Thaisa Galvão

6 de outubro de 2015 às 10:22

Colunista Gerson Camarotti reforça nota do Blog sobre mágoa de Eduardo Cunha por ter sido abandonado pelos aliados do PMDB [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do jornalista Gerson Camarotti no G1, reforçando o que o Blog publicou no domingo: que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, estaria chateado com seu antecessor, agora ministro Henrique Alves, por este ter lhe abandonado para garantir o emprego no governo.

Está bem claro, primeiro pela nota do Blog, e agora pela nota de Camarotti, que as contas de Eduardo Cunha podem atingir muito mais do que o mandato do peemedebista na Câmara.

Podem atingir a língua de Cunha, que se por acaso se soltar…salve-se quem puder.
Em conversa com Temer, Cunha ensaia um ultimato


Na última quinta-feira, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, telefonou à noite para o vice-presidente Michel Temer e solicitou uma conversa reservada. 

No Palácio do Jaburu, estavam alguns ministros peemedebistas. Logo depois, todos deixaram Temer sozinho para a conversa com Cunha. 
Os primeiros relatos da conversa feitos por peemedebistas mostram que Cunha começou a fazer um ultimato aos caciques do partido e que não iria aceitar ficar sozinho na mira do Palácio do Planalto. 

Teria dito para Temer que em breve, o próprio vice-presidente entraria na mira do governo com os desdobramentos da Operação Lava Jato. 
Para um cacique do PMDB, Cunha tenta intimidar Temer e outros aliados depois da notícia de que ele tem contas na Suíça. Esse mesmo peemedebista lembra que em julho, pouco antes de anunciar sua decisão de sair da base do governo, Cunha já tinha feito algo semelhante. 

Numa reunião na Base Aérea de Brasília, o presidente da Câmara chegou a alertar que a Operação Lava Jato arrastaria Temer “para a lama”. 

Foi quando o vice-presidente reagiu: “Não tenho envolvimento nisso”.

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