Thaisa Galvão

6 de setembro de 2015 às 13:35

A saudação e a saudade do Gargalheiras..ou Gargalheira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Qual acariense, assim como eu, nascida na cidade com o título de “mais limpa do Brasil”, e que tem, entre seus pontos turísticos, o açude mais bonito, não está acometido pela tristeza causada pela falta d’água no reservatório que abastece a cidade desde sua inauguração, em 1959?

E desde que foi construído – e meu avô paterno, o gaúcho Luís Antônio, servidor do Dnocs, acompanhou todo o processo – que Gargalheiras, que encheu logo de uma vez no primeiro inverno, nuna mais secou.

De lá pra cá, uma seca atrás da outra e o açudão lindo, lá, resistindo.

Agora não… Agora secou.

Seridoense inteligente, fazendeiro, servidor da Fiern, Fernando Antônio Bezerra, escreveu sobre o açude.

Que também faz parte de sua história.

E o Blog publica a saudação de Fernandinho ao nosso Gargalheiras…ou Gargalheira como apontam estudos.

Eis:

Saudação ao Gargalheira


A seca vai levando quase tudo… As povoações do Seridó que se estabeleceram em torno da água e da fé, vão ficando somente com a esperança, fincada na crença, que a misericórdia de Deus é maior que a justiça.

Nos últimos dias a mídia vem apresentando o fim das águas do Gargalheira, um martírio assistido por muitos e de tristeza contagiante. Na terra do Acari, onde está chantada a raiz de milhares de seridoenses, o colosso Gargalheira proporciona, em anos de inverno, a mais bonita cena de transbordamento da generosidade das águas. O que um dia foi abundante e transbordou, falta para salvar os peixes, acalentar a fauna, respingar na flora e alimentar a vida do homem. 

Faz muita falta a todos nós a água que falta ao Gargalheira!

O Açude inicialmente denominado Gargalheira – assim escrito nos primeiros relatórios do Governo Federal e também assim como o Mestre Paulo Balá a ele se refere em “Cartas dos Sertões do Seridó” – foi uma das respostas às grandes secas do final do século XIX e início do século XX. 

As autoridades com algumas importantes obras e alguns invernos encarrilhados, ao que parece, perderam o ímpeto do século passado quando se debruçavam com maior interesse pelos assuntos do sertão. 

Sem querer aprofundar a querela, vamos aceitar que eles se entreteram com outros assuntos e não avaliaram bem o aumento da população, as mudanças de costumes e as inquietações da natureza. 

  
Aliás, acho que também nós que somos e vivemos no Seridó, de alguma forma, devemos nos incluir nesse rol, aceitar que “engolimos mosca” e assumirmos novas responsabilidades com alternativas viáveis de convivência com a estiagem e de defesa do meio ambiente. Muito mais podemos fazer e cobrar! 

“Um crime contra a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus”, sentencia o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla.

Por oportuno, Adriano Wagner da Silva, discorrendo sobre “Engenharia nos sertões nordestinos: o Gargalheiras, a Barragem Marechal Dutra e a comunidade de Acari, 1909-1958” para o Programa de Pós-Graduação em História da UFRN sustenta que o planejamento do passado ia além da construção de açudes: 

“Após as secas de 1877, Comissões científicas, em especial a Comissão de Açudes e Irrigação (1907), penetrariam o Seridó passando a fazer estudos sobre a fauna e a flora, o solo, a hidrografia, índice pluviométrico, o clima, entre outros elementos, de forma semelhante ao que era feito em outras áreas no Nordeste. (…) Os engenheiros da Inspetoria logo adentraram o sertão potiguar a estudá-lo, projetar e edificar obras que transformariam a realidade geográfica e social local. Dentro do conjunto de políticas de implantação de obras públicas federais dar-se-ia ênfase na construção de açudes (públicos e privados), canais de irrigação, de barragens e de estradas (de ferro, rodagem e carroçáveis).”

Sobre o Gargalheira, mencionando uma pesquisa da Professora Hilda Frassinete, o imortal acariense Jesus de Rita de Miúdo, pesquisou e publicou uma síntese da história do Açude onde lembra que toda caminhada somente começa com o primeiro passo: 

“Atendendo aos acarienses, Silvino Bezerra de Araújo Galvão, Cypriano Bezerra Galvão Santa Rosa, Joaquim Servita Pereira de Brito, Antônio Basílio de Araújo, Padre Francisco Coelho de Albuquerque, entre outros, foram feitos os primeiros estudos da construção da barragem e também a primeira planta topográfica do Gargalheiras”.

