Thaisa Galvão

27 de março de 2016 às 23:43

Lobão pede perdão a Caetano, Gil e Chico por ter dininuído o talento deles durante anos [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha Online:

Lobão pede ‘perdão’ a Chico, Gil e Caetano por críticas ‘desonestas’
  

Em carta publicada no Facebook neste domingo (27), o cantor Lobão pediu “humildemente o perdão” de Caetano, Gil e Chico por ter sido, durante anos, “desonesto ao diminuir o talento” do trio.
Segundo ele, as críticas eram motivadas por “pura birra, competição, autoafirmação ou até, vá lá, uma discordância genuína quanto a princípios ideológicos, políticos e metodológicos”.
Lobão é crítico usual do governo petista, enquanto os três, em diferentes momentos, já apoiaram o partido.
No texto, Lobão conta que, enquanto assistia à participação de Caetano e Gil no programa “Altas Horas” (Globo), na noite de sábado (26), foi tomado por algo “muito possante, uma força estranha”, que despertou “carinho”, “amor” e “um enorme sentimento de parentesco” pelos dois. O mesmo aconteceu em relação a Chico, diz.
Em seguida, citando um “momento grave de colapso de governo, de ódio generalizado “, sugere uma conversa “como pessoas crescidas que estão nessa luta por um Brasil mais justo, cada um a sua maneira”.
Deixando de lado seu tom ácido, Lobão diz ainda estar aberto a “cooperar com humildade e dedicação por um Brasil melhor”, e rechaçou “conflitos, convulsões sociais e revoluções”.


JOGO SOFISTICADO

Sobre a carta, Lobão afirmou à Folha que se trata de “um jogo altamente sofisticado” e que o trio está “prensado”. “Se não falarem nada, ficará mal. Se falarem contra, será horrível. Se falarem a favor, pode até ser que dominem a cena como os novos caciques, mas deixa eles.”
Acrescentou que as pessoas estão com “ódios irreconciliáveis” e que, como artistas que têm “penetração muito forte no emocional das pessoas, não podemos continuar com isso [a desavença]”.
Leia abaixo a carta publicada pelo músico na íntegra:

