos – certamente não do agrado do governo, mas necessário por ser uma demanda reprimida da Câmara dos Deputados – o piso nacional dos agentes de saúde e de combate a endemias. Há anos e anos, essa é uma reivindicação de uma categoria que atende o pobre carente lá na sua casa, na sua comunidade, no seu recanto mais longínquo, dando carinho, assistência, solidariedade. Então votamos e conseguimos aprovar por quase unanimidade. Isso depois de meses, é natural, de discussões e diálogos.

*

Qual outra matéria se destaca na “pauta bomba”?

Temos agora a PEC 555, uma pauta que vem sendo cobrada à Câmara dos Deputados. Extingue a taxação de aposentados e inativos. Essa PEC foi apresentada em 2006, portanto há quase oito anos. Vários presidentes passaram pela Câmara e a PEC estava lá dormindo, quase sendo enterrada, e agora surge nessas demandas. É uma matéria complexa. Eu reconheço que é difícil, tem imensas repercussões orçamentárias, do ponto de vista do equilíbrio fiscal. Mas não pode simplesmente se dizer que não vá se discutir, não vá se debater porque isso não é o papel do parlamento. Nós temos o dever de debater e discutir à exaustão. E na hora que o assunto estiver amadurecido, do convencimento de todos, se leva ao plenário e se vota. Foi assim com o Marco Civil (da internet), foi assim como o Código de Processo Civil e com várias matérias que chegaram depois de tanto tempo de debate e a Câmara terminou por aprovar. Na última quarta-feira aprovamos também um projeto da Lei da micro e pequena empresa deste país. São milhões de pequenas empresas que vivem um verdadeiro inferno com a burocracia, com a formalidade que não consegue realizar, muitos na informalidade que podiam se ampliar. O ministro Afif encampou essa bandeira no Executivo, eu encampei no Legislativo, fizemos uma reunião geral para discutir o assunto e colocamos em votação. Pela primeira vez, nas últimas votações, foi a matéria que teve a unanimidade dos votos.

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Qual o sentimento das categorias em relação ao andamento desse pleito?

Eu estive com eles aqui em Natal, nesta última sexta-feira, vieram representações de todo o Brasil – logicamente, aproveitando o fato de o ministro da Previdência ser do Rio Grande do Norte e na outra ponta, o presidente da Câmara ser também do Rio Grande do Norte. De maneira muito respeitosa, eles colocaram as suas razões, colocamos as nossas preocupações, a nossa sensibilidade, a nossa responsabilidade com o tema e vamos na próxima semana, em reunião que eu farei em Brasília com representantes dos servidores e do governo, começar a discutir esse assunto.

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Esta semana, o senhor recebeu um comunicado do ministro Moreira Franco (Aviação Civil) informando a situação do edital para o novo aeroporto de Mossoró. Qual a expectativa para esse projeto?

Esse assunto já vinha sendo tratado há algum com o ministro Moreira Franco. Ele já tinha me assegurado, não só o aeroporto de Mossoró como o de Caicó. Mas em Mossoró, em razão da eleição (suplementar) que aconteceu, o tema ressurgiu e as distorções começaram a acontecer dizendo que, de repente, Mossoró não iria ter esse aeroporto, que tinha sido uma promessa que não seria cumprida e que o assunto tinha sido esquecido, o que é o mais grave. Então eu retomei o assunto, de maneira muito tranqüila e responsável como o ministro Moreira Franco e ele me reafirmou o que tinha dito antes: Mossoró está, sim, na programação de prioridades de aeroportos regionais do seu Ministério.

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E qual é o cronograma?

O ministro reafirmou, em documento que eu dei conhecimento à opinião pública do Rio Grande do Norte, que está na programação para que possamos ter no início de janeiro, cumpridas todas as etapas, um novo aeroporto para a cidade de Mossoró. O atual, com muitas dificuldades e muitos problemas, não tem condições de ser reaproveitado. O novo será do tamanho e do horizonte que a cidade merece ter. Não tenho dúvidas, e tranquilizo Mossoró, que essa programação será cumprida.

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Há também outras obras estruturantes para o Estado, dependendo do Governo Federal.