 A iniciativa foi em 1909. Entre idas e vindas, com a destacada atuação de muitos, dentre as quais, os potiguares José Gonçalves Pires de Medeiros e Café Filho, somente em 29 de outubro de 1956 foi iniciada a concretagem da parede. 

“Em 29 de outubro de 1958 é dada concluída. Neste dia a Prefeitura de Acari, ofereceu um grande almoço aos empregados da obra. Em 27 de abril de 1959 é realizada a Festa Oficial de Encerramento, exatamente 50 anos depois de feita a 1ª Planta Topográfica do Açude.”

Acari tem no Açude Gargalheira, posteriormente denominado Marechal Dutra, um marco divisor de suas águas e de sua própria história. 

Um poema, de concreto, emoldurado pela natureza:

Acari, Acari

como é bom de se apreciar

dá gosto para se olhar

suas serras cordilheiras

e o açude de Gargalheira

que parece até o mar 

(José Alves)


Não é fácil para o sertanejo encontrar o Gargalheira com suas entranhas expostas. 

Ele é mais que um simples açude. Ele é uma referência de vida e beleza. – Que a cena, antes inimaginável da morte de suas águas, seja apenas prenúncio de uma breve dormitação e que logo nova vida o abasteça. A ele e a todos nós!

De cactus brotam flores – as do cardeiro 

tal qual estrelas nos alvores do sertão!

Do facheiro aveludado, espinhos rogam aos céus

o milagre da chuva, semelhante a oração!

Meu Deus! Agradeço compungida, esse milagre:

águas do céu, águas da terra pra banhar meu coração!

(Maria José Mamede Galvão)

*

Fernando Antonio Bezerra, potiguar do Seridó.

*Texto inicialmente publicado no Blog Bar de Ferreirinha e na página nossaterraserido.zip.net no dia 31 de agosto de 2015

6 de setembro de 2015 às 13:08

Em Pau dos Ferros, deputado Beto Rosado fala sobre transposição em sessão especial da Maçonaria [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Único parlamentar da bancada federal do Rio Grande do Norte como membro da Comissão Especial da Transposição do São Francisco, o deputado Beto Rosado fez paestra sobre o assunto ontem à noite em Pau dos Ferros.

O deputado foi convidado pelo Grão Mestre Hercílio Barros e pelo prefeito Fabrício Torquato, para falar na sessão especial que a Maçonaria realiza todo ano durante a Finecap, na Câmara Municipal.

Beto falou sobre transposição e 

A Zona Franca do Semiárido.

Na sessão do ano passado, que reúne Grãos Mestres de todo o Estado, o palestrante foi o desembargador federal e agora indicado ministro do STJ, Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.

Além do evento da Maçonaria, Beto Rosado participou da Finecap ao lado do prefeito Fabrício Torquato, do governador Robinson Faria e do deputado estadual Galeno Torquato.

  

6 de setembro de 2015 às 11:26

Domingo registra grande congestionamento entre as praias de Cotovelo e Pirangi [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do empresário Flávio Anselmo, no twitter:

   

  
  

6 de setembro de 2015 às 11:19

Flávio Rocha: “Se contas forem rejeitadas e não houver impeachment, melhor rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

No Estadão, a entrevista do mega-empresário brasileiro, potiguar que mais investe e emprega no Rio Grande do Norte.

  
‘Com impeachment, a agonia seria curta’ 

ALEXA SALOMÃO E FERNANDO SCHELLER



Segundo empresário, outra opção é de uma ‘agonia longa’, com a presidente mais três anos e meio no poder

Sem projeto e sem propósito. É assim que o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, define a economia brasileira hoje. O empresário, dono da terceira maior rede de moda do País, atrás da C&A e da Renner, atribui a crise que se instalou no País à política do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. 

E fala, abertamente, que a atual gestão da presidente cria dois cenários para a economia: “Um é o de uma agonia curta, com impeachment. O outro, de agonia longa, cumprindo três anos e meio de mandato.” Em sua opinião, é urgente uma “cirurgia profunda” no Estado brasileiro, que vai muito além do ajuste fiscal, algo que o governo atual não tem condições ou vontade de fazer. A seguir, os principais trechos da entrevista de Rocha ao Estado.