Carta Aberta para Caetano, Gil e Chico

_Caros amigos,_
Decidi escrever uma carta aberta a vocês por inúmeros motivos, mas confesso que dentre todos esses tais motivos que me moveram, estava lá, para minha surpresa, no fundo do meu peito a me gritar, o maior e mais importante deles todos: O meu amor por vocês.
Não poderia haver momento mais emblemático, um domingo de Páscoa, me permitir( não sem alguma resistência) ser flagrado em minhas próprias contradições.
Pois bem: na madrugada de hoje,tomei fôlego e sintonizei o programa do Serginho Groisman no intuito (um tanto beligerante) de verificar as declarações do Caetano que vazaram na imprensa sobre as passeatas, a situação política etc e tal, imaginando colher não somente o que foi dito, mas como foi dito, gesticulado e contextualizado.
Até então, o clima era de afiar unhas e dentes.
Contudo, algo muito possante tomou conta de mim, uma força estranha foi me conduzindo para áreas da minha memória afetiva e quando dei por mim, estava lá eu olhando para a TV inundado de carinho e amor, com um enorme sentimento de parentesco por aquelas duas figuras( Caetano e Gil) que há tantos anos venho me digladiando e divergindo.
Essa tal força estranha também dragou uma outra figura, na tela ausente, para a ribalta do meu coração, o Chico.
E a partir daquele instante me vi numa tremenda sinuca de bico:
Se estou eu, lutando pela verdade dos fatos, por alguma razoabilidade nos gestos, por justiça, honestidade intelectual, tolerância e entendimento, cabe a mim adotar esse rigor, antes de mais nada, a mim mesmo e por isso mesmo venho a público pedir minhas desculpas por ter sido durante todos esses anos,desonesto a diminuir o talento de vocês três por pura birra, competição, autoafirmação ou até, vá lá, uma discordância genuína quanto a princípios ideológicos,políticos e metodológicos.
Vocês três fazem parte, queira eu ou não, do meu DNA artístico e afetivo, do meu imaginário poético e são sim, artistas muito fora da curva,tanto na excelência das canções com na criatividade,na beleza e na inspiração de seus versos. Portanto, peço humildemente o perdão de vocês, Caetano,Gil e Chico.
Sendo assim, desde então, livre para vos amar,admirar e respeitar, voltemos à vaca fria, a esse momento grave de colapso de governo,de ódio generalizado entre os brasileiros.
Caetano,me corrija se eu estiver errado, mas ao observar seu posicionamento sobre as passeatas e os movimentos sociais notei na sua mímica (mais até no que você dizia) uma angústia cravada de dúvidas em relação a essa torrente de acontecimentos insólitos, surpreendentes a nos deixar atônitos e desnorteados. E havemos de acrescer de mais angústia ainda ao contabilizá-la, uma vez que o programa já havia sido gravado duas semanas antes! Ou seja, há priscas eras,quando nossas preocupações ainda eram criancinhas de pré primário diante das atuais!
E a grande preocupação atual é o fato de todos nós sermos forçados a concordar sem a menor sombra de dúvida que esse governo já não vigora mais como tal, que ele mesmo se deliquesceu no esplendor duvidoso de sua ruína moral, arrastado para a seara da pura e simples criminalidade e que será necessário de agora em diante muita serenidade, sabedoria e união de todos nós para recomeçar tudo de novo.
A minha proposta é simples e singela: nos concedermos a oportunidade de revermos nossos pontos de vista,nossas metas, de conversarmos como pessoas crescidas que estão nessa luta por um Brasil mais justo, cada um a sua maneira, com toda disposição de melhorar as condições do país em todos os sentidos. Começaríamos, como não poderia deixar de ser, pela nossa classe que tanto precisa ser reavaliada, repensada e reorganizada não somente entre as nossas relações pessoais enquanto colegas mas como também nas políticas culturais. (ou não)
Quem sabe,nesse momento sombrio esteja, justamente a nossa brecha cósmica de mudanças de paradigmas nefastos tão profundamente enraizados em nossas almas, em nosso imaginário e principalmente,em nossa forma de agir.
E que ironia do destino, numa data tão emblemática como esses idos de março, num fechamento de ciclo iniciado em 64 que se prenuncia ameaçador latejando em nossos corações como uma tempestade a nos colher de hora marcada,seja agora o instante de rechaçarmos de vez essa tenebrosa repetição de padrão que nos condenaria para todo o sempre a criaturas imunes aos efeitos da tentativa e erro.
Está em nossas mãos,enquanto artistas sempre com forte penetração no coração da alma brasileira, não permitir que sejamos reféns de nossa inépcia, de nossas paixões, dos nossos cacoetes e de nossa vaidade.
Quem sabe,nessa hora das mais escuras, seja esse o momento de erradicarmos para sempre aquelas vicissitudes mesquinhas do que ( não) entendemos por esquerda e direita, sobre o que é desigualdade e quais suas causas em suas mazelas reais? Quem sabe,tenha chegado o esperado momento em que finalmente deixemos de ser essa província de terrores brandos e esmaecidos por nossa fantasia delirante de teimar ser um povo macunaimicamente escolhido nos condenando ao parasitismo, ao clientelismo, ao coronelato e a ideólogos cretinos a nos conduzir por toda eternidade?
Quem sabe seja nessa hora amarga de desmoronamentos de sonhos e anseios, o terreno mais fértil para nos ouvirmos e nos desfrutarmos com mais proveito,com mais sabor e daí surgir um oceano de novas revelações?
Portanto, meus caros amigos, clamo a vocês,de todo o coração, para que conversemos, discutamos, discordemos que seja, mas encaremos essa crise com determinação e confiança em cada um de nós, para que possamos descortinar novos horizontes com a real possibilidade da elaboração de novas formas de pensar e agir para fazer valer a pena tantas décadas de erros infantis, sempre com a certeza de sermos homens de boa vontade, que sob os mais variados vieses de pensamento,queremos mais justiça, mais fartura, mais amor, progresso a paz nessa terra tão devastada por paixões e cacoetes infrutíferos.
A hora é essa, meus caros amigos, recebam pois o meu amor,meu carinho e respeito convictos de que haverá em mim uma criatura plena de vontade de cooperar com humildade e dedicação por um Brasil melhor e que não há razão nem espaço para conflitos,convulsões sociais nem revoluções.Nossa transformação será através do crédito moral, do afeto e dessa nova aliança que, tenho fé, permeará esse novo e maravilhoso Brasil que se vislumbra. Topam?
Um beijo pra vocês três. Love,Love, Love!