Vamos ter agora, depois de tanto tempo, graças a Deus, o novo aeroporto Governador Aluízio Alves que vai ser um horizonte que se descobre para o Rio Grande do Norte, pela sua localização geográfica privilegiada, na esquina do continente, sendo um ponto referencial para que os passageiros da Europa, dos Estados Unidos, da Ásia cheguem ao nosso país e comecem pelo Rio Grande do Norte, e não passem por cima dele. Vai ser a única pista da América Latina com chances de receber o maior avião do mundo o A-380, de 820 passageiros. Outra obra importante é a Barragem de Oiticica, quase 600 milhões de metros cúbicos de água, que estava há quase 40 anos sem sair do canto e agora, com um trabalho de toda a bancada federal, está com recursos do PAC assegurados com sua liberação sistemática.

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Com relação às obras de mobilidade urbana?

A nossa BR-101, a entrada e saída de Natal, é um horror. Hoje é um desespero a qualquer hora, quem queira sair ou entrar na cidade. A obra já foi licitada, vai começar nos próximos dias. Abrange desde o viaduto de Ponta Negra até a entrada de Parnamirim. São viadutos e passarelas que vão normatizar a entrada e saída de Natal. Temos o viaduto no gancho de Igapó, que é outro gargalo – e agora com o novo aeroporto mais ainda se justifica – já para iniciar nos próximos dias, com empresa contratada. Também temos a duplicação da Reta Tabajara. Aquilo é um corredor de vida e morte há muitos anos. Quem trafega lá, sabe que não pode continuar mais daquele jeito. A obra também está licitada, com empresa vencedora e para começar nos próximos dias. Essa obra vai se conjugar com outra maior: a duplicação da BR-304, com quase 300 quilômetros interligando Natal e Mossoró. É uma obra de quase um bilhão de reais, uma obra complexa que é compromisso da presidenta Dilma. Inclusive, nós queremos que ela, quando vier inaugurar o aeroporto, anuncie para junho o edital do projeto executivo.

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O PMDB está pregando a mudança no Rio Grande do Norte. O que seria essa mudança?

Nós observamos que o Rio Grande do Norte não passa por um bom momento na sua gestão, na sua governança. Há críticas, e elas são naturais e surgem de todos os cantos, de todos os segmentos, do setor público, do empresariado. O Estado vive, portanto, momentos difíceis da sua gestão e, consequentemente, dos seus resultados. Então, nós estamos propondo que o Rio Grande do Norte passe por uma mudança, mas sem nenhum radicalismo. Eu acho que o radicalismo, no passado, trouxe danos muito grandes à política do Estado. Aquela história de uns para um lado, outros para o outro, aquela torcida do quanto pior, melhor, enfim, isso não interessa mais. Nós temos que ter a capacidade de entender que tem que haver o entendimento, o diálogo, para o Rio Grande do Norte se reencontrar. Eu aprendi na minha vida pública, e agora muito mais como presidente da Câmara, com 22 partidos com assento e 513 parlamentares, que esse diálogo é essencial.

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Seria uma mudança na forma de governar?

Nós pregamos mudança no jeito, na maneira de conduzir, de caminhar, de abrir portas e atrair as pessoas que possam se sensibilizar por entender que o Estado precisa nesta hora de uma grande força que uma as pessoas de bem, de boa fé, que acreditem que esse Estado pode ser melhor do que ele é hoje. O Ceará, a Bahia, Pernambuco, Paraíba (logo, logo) estão ultrapassando as fronteiras do crescimento e do desenvolvimento no Nordeste brasileiro. E o Rio Grande do Norte fica com uma questão pontual que se resolve, uma obra que consegue, mas não é isso só. É planejar, pensar para frente. Desenhar uma estrutura nova, quase que re-fundar o Estado e seus conceitos. Isso passa pela capacidade de agregar, de somar.

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A experiência como presidente da Câmara tem influência nesse pensamento?

Ao longo dos meus 40 anos de vida pública, com 11 mandatos de deputado federal, muitas coisas eu aprendi. Já fui radical um tempo, até para sobreviver numa época em que eu tinha que abrir os braços para não ser engolido e atravessar aquele tempo em que as pessoas eram cassadas, eliminadas da vida pública. Mas fui aprendendo aos poucos e entendi que o diálogo é melhor caminho. Mais ainda, quando fui líder por seis anos consecutivos de uma bancada de oitenta deputados federais no PMDB. Eram 80 para ouvir, com interesses regionais, nacionais. E agora mais ainda como presidente da Câmara, com 513 deputados, com 22 partidos, cada um querendo uma coisa, cada um numa direção. Você tem que ter a capacidade de uni-los e convergir aqueles temas para se tornarem consensuais. Eu acho que eu pude mudar muito. E a mudança não diminui ninguém. Pelo contrário: você tem que ter a capacidade de se permitir mudar para ser melhor

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A atual gestão do Governo é um exemplo da falta de diálogo?

