Thaisa Galvão

26 de fevereiro de 2016 às 9:10

O marketing de João Santana e Mônica  [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Por Cristiana Lôbo, do G1:
À espera de algumas explicações
Ao final do depoimento de João Santana, nesta quinta-feira, investigadores da Operação Lava Jato se reuniram para uma avaliação sobre o que ouviram de Mônica Moura e do próprio Santana. 

E nesta sexta-feira, eles vão decidir se os dois estarão liberados ou se será pedida a prorrogação da prisão deles – a renovação da prisão temporária ou que seja transformada em preventiva, que é sem prazo definido, tal como acontece com outros presos, como Marcelo Odebrecht, por exemplo.

A narrativa dos dois chamou a atenção dos investigadores em alguns aspectos. 

“Eles são gênios da imagem; nada é por acaso”, disse um deles ao comentar a postura dos dois ao entrar na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. 

Com mãos para trás como todos os outros presos, mas sem baixar a cabeça e mascando chicletes – nem parecia que estavam indo para a prisão, notou um deles.

Investigadores observaram que João Santana fez questão de dizer que não acompanha os valores dos depósitos feitos nas diversas contas – isso ficou com Mônica Moura. 

Quando apenas um fala em números, elimina-se o risco de contradições. 

Outro detalhe foi notado por eles: Mônica Moura citou “dinheiro não contabilizado” na campanha da Venezuela, com Hugo Chavez já morto. 

“A culpa é do morto”, brincou um deles. 

Também chamou atenção o fato de eles não citarem pagamentos aqui no Brasil.

Nestes dias, os investigadores vão conferir o depoimento com documentos que possuem para tentar identificar o que realmente aconteceu e a razão de tamanha movimentação financeira. 

“Eles contaram uma história e cabe a nós conferir e averiguar os rastros”, afirmou.

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