Lobão (Sp.27 de março de 2016)

27 de março de 2016 às 23:14

Em Portugal, ministro Gilmar Mendes denuncia ‘corrupção generalizada’ no Brasil  [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do Correio do Povo, do RS:

Em Lisboa, Mendes denuncia “sistema de corrupção generalizada” no Brasil


Ministro participa de simpósio sobre Direito, em Portugal

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), denunciou neste domingo, em Lisboa, “um sistema de corrupção generalizada” no Brasil, em entrevista à agência de notícias portuguesa Lusa.
Em Portugal para um simpósio de Direito Constitucional, o ministro disse que há corrupção “certamente no que diz respeito ao financiamento de campanhas, basta ver as listas de quaisquer empresas”.
Nós tínhamos até recentemente, antes da decisão do Supremo, um sistema de financiamento privado: as empresas é que financiavam a política na sua substância. Mas é bem provável que esse sistema tenha sido bastante adensado, sofisticado, nesses últimos anos”, afirmou.
Gilmar Mendes contou que agora serão proibidas doações de empresas às campanhas, mas sublinhou que mesmo assim, poderá haver manipulação para as empresas continuarem a doar recursos para essas campanhas, por isso, defende uma reforma política.
O ministro está em Portugal para participar de um simpósio sobre Direito Constitucional, do qual participaria o vice-presidente, Michel Temer, que cancelou sua ida. 

O encontro tem sido apontado por alguns meios da imprensa brasileira como um momento de articulação das lideranças da oposição brasileira, algo que Gilmar Mendes recusa.
“Claro que não e seria até um tanto ingênuo pensar que, a partir de um seminário, se fosse estabelecer um novo governo. É que os nervos no Brasil estão um tanto quanto tensionados e propiciam este tipo de historieta. A rigor, isso é um despropósito”, disse. “Esta história é de um ‘non sense’ completo. Se se tratasse de conspiração seria melhor fazê-lo no Brasil e não aqui.”

O evento ocorre enter os dias 29 e 31 de março.

27 de março de 2016 às 22:52

Governo abre vagas para receber novos aliados [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O governador Robinson Faria terá pelo menos duas vagas para oferecer a novos aliados até o final da semana.

Diretor geral do Detran, Júlio César deixará o cargo para disputar a Prefeitura de Ceará-Mirim.

Secretário de Articulação, Hudson Pereira de Brito vai sair para disputar a Prefeitura de Parelhas.

E apesar dos muitos boatos em torno de candidaturas à Prefeitura de Natal, os presidentes da Caern e da Potigás, Marcelo Toscano e Beto Santos permanecerão nos cargos e não se desincompatibilizarão.

Também apontado como prefeitável, o Capitão Styvenson Valentim tem mais tempo para pensar, já que policial só precisa se desincompatibilizar do cargo público 3 meses antes da eleição, e não 6 meses como os demais servidores.

Mas na semana passada o coordenador da Lei Seca repetiu o que já havia dito ao Jornal da Noite, da 95FM: não será candidato.

27 de março de 2016 às 22:45

Quatro pastas estarão vagas essa semana para acomodar novos aliados na Prefeitura [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Pelo menos 4 auxiliares do prefeito Carlos Eduardo vão deixar os cargos até o próximo sábado.

Se desincompatibilizarão do governo municipal o presidente da Urbana, Sávio Hackradt, o diretor geral do Procon, Kléber Fernandes, o secretário de Esportes, Luiz Eduardo Machado, e o ouvidor geral, Júnior Grafith.

Todos serão candidatos a vereador e o prazo para deixarem os cargos públicos se encerra no dia 2 de abril.

Com a saída dos pré-candidatos o prefeito tem 4 vagas para ocupar com novos aliados.

Na fila, o PR do ex-deputado João Maia e do vereador Luiz Almir.

27 de março de 2016 às 13:14

PMDB quer assumir logo o governo antes que TSE casse a chapa completa [1] Comentários | Deixe seu comentário.