 

Como o sr. vê a economia?
Vamos começar com uma boa notícia. Encerrou-se um ciclo. Um ciclo de ideias ruins, insustentável. A gente já vê os indícios fortes da mudança. A mudança vem da cabeça do eleitor, de um novo personagem que vai mudar a história do País: o eleitor-consumidor-cidadão. Ele sucedeu o eleitor súdito, que era o fiel da balança e representava uma grande base de 60% de pobreza. Ficava com o pires na mão para o Estado. Houve uma transformação demográfica e econômica. Hoje, o fiel da balança não é mais a base da pobreza. É o novo consumidor, com condição de resolver as paradas eleitorais que vêm pela frente. Ele enxerga o Estado de uma outra forma. Não cai mais no mito do Estado que resolve todos os problemas. Ele vê o Estado como vê a sua operadora de telefonia celular, de TV a cabo. Paga e exige reciprocidade. Esse novo perfil vai ser o estopim da mudança.
Para o senhor, as manifestações contra o governo são promovidas pela nova classe média? 

Sim. O povo não está pedindo mais Estado. Está pedindo menos Estado. Está pedindo eficiência do gasto público, menos clientelismo, menos paternalismo. Em 2013, não. Ali acho que tinha uma confusão, tinha no meio os black blocs (grupo que ataca símbolos do capitalismo), uma coisa de movimentos sociais. Mas agora as manifestações dizem isso.
Para muitos, as manifestações são promovidas pelo pessoal da “varanda gourmet”.

As pesquisas desmentem isso. O conflito que está instalado não é pobre contra rico. Não é patrão contra empregado. Não é Nordeste contra Sudeste. Não é trabalhador rural contra MST. Um país é como uma carruagem. As forças de tração dessa carruagem são o trabalhador e o empresário. E existe o Estado. Quando eu era deputado, na Constituinte (Assembleia Nacional Constituinte, entre 1987 e 1988), defendia a tese do imposto único. Subia na tribuna para me rebelar contra a carga tributária escorchante de 22% do PIB. Pois ela foi de 22% para 37%, mais 7% de déficit. Quer dizer: temos um Estado escandinavo no tamanho e centro-africano na eficiência. Ter esse nível de carga tributária com essa ineficiência é condenar o Brasil a ficar fora do jogo competitivo. Nós competimos com países onde as carruagens sustentam 15%, 17%, 20% do PIB de carga tributária. São carruagens que andam. 
O sr. disse que está se encerrando um ciclo ruim. Pode explicar melhor? 

Um período de inchaço desmesurado da máquina do Estado e de ideias que levavam à crença de que existia outra saída para a prosperidade que não o trabalho. Que você podia ter uma casa, que é o bem mais desejado de uma família, sem trabalhar. Encerra-se um ciclo estatizante, socializante. O mundo todo já decidiu a questão ideológica sobre se os bens de produção devem estar nas mãos do Estado ou da iniciativa privada. Eu já tinha preguiça desse tema quando fazia faculdade. Hoje, mais ainda. Mas isso está em pauta. 
O sr. acredita que o Estado pode ficar menor na gestão do atual governo?

Acho que não. Ajuste fiscal é uma palavra muito suave para a gravidade do problema. A gente não precisa de ajuste fiscal. Precisamos de uma cirurgia de grande porte no Estado, que faça o Estado mudar de propósito. O Estado hoje existe em função de si mesmo. Ganhou vida própria. Há muito tempo, o Estado não existe em função da sociedade. Tornou-se intocável, blindado em si mesmo. Olhe o corporativismo dos professores. Outro dia, um secretário de Educação, de algum Estado, disse que teve uma reunião de três horas com o sindicato dos professores e não se falou uma vez a palavra aluno. Quer dizer: o aluno é um detalhe, está lá para atrapalhar. O que interessa é o corporativismo da máquina. Então, isso tem de ser respaldado pelas urnas. Infelizmente, o projeto que foi aprovado – se é que existia algum projeto – prega o contrário disso, desautoriza qualquer um que queira fazer uma cirurgia mais profunda. Mas, pela primeira vez, existe a perspectiva de um projeto liberalizante.
Como o sr. vê a discussão sobre o impeachment da Dilma, que foi pedido em algumas manifestações?