Eu não apoiei a governadora Rosalba na sua eleição. Divergi pela primeira vez na minha vida pública de Garibaldi Alves Filho. Nos compreendemos, nos respeitamos. Depois, ele vencedor, para integrar o PMDB e reunificá-lo, eu tive o cuidado de reconhecer que ele foi o vencedor. Todo o Rio Grande do Norte é testemunha que tentei ajudar, tudo o que eu fiz para colaborar. E não apenas no seu governo, mas em outros. Eu sempre me coloquei à disposição porque eu entendo que é o meu dever. Não posso, por não ser correligionário, torcer pelo pior porque quem paga é o cidadão. Todos os prefeitos sabem disso. Seja do PMDB ou de outros partidos, é sempre portas abertas para ajudar todas as pessoas que precisam da nossa participação em favor do RN. Da mesma forma, foi o governo do Estado. Tentamos colaborar, tentamos ajudar. Todo o Estado pé testemunha disso. Mas chegou uma hora que eu percebi que o governo não queria essa contribuição. Se fechava, se isolava. Não abria para dizer às pessoas a situação do Estado. E não foi só o PMDB de saiu. O PR também. São vários setores, não só da política, que se distanciaram, lamentavelmente, de um projeto que se isolou. E qual é o cronograma?

11 de maio de 2014 às 10:18

Folha relata hostória de Joaninha, a anã que teve trigêmeas em Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha de S. Paulo:

Anã mãe de trigêmeas desabafa: ‘Farei de tudo pelas minhas meninas’

RENATA MOURA, DE NATAL

Ao descobrir que estava grávida, em 2013, Maria Ducinea da Silva levou um susto. Com 1,20 metro de altura e 35 anos, ela achava que não poderia ter filhos. Mas não só engravidou como teve três meninas de uma vez.

Após uma gravidez de risco (o útero não tinha como se expandir), marcada por dores e pela rejeição do pai das crianças, deu à luz em 2 de abril. As filhas, prematuras, estão internadas em Natal (RN), sem previsão de alta.

A mãe mora na cidade há anos, onde chegou após fugir de casa e viver nas ruas de Pernambuco, Estado onde nasceu.

Em Natal, cozinhou para fora e hoje sobrevive somente com um auxílio-doença de R$ 724 mensais.

Única da família que não cresceu, ainda fará exames para saber se tem nanismo. “Dependendo do resultado, talvez façam os exames nas meninas.”

Joaninha, como é conhecida, chora ao contar sua história e promete: “Vou dar às minhas filhas o amor que minha mãe não me deu”.
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Fotos: Canindé Soares para Folha

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Sonhar em ser mãe eu não sonhava. Com meu tamanho e minha idade eu achava que não ia acontecer. Descobri a gravidez num dia que passei mal. Achava que era pedra nos rins. O médico viu meu exame de sangue e falou que eu estava grávida. Pensei que fosse mentira.

Eu estava com dois ou três meses de gravidez quando descobri que eram três bebês. Quase enlouqueci. Eu pensava: como poderia carregar um, imagine agora três. Nunca pensei em aborto. Fiz pré-natal, exame de HIV, tudo. Os médicos me mandaram descansar, não andar muito, mas eu não podia.

Estava com quatro meses quando me internei pela primeira vez. Sentia muitas dores no pé da bexiga e falta de ar. Na quarta vez, a médica me internou em definitivo.

Passei uma semana com dor. Eu chorava, pedia para fazer o parto, mas a médica queria esperar porque eu estava com sete meses e uma semana. Eu não aguentava mais comer, respirar. Então, com sete meses e meio, ela resolveu tirar as meninas.

Fiquei mais preocupada depois que elas nasceram. Nasceram com 38 centímetros, foram para a UTI, ficaram doentes. Graças a Deus estão melhores. Meu maior desejo é ir para casa com elas. É uma bênção imaginar que coisinhas tão pequeninas saíram de dentro de mim.

PAI AUSENTE

Quando eu contei ao pai delas que estava grávida ele não disse nada. Simplesmente deu as costas e foi embora. Namoramos 10 ou 11 meses, mas não morávamos juntos. Ele tem 18 anos. A gente se separou por causa da mãe dele e porque ele estava ficando com outra pessoa.

Registrei as meninas só no meu nome: Maria Eduarda, Maria Elena e Maria Eloise. Eduarda é a mais braba. Foi a última a nascer e já saiu da UTI. Eloise é a mais manhosa e Elena é a mais calminha. O amor pelas três é o mesmo. E vou ter que cuidar delas sozinha.