É a lógica do PMDB: Michel Temer tem que assumir logo a presidência da República antes que chegue o segundo semestre e a chapa completa, eleita em 2014 – ele e Dilma – seja cassada pelo TSE.

E o governo Temer já está sendo montado:

A locomotiva será o tucano José Serra, apontado nos bastidores do PMDB/PSDB como ministro do Planejamento.

Um plano para estancar a sangria do país já foi concluído.

Um projeto para barrar a reeleição já foi acertado, aliás, condição para o PSDB se aliar.

Então fica acertado assim:

Temer será o presidente político..

E Serra o presidente administrativo, candidato a presidente de fato em 2018.

O grupo só não acertou o que fará com a (ex) presidente Dilma, o ex-presidente Lula, a militância petista….

Também não combinou como a Lava Jato vai abafar os nomes dos peemedebistas e tucanos, que aparecem cada vez mais.

Pelos planos do ‘governo Temer’, o Brasil será uma calmaria só após o impeachment de Dilma.

27 de março de 2016 às 12:28

Ministro mais antigo do STF diz que impeachment não pode ser considerado golpe pois está na Constituição [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O mais antigo ministro do STF, Celso de Mello, abordado num shopping de São Paulo por uma ativista do Movimento Contra a Corrupção, aceitou gravar um vídeo que foi disponibilizado no youtube e já foi parar no Jornal Nacional.

Sobre o fato do impeachment estar sendo considerado golpe pelos governistas, o decano do STF rebateu defendendo a constitucionalidade do tema.
“A figura do impeachment não pode ser reduzida meramente a figura de um golpe de estado. Por quê? Porque o impeachment é um instrumento previsto na Constituição. Constituição democrática, brasileira, que está em vigor em nosso país, e que estabelece regras básicas. Se essas regras básicas forem observadas, forem respeitadas, obviamente o impeachment não pode ser considerado um ato de arbítrio político, de violência política. Pelo contrário. O impeachment, numa situação como essa, é um instrumento legítimo, pelo qual se objetiva viabilizar a responsabilização política de qualquer presidente da República. Não importa quem seja, não importa qual o partido político que essa pessoa seja filiada. E um instrumento posto à disposição da cidadania”, declarou o ministro a Ana Cláudia, como foi identificada a “repórter por um dia”.

Celso de Mello também falou sobre decisão do colega Teori Zavascki, de declarações de Lula, e sobre o juiz Sérgio Moro.

Assista:

27 de março de 2016 às 11:34

Imprensa nacional dá como certo desembarque de ministro Henrique Alves do governo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Na avaliação da imprensa nacional, o ministro do Turismo, Henrique Alves, segue o líder Michel Temer e entrega o cargo.

Leia trecho de reportagem de hoje d’O Globo.

Que pode não estar tão certo assim:

  

27 de março de 2016 às 11:23

Henrique desembarca ou fica mais um tempo? [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Pergunta que não quer calar no Rio Grande do Norte, a dois dias da reunião do PMDB que vai definir o desembarque do governo:

Como vai votar o ministro Henrique Alves?

Vai acompanhar o sempre líder Michel Temer, que já pulou do barco?

Ou vai seguir a linha já discutida dentro do partido, de ficar mais um pouco?

Henrique tem conversado bastante com a presidente Dilma Rousseff, tentado convencer deputados a não levarem a tese do impeachment adiante.

Se brincar, Henrique tem falado mais com Dilma do que com Temer.

Os outros dois delegados do diretório nacional do PMDB no RN, o senador Garibaldi Filho e o deputado Hermano Morais querem votar pelo desembarque, mas discutem entre si a situação de Henrique.

Que optando pelo desembarque fica sem ministério, sem mandato, sem foro…

27 de março de 2016 às 1:10

Apontado como ministro do Planejamento do ‘governo Temer’, Serra volta a ser investigado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Não foi à toa que ação contra o ex-ministro do governo FHC, o senador José Serra, ressurge das cinzas no STF.

É que…

Serra é tido como certo como ministro do Planejamento num provável governo Michel Temer.

Hora da fogueira.