Nós temos aí duas alternativas. Eu não acho que vai ser este o governo que fará o que tem de ser feito. O orçamento já é assumidamente deficitário e toda tentativa de cortes que é feita, a presidente bloqueia. Então, acho que existem dois cenários: um é o de uma agonia curta, com impeachment. O outro de agonia longa, cumprindo três anos e meio de mandato. Mas será uma agonia que não vai mudar nada. Há uma paralisia e qualquer um dos cenários – de aumento de impostos ou de diminuição do Estado – envolve retaguarda política, que não existe.
Mas o sr. é contra ou a favor do impeachment da Dilma?

Se as contas forem rejeitadas e não houver o impeachment, é melhor rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal. É a pior sinalização que pode haver. Aí é o caos. A sinalização que isso traz para todos os governadores e prefeitos é devastadora. É chutar o pau da barraca. Neste momento, uma agonia curta seria um trauma menor.
O que seria a essa agonia?

É o momento que nós estamos vivendo agora, a máquina parando, o desemprego aumentando, sem crescimento, sem investimento.
O sr. é empresário, o que está acontecendo que nós não estamos tendo investimento?

Falta de propósito.
Foi isso que causou a paralisia?

Primeiro, foi a falta de propósito. Propósito é fundamental. Você tem de olhar para a cara do seu governante, até do presidente da sua empresa, e enxergar adiante: “A Riachuelo daqui a dez anos vai ser isso, nessa Riachuelo daqui a dez anos tem lugar para mim, eu vou estar melhor, eu me identifico com o propósito da Riachuelo, que quer alargar as portas da moda, a moda que melhora a vida das pessoas”. Tem de ter essa identidade de propósito. 
Então, estamos à deriva?

Você olha para a Dilma e vê qual é o propósito? Se tem, não consegue transmitir, e se transmite é um propósito que hoje é extremamente minoritário. A capacidade, a energia do Brasil está adormecida, mas voltará quando surgir um novo projeto – e vai surgir porque nenhum espaço fica vazio por muito tempo na política.
E onde a presidente errou?

Eu vi uma frase interessante no começo do governo Lula. Foi nas primeiras semanas: “Este governo vai dar certo porque está fazendo tudo que Fernando Henrique (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso) fez, e sem o PT para atrapalhar”. E foi o que aconteceu. Mas a Dilma reverteu tudo o que tinha sido feito. 
Como assim?

Começou a acreditar em artificialismo. Ouvi uma colocação, acho que do Arminio Fraga (ex-presidente do Banco Central no governo de FHC). Ele disse: “Esse é um governo que não acredita em preços”. Quando você vê o preço do tomate aumentar é um alerta importante que denuncia uma escassez localizada. E o que se faz nessa hora? Nada. Deixa a ganância empresarial atuar. O produtor vai descobrir que tomate está dando lucro, mais gente vai produzir tomate, aumentar a oferta e o preço volta para onde estava. Dilma ignorou essas delicadas engrenagens da economia, jogou areia nas delicadas engrenagens, com intervenções de todo tipo, artificialismos.
O que o sr. acha das manifestações de empresários em favor do governo Dilma? 

Quando você fala do setor empresarial, existe muita confusão. Tem dois mundos completamente distintos. Tem o empresário de mercado e tem o empresário de conluio. Existe aqui o “cronismo”: termo que o Gustavo Franco (ex-presidente do Banco Central no governo de FHC) lançou em um artigo dele sobre o capitalismo crony (em tradução livre, capitalismo de apadrinhados, pois a palavra em inglês, derivada do grego, é uma gíria para amigo, afilhado). O PT, quando pensa em capitalismo, é: “Fulaninho, o que você quer?” O termo campeões nacionais, até outro dia, fazia parte do discurso nacional. Um absurdo. Vou eleger este aqui o rei da proteína animal, este aqui o rei da construção civil e este aqui o rei do óleo e gás. Isso é de uma arrogância, de uma onipotência… O mercado não conta. O governo torna irrelevante a opinião do mercado, força de cima para baixo com instrumentos de financiamentos, de juros subsidiados, que é mais uma perversa forma de intervencionismo. É assim: eu escolho você, dou dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e tal. Isso é a antítese do capitalismo. Muitas vezes, você olha e diz: ah, são os empresários. Mas vai ver e o que tem é o clubinho do capitalismo de conluio.
E como é o outro grupo de empresários?