Elas tomam leite por uma sonda. Eu tiro do meu peito, mas não é suficiente, então elas tomam complemento. Também recebi doações. Tudo o que tenho foi o povo que me deu: berço, roupa, carrinho, cômoda. O que tinha muito dei para outras mães que não tinham.

Moro em casa alugada e recebo um auxílio-doença. É só o que eu tenho. Minha casa tem quarto, sala, cozinha e banheiro. Vou ter que arranjar um canto maior.

Hoje, eu durmo e como na maternidade para acompanhar as meninas. Está sendo minha casa e a delas.

ORIGEM

Nasci em Caruaru e me criei numa cidade chamada Lagoa dos Gatos (ambos em PE). Também morei em Curitiba. Tenho irmãos lá e em São Paulo, que não vejo há muitos anos.

Tenho mais lembrança do meu pai, que morreu em 1986, do que da minha mãe. O rosto dela eu lembro mais quando pego um retrato.

Minha mãe maltratava muito a mim e a meus irmãos depois que meu pai morreu. Ela arranjou outro homem, colocou ele dentro de casa e, se ele batesse nela, batia na gente também. Ele me xingava, batia minha cabeça na parede. Para mim, minha mãe me abandonou.

Fugi de casa com 14 anos. Dormia na rua, na rodoviária do Recife. Fui para Natal de carona. Fui acolhida por uma família muito humilde. Agora moro sozinha. Não tenho ninguém da minha família de sangue por perto. Só tenho contato com meu irmão mais velho.

Quero ser a melhor mãe que puder. Uma mãe precisa fazer tudo pelos filhos. Principalmente dar amor, o que eu não tive da minha mãe.

Não vou maltratar minhas filhas. Quero ensinar a elas tudo o que minha mãe não me ensinou. Espero que cresçam com saúde, que possam estudar e ser pessoas do bem.

11 de maio de 2014 às 8:59

Robinson e Fátima retomarão por São Paulo do Potengi a série de encontros regionais [0] Comentários | Deixe seu comentário.

PT e PSD vão retomar os seminários regionais iniciados em abril.

O próximo está marcado para o próximo sábado, dia 17, na Câmara Municipal de São Paulo do Potengi.

Evento para fortalecer as candidaturas de Robinson Faria (PSD) ao Governo e Fátima Bezerra (PT) ao Senado.

Fora da capital, os eventos da chapa vão ficando de fora da linha de fiscalização do Ministério Público Eleitoral, que tem marcado presença nos eventos realizados na capital pela chapa puxada pelo PMDB.

11 de maio de 2014 às 6:50

Diretor do PT de Natal é alvo de inquérito por ter ameaçado de morte o presidente do STF [0] Comentários | Deixe seu comentário.

D’O Globo:

Polícia Federal abre dois inquéritos para investigar ameaças de morte a Joaquim Barbosa
Mensagens foram postadas em redes sociais e encaminhadas ao STF por meio de perfis apócrifos

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BRASÍLIA — A pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal abriu dois inquéritos para investigar ameaças de morte ao presidente da corte, Joaquim Barbosa. As ameaças foram postadas em redes sociais e encaminhadas ao Supremo por meio de perfis apócrifos. Segundo reportagem da revista “Veja” publicada na edição desta semana, um dos autores identificados pela PF é Sérvolo de Oliveira e Silva, secretário de organização do diretório do PT em Natal e membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte.

“Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas” (…) Joaquim Barbosa deve ser morto”. postou o petista em um perfil fake do Facebook com o nome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira.

A reportagem conta que em uma das mensagens postadas no perfil fake o petista escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. e chama Joaquim de “traidor”.

Sérvolo mudou para Foz de Iguaçu depois que a investigação da PF começou e tirou do ar o perfil fake. À “Veja”, disse que se referia ao Caso PC Faria, ao falar do “tiro na cabeça” e que “não tem coragem de matar ninguém. E se tivesse não faria a ameaça pela Internet.

Em outro inquérito, a PF investiga quem está por trás do perfil de Brasília que convoca membros e correligionários do PT a atentar contra a vida do presidente do STF. De acordo com o Código Penal, ameaças de morte pode render uma pena de até seis meses de prisão.

O presidente do STF foi procurado, por meio da assessoria, e não quis se manifestar sobre as ameças. A PF e a assessoria da direção do PT não responderam às ligações do GLOBO.