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Thaisa Galvão

27 de outubro de 2015 às 13:18

Oposição que critica antecipação de royalties em Mossoró aplaudiu a mesma operação realizada 2 vezes no governo Wilma [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Por Thaisa Galvão
Lendo na imprensa mossoroense que o prefeito Francisco José Júnior está propondo a antecipação de royalties do petróleo como forma de arrecadar e tentar driblar a crise financeira na Prefeitura de Mossoró, e que a oposição se posiciona contrária à operação, lembro da gestão da então governadora Wilma de Faria – na imprensa o retrovisor é necessário pra poder contar a história – e recorro aos arquivos do Blog.
Em 2005, o Rio Grande do Norte fechou uma operação de venda direta junto ao Banco do Brasil de R$ 90 milhões dos fluxos futuros com royalties e participação especial na exploração de petróleo. Segundo o secretário de Planejamento do estado, Vagner Araújo, os recursos foram investidos na construção e reconstrução de rodovias estaduais. O estado arrecadou, no primeiro semestre de 2008, R$ 110,56 milhões com royalties de petróleo, 37,43% a mais em relação ao mesmo período de 2007. 
O texto acima é trecho de uma reportagem que foi manchete no jornal Gazeta Mercantil de 29 de agosto de 2008 e repercutida pelo Blog.

A reportagem ainda falava mais: que em sua segunda gestão, a então governadora Wilma de Faria repetia a operação.
A idéia de securitizar as receitas futuras com royalties de petróleo voltou a ser estudada, dizia o texto assinado pelos repórteres Silvia Rosa e Ana Cecília Americano, da Gazeta Mercantil.
A matéria ainda dizia que o governo do estado do Rio de Janeiro também já havia lançado mão da antecipação dos royalties de petróleo por meio de um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) lançado em 2006, no valor de R$ 600 milhões, utilizado segundo o secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Joaquim Levy, para capitalizar o fundo de pensão dos servidores fluminenses, o RioPrevidência.
Olhe aí como o governo do Rio de Janeiro capitalizava o fundo previdenciário…
Pois, pois…

Lendo Mossoró de hoje e relendo o Rio Grande do Norte de ontem, constato mais uma vez que as posições dos nossos políticos vão e vem de acordo com o interesse político-partidário do momento, e não do estado, município ou da população.

É que muitos que hoje criticam a Prefeitura de Mossoró, aplaudiram de pé as duas operações realizadas pela então governadora Wilma de Faria.

Está escrito.

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