O outro, do qual eu muito me orgulho de fazer parte, é aquele que vive do mercado, do consumidor. Se eu vou crescer mais do que Marisa, Pernambucanas ou Renner, só devo a um juiz: a dona Maria, que entra na loja e paga sua prestação de R$ 15. Somos escolhidos pelo mercado.
O sr. fala da necessidade de mudança, mas o Congresso não tem mostrado disposição em ajudar. 

Por falta de propósito (do governo atual). Por que a oposição vai se sacrificar, votar medidas antipáticas, quando o partido do governo quer fazer papel de mocinho? Tenho certeza de que esses mesmos deputados, com um novo propósito, uma nova sinalização, um novo chamamento, teriam um comportamento completamente diferente. O propósito tem o dom de fazer milagre.
O sr. não mencionou a Lava Jato. Não está no seu radar?

A Lava Jato é a grande contribuição que sai desse episódio todo. A luta contra a corrupção não é feita apenas com leis, afastando pessoas sem éticas e colocando no lugar pessoas de boa índole. O que faz a corrupção são as regras do jogo. O estatismo é um convite à corrupção. O Estado grande é o habitat natural da corrupção.
E o que evita a corrupção? 

O antídoto à corrupção é o livre mercado. Para usar um exemplo simples: se eu tiver aqui na Riachuelo um comprador de gravatas corrupto, que recebe propina de um fabricante de gravatas da esquina, graças aos freios e contra pesos do mercado, a gravata da Riachuelo vai ser mais feia, de pior qualidade. Vou perder participação no mercado de gravatas e meu concorrente vai ganhar. Isso é o que Ronald Reagan (ex-presidente dos Estados Unidos) chamava de freios e contrapesos do mercado Estado, tão sabedor das suas limitações como gestor, quando entra num setor, a primeira coisa que faz é delimitar o mercado. Isso tira todos os freios à corrupção. Abre a porta para o superfaturamento. Começa com 10%, vai para 100% e para 1.000%, como estamos vendo. Se esse episódio nos tirar a cruz que repousa sobre o povo brasileiro, que é o monopólio do mercado de petróleo, entre tantos outros que temos no Brasil, a energia de criação de riqueza paga essa conta rapidamente, porque petróleo é um setor transversal. Os absurdos, os superfaturamentos impactam todos os demais setores. Todos dependem de frete, todos têm transporte. A Lava Jato é uma bênção para o Brasil, vem para limpar. É um sinalizador de que o Estado deve ser menor.
Qual a sua previsão para o varejo? 

O varejo teve o primeiro trimestre negativo depois de uma década em que cresceu sempre muito mais que a média do PIB. No primeiro semestre, fechou no negativo. Isso atinge de forma diferente os três subsetores. O de duráveis, onde estão os eletroeletrônicos, tem empresas com 20%, 30% de queda. Depois vem o setor de alimentos – até os alimentos estão sofrendo muito por causa da inflação. O que está sofrendo menos é o de semiduráveis – farmácia, têxteis, calçados, que têm até um certo crescimento. Nós estamos crescendo graças à expansão física (com novas unidades). Nas lojas abertas há mais de um ano, estamos estagnados. O que já é uma boa notícia, porque todo mundo está negativo nas mesmas lojas. 
Geralmente, o segundo semestre tende a ser melhor. Isso não vai ocorrer em 2015?

Será melhor em relação ao primeiro semestre, mas sempre fazemos a comparação com igual período do ano passado. Então, vai ser pior. O Dia dos Pais foi fraco. No Natal, vai se manter o marasmo. Não temos expectativa de recuperações. A carruagem está parando. A força de tração não é suficiente. O resultado disso é crescimento zero. 
O sr. está pessimista?

O empresário tem de partir do pressuposto que crise, por definição, é um episódio passageiro. Não se pode dimensionar a sua empresa para a crise, porque a crise passa e sua empresa fica despreparada para a bonança que, por definição também, vem depois das crises. Estamos abrindo lojas, construindo um centro de distribuição que é o estado da arte do setor. O “capex” (investimento na melhoria de bens de capital uma empresa) chega a R$ 500 milhões neste ano. No Brasil, só pode ser pessimista quem está com os olhos no curto prazo.