27 de março de 2016 às 1:05

STF volta ao governo FHC e desarquiva ações contra Serra e outros ex-ministros [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha:
STF desarquiva ações contra ministros de FHC por improbidade
Quase oito anos depois de ter determinado o arquivamento de duas ações de reparação de danos por improbidade administrativa contra ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o STF (Supremo Tribunal Federal) admitiu um recurso apresentado pelo Ministério Público Federal e reabriu as ações.
Entres os alvos estão os ex-ministros Pedro Malan (Fazenda), José Serra (Planejamento) –hoje senador (PSDB-SP)–, Pedro Parente (Casa Civil), além de ex-presidentes e diretores do Banco Central. A informação foi antecipada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.
As ações questionavam assistência financeira no valor de R$ 2,9 bilhões pelo Banco Central ao Banco Econômico S.A., em dezembro de 1994, assim como outros atos decorrentes da criação, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer).
O caso chegou ao STF em 2002, mas uma decisão do ministro Gilmar Mendes, em 2008, determinou o arquivamento das ações ajuizadas pelo Ministério Público na Justiça de Brasília. O Ministério Público recorreu da decisão de Gilmar.
No último dia 15, a primeira turma do STF decidiu acolher o recurso da Procuradoria-Geral da República contra o entendimento de Gilmar.
Os ministros seguiram o voto da ministra Rosa Weber, relatora do caso. O ministro Luiz Fux não participou do julgamento. O caso está em segredo de justiça.

RECLAMAÇÃO
Em 2008, Gilmar admitiu uma reclamação dos ex-ministros do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso que apontavam a usurpação da competência do STF pelos dois juízos federais em Brasília.
A defesa argumentou que cabe ao STF processar e julgar, originariamente, os ministros de Estado, “nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade”.
A primeira ação, ajuizada na 22ª Vara Federal de Brasília, ainda não havia sido julgada e pediu a condenação dos ex-ministros ao ressarcimento, ao erário, das verbas alocadas para pagamento de correntistas de bancos que sofreram intervenção na gestão deles (Econômico e Bamerindus), bem como à perda dos direitos políticos.
Na segunda, que envolvia, além de Malan e Serra, Pedro Parente, relativamente a período em que foi ministro interino da Fazenda, assim como os ex-presidentes do Banco Central (BC) Gustavo Loyola, Francisco Lopes e Gustavo Franco e ex-diretores do BC, o juiz julgou o pedido do MPF parcialmente procedente.
Condenou os ex-ministros a devolverem ao erário “verbas alocadas para o pagamento dos correntistas dos bancos sob intervenção”, porém não acolheu o pedido de perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, bem como de pagamento de multa civil e de proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente.
O juiz alegou que não fora provado “que os réus, por estes atos, acresceram os valores atacados, ou parte deles, a seus patrimônios”.
Ao determinar o arquivamento dos dois processos, Gilmar alegou que o entendimento do STF deixou claro que os atos de improbidade descritos na Lei 8.429/1992 (dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional) “constituem autênticos crimes de responsabilidade”, contendo, “além de forte conteúdo penal, a feição de autêntico mecanismo de responsabilização política”.
Entretanto, segundo Gilmar Mendes, em se tratando de ministros de Estado, “é necessário enfatizar que os efeitos de tais sanções em muito ultrapassam o interesse individual dos ministros envolvidos”.
O ministro chamou atenção para o valor da condenação imposta aos ex-ministros e ex-dirigentes do BC pelo juiz da 20ª Vara Federal do DF, de quase R$ 3 bilhões, salientando que este valor, “dividido entre os 10 réus, faz presumir condenação individual de quase R$ 300 milhões”.
Segundo ele, “estes dados, por si mesmos, demonstram o absurdo do que se está a discutir”. Ele observou, ainda, que esses valores “são tão estratosféricos” que, na sentença condenatória, os honorários advocatícios foram arbitrados em mais de R$ 200 milhões, sendo reduzidos pela metade, ou seja, quantia em torno de R$ 100 milhões.
Portanto, conforme o ministro Gilmar Mendes, os ministros de estado não se sujeitam à disciplina de responsabilização de que trata a Lei 8.429/1992, mas sim à da Lei 1.079/50, que define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento. E este julgamento, em grau originário, é de exclusiva competência do STF. Assim, à época em que os reclamantes eram ministros de Estado, não se sujeitavam à Lei 8.429/1992, pela qual foram processados e condenados.