6 de setembro de 2015 às 9:49

Femurn reunirá 25 prefeitos em Acari para discutir crise hídrica no Seridó [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Federação dos Municípios do RN, Femurn, dará continuidade às discussões, com prefeitos do interior, sobre a seca.
Sob tema “A crise hídrica e suas consequências econômicas e sociais para o Seridó”, o presidente da Femurn, prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior, comandará os debates em Acari, a partir das 8h30.

A reunião de prefeitos do Seridó acontecerá no Clube Municipal, e deve contar com a presença de 25 gestores.

O Encontro Regional de Prefeitos do Seridó será promovido em parceria com a Associação Regional dos Municípios da Micro Região do Seridó Ocidental (ANSO), e a Associação dos Municípios do Oeste (AMS). 

O secretário de Recursos Hídricos, Mairton França, o comandante da Defesa Civil, Coronel Eliseu Dantas e representantes do IGARN e do Batalhão de Engenharia do Exército também estarão presentes.

6 de setembro de 2015 às 9:27

Prefeito de Currais Novos decreta estado de calamidade pública por causa da seca [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Prefeitura Municipal de Currais Novos decretou estado de calamidade pública em todo o território municipal.O decreto publicado no Diário Oficial do Município foi assinado pelo prefeito Vilton Cunha por causa da estiagem prolongada registrada desde 2012.

Parte do município de Currais Novos é abastecida pelo açude Gargalheiras, de Acari, que secou pela primeira vez desde que foi construído, em 1959. E os reservatórios locais também estão sem água.

6 de setembro de 2015 às 9:18

Seca não impede realização da Festa do Boi [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Será quarta-feira, dia 9, na Casa da Anorc, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, o lançamento da 53ª edição da Festa do Boi.A festa, uma parceria da Associação Norte-rio-grandense de Criadores com o Governo do Estado, acontecerá no período de 10 a 17 próximos.

A festa de criadores acontece no ano considerado o mais seco das últimas décadas no Rio Grande do Norte.

6 de setembro de 2015 às 8:56

Estudantes de Parnamirim ganham promeiras medalhas para o RN nos Jogos da Juventude [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O Rio Grande do Norte conquistou ontem duas medalhas nos Jogos Escolares da Juventude, categoria 12 a 14 anos, que acontece em Fortaleza.O estudante Gerson Souza, da Escola Municipal Manoel Machado, de Parnamirim, foi bronze no peso leve, e Carlos Cunha, da Escola Municipal Maura Moraes, também de Parnamirim, também levou bronze, no peso médio.

As disputas prosseguem hoje xom apresentações individuais de xadrez, badminton, judô, ginástica rítmica, tênis de mesa e atletismo. 

Os Jogos Escolares da Juventude são realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), Ministério do Esporte e Organizações Globo.

  

6 de setembro de 2015 às 8:46

Pré-candidato em Natal, Rogério Marinho quer viabilizar chapas majoritárias em Mossoró e Parnamirim [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O deputado federal Rogério Marinho, pré-candidato a prefeito de Natal, disse ontrm em Mossoró, Durante entrevista à rádio Difusora, que o PSDB pretende lançar candidaturas próprias em todas as cidades do Rio Grande do Norte com mais de 100 mil eleitores.Na lista dos palanques majoritários dos tucanos, estão Natal, onde o candidato será o próprio Rogério, Mossoró e Parnamirim.

O feriadão do deputado será dedicado às eleições do próximo ano, pois em sua agenda estavam confirmadas reuniões com representantes de 14 municípios.

“Claro que essas candidaturas precisam ser construídas e não há ainda nenhuma definição, mas estamos trabalhando neste sentido. A população precisa ser consultada. Os eleitores estão cansados da política antiga, onde os candidatos se atacavam e dividiam os votos nesta ou naquela cor. Hoje todos nós queremos que os problemas das nossas cidades sejam resolvidos, que a mobilidade urbana melhore, que a saúde e a educação pública funcionem”, disse Rogério.

  

6 de setembro de 2015 às 8:33

Blogueiros de Felipe Guerra estreiam programa na rádio web neste domingo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Estreia daqui a pouco, às 9 horas, no município de Felipe Guerra, o programa ‘Frente a Frente’, com os blogueiros Salomão Medeiros e Erinado Silva.O programa faz parte da programação da web rádio do portal Rede News 360.

O entrevistado de hoje será o prefeito de Felipe Guerra, Haroldo Ferreira.

Também participarão do programa de estreia, com entradas ao vivo, os deputados federal Rafael Motta e estadual, Ricardo Motta.

Também estarei falando ao vivo para o novo programa, assim como os jornalistas Marcos Dantas e Nelly Carlos.

6 de setembro de 2015 às 8:22

Wilma prestigia primeiro dia da feira de gastronomia de Mirassol [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, visitou ontem à noite a Feira de Gastronomia & Arte da Praça da Árvore de Mirassol.

  
“Estamos começando o feriado com uma boa opção para a família natalense e também de nossos visitantes, que estão na capital potiguar para o feriado da Independência, e podem desfrutar de boa música, gastronomia e artesanato”, disse Wilma.

O prefeito Carlos Eduardo aproveita o fim de semana para descansar.

  
A feira acontecerá até amanhã e a entrada é gratuita.

6 de setembro de 2015 às 7:50

Depois do mensalão, Zé Dirceu gastou mais de 2 milhões com mídia para tentar recuperar imagem [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha:

Dirceu contratou equipe para cuidar de sua imagem em meio a suspeitas

FELIPE BÄCHTOLD

DE SÃO PAULO

  
O ex-ministro José Dirceu, preso há um mês na Operação Lava Jato, montou uma estrutura profissional para cuidar de sua imagem em meio às suspeitas de envolvimento no mensalão, segundo relatório da Polícia Federal.

Dirceu, que foi denunciado à Justiça Federal na última sexta (4) sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, contratou empresas de assessoria, jornalistas, historiadores e até cineastas para reverter o desgaste que sofria desde a saída da Casa Civil no governo Lula, em 2005.

Entre os anos de 2009 e 2013, a soma de despesas com essas atividades foi de ao menos R$ 2,1 milhões, segundo dados da Receita Federal e informações prestadas pelos contratados à Polícia Federal.

O delegado Marcio Adriano Anselmo, que assinou o relatório de indiciamento do ex-ministro, afirmou no documento que a única atividade da empresa do petista, a JD Consultoria, era “albergar uma esquadra de jornalistas voltados a polir a imagem do investigado e seu grupo político”.

Segundo a investigação, as receitas da JD vinham do pagamento de empreiteiras investigadas na Lava Jato, sem contrapartida da consultoria.

Anselmo citou como exemplo da “guerrilha” na mídia o repasse de R$ 120 mil ao site “Brasil 247” por meio de uma empresa do delator Milton Pascowitch, que diz ter intermediado propina a Dirceu.

Em 2011, Dirceu tinha contrato com uma empresa de comunicação que atuava com três profissionais na assessoria e na elaboração de artigos. Pagava ainda R$ 12,8 mil mensais a um outro jornalista que trabalhava com uma de suas prioridades, o “Blog do Dirceu”.

Em 2012, ano do julgamento do mensalão, a JD pagou R$ 677 mil a três empresas de jornalistas e a um assessor de imprensa –o patrimônio declarado pelo petista naquele ano foi de R$ 1,6 milhão.

Na mesma época, Dirceu contratou uma empresa para monitorar as menções nas redes sociais ao seu nome e ao termo “mensalão”.

Em documentos anexados ao inquérito, há detalhes como o interesse do ex-ministro “em ampliar o espaço como articulista em veículos regionais” e no envio de cartas a jornais para rebater críticas ao governo federal.

‘O HOMEM INVISÍVEL’

Dirceu também pagou R$ 238 mil à produtora do cineasta Luiz Carlos Barreto para bancar o projeto de um filme sobre sua vida, que se chamaria “O Homem Invisível”.

Mais tarde, o ex-ministro e o cineasta mudaram o foco da produção, que virou uma minissérie sobre o movimento estudantil de São Paulo na ditadura, batizada de “Pauliceia 68”. O projeto está suspenso desde 2010, mas a produtora pretende retomá-lo.

Outro gasto expressivo da JD foi com uma equipe contratada para organizar o acervo de documentos e fotos do ex-ministro, especialmente do período da ditadura.

Em relatório anexado ao inquérito, a Trajetórias Comunicação, empresa responsável pelo projeto, cita a possibilidade de “abrir o acervo à consulta pública”.

Maria Alice Vieira, que trabalhou na organização do acervo, diz que o projeto está parado e que o objetivo era encaminhar o material para alguma instituição de pesquisa, como o Arquivo Nacional.
OUTRO LADO

A atual assessoria de imprensa do ex-ministro José Dirceu diz que, após ter o mandato cassado na Câmara dos Deputados em 2005, ele “investiu na organização de sua defesa pública” ao longo da tramitação do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal.

Também afirma que a “trajetória” do ex-ministro, como líder estudantil e político, representa um “rico acervo” sobre o combate à ditadura militar e a redemocratização do Brasil, o que sempre interessou a historiadores.

Os advogados dele, que consideram a prisão “política”, dizem que a empresa de consultoria prestava serviços a empresas nacionais e estrangeiras. A editora do “Brasil 247” sustenta que recebeu o dinheiro de Milton Pascowitch “para a produção de conteúdo” sobre engenharia.

Maria Alice Vieira, assistente de Dirceu que trabalhou na organização do acervo do ex-ministro, diz que ele sentia que precisava fazer publicamente uma “defesa” diante do processo no Supremo.

“Me parece natural. Naquele momento, no processo, havia uma questão política forte e ele se defendeu publicamente. Para isso, as ferramentas são comunicação, as redes”, diz ela.

Um amigo do ex-ministro disse à reportagem que Dirceu gastou tentando refazer sua imagem por uma “necessidade”, já que era hostilizado nas ruas ou ao frequentar restaurantes.
Colaborou BELA MEGALE, de São Paulo

6 de setembro de 2015 às 6:54

Nada de TV de novo e no 7 de Setembro Dilma só grava um vídeo e solta na internet [0] Comentários | Deixe seu comentário.

De Vera Magalhães, na coluna Painel, na Folha de hoje:

Dilma não fará pronunciamento em rede nacional no Sete de Setembro
Dilma Rousseff decidiu não fazer pronunciamento em cadeia nacional de TV e rádio no Sete de Setembro. A presidente gravaria uma mensagem neste sábado no Palácio da Alvorada, mas a veiculação será restrita à internet, como ocorreu no 1º de Maio. Assessores reconhecem que não há “o menor clima” para uma fala da petista em rede, que geraria nova onda de panelaço no país. Um vídeo pelas redes sociais atingirá quem é simpático ao governo e terá efeito mais positivo, avaliam aliados.
De longe Ministros contam com o isolamento de 5 km para convidados, tradicional nos desfiles do Dia da Independência, para que Dilma escape de protestos.
Cartela de cores Após a convocação, depois desmentida, do PT para que as pessoas saiam às ruas de verde e amarelo, assessores palacianos dão como certo que haverá muita gente de preto nas ruas nesta segunda-feira.

6 de setembro de 2015 às 6:47

Lava Jato Mercadante, Edinho Silva e Aloysio Nunes Ferreira já podem ser investigados [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Bastou o procurador geral da República, Rodrigo Janot, reclamar publicamente da lentidão com jeito de má-vontade do ministro do STF, Teori Zavascki, de autorizar investigação nas campanhas de Lula e Dilma…que o ministro autorizou que dois ministros de Dilma fossem investigados: Aloízio Mercadante, da Casa Civil, e Edinho Silva, da Comunicação, mas antes tesoureiro da campanha de Dilma. Uma espécie de autorização para investigar a campanha da presidente.

E…para ‘compensar’, autorizou que o tucano Aloysio Nunes Ferreira também fosse investigado.

Na delação premiada, o empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, disse que fez repasses milionários para as campanhas eleitorais de Mercadante e de Aloysio Nunes, e também para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, da qual Edinho Silva foi tesoureiro.

Edinho e Aloysio negaram tudo, claro.

Mercadante não abriu a boca.

Segundo dados do TSE, a UTC doou R$ 7,5 milhões para a campanha de Dilma Rousseff. 

Para Mercadante, Pessoa disse que doou R$ 500 mil em 2010, quando ele era candidato ao governo de São Paulo. 

Para o senador Aloysio Nunes Ferreirra, o empresário disse ter doado R$ 300 mil de forma oficial e R$ 200 mil em dinheiro vivo, sem declaração.