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Thaisa Galvão

1 de Março de 2017 às 22:48

Teor vazado do depoimento sigiloso de Marcelo Odebrecht livra Temer de acerto com empresário em jantar no Jaburu [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Reuters:
Odebrecht nega acerto com Temer, mas admite caixa 2 à campanha de Dilma
Lisandra Paraguassu
O empresário Marcelo Odebrecht confirmou nesta quarta-feira à Justiça Eleitoral o pagamento do publicitário João Santana, responsável pela campanha de Dilma Rousseff à presidência em 2014, com recursos de caixa dois acertados com o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou à Reuters uma fonte que teve acesso a trechos das declarações dadas nesta quarta-feira.
Ao final de seu depoimento, Marcelo Odebrecht afirmou que não tinha como dizer “com certeza” se Dilma e Temer sabiam das negociações e de “qualquer ilicitude nas doações”.
As declarações foram prestadas em Curitiba à Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral no processo em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer na eleição presidencial de 2014.
O ex-presidente da Odebrecht, que firmou acordo de delação premiada com a Lava Jato, afirmou, segundo trechos do depoimento repassados à Reuters, que o governo petista, ainda na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria negociado com a empresa duas “contrapartidas” por uma medida provisória negociada por Mantega ainda em 2009 e que beneficiaria a empresa.
Os recursos não teriam sido usados na campanha de 2010 e teriam ficado como um crédito para uso posterior no valor de R$ 50 milhões.
Em 2013, Mantega teria negociado um apoio “espontâneo” à campanha de 2014 e que os valores totais, somados todos os créditos, seriam de R$ 300 milhões, para serem usados em caixa dois. 
Marcelo Odebrecht negou que os recursos fossem propina para que a empreiteira conseguisse negócios ou obras com o governo.
Ainda no depoimento, Mantega pediu a Odebrecht que pagasse uma dívida com João Santana, sem especificar se eram dívidas de campanha, o que foi feito. 
O empresário alega não lembrar o valor exato, mas afirmou que se tratava de algo entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões em pagamentos “não oficiais”, ou seja, caixa dois.
Odebrecht confirma jantar com Temer


No mesmo depoimento, Marcelo Odebrecht – que está preso em Curitiba, condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro na operação Lava Jato – confirmou um jantar com Temer, no Palácio do Jaburu, onde foi tratado de contribuições para a campanha do então vice-presidente, mas garantiu que o tema foi tratado “de forma genérica” e não houve um pedido de doação direto feito por Temer.
O jantar e o pedido de doações foram relatados pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho em delação premiada dentro da operação Lava Jato.
Na semana passada, em nota oficial, Temer afirmou que como presidente do PMDB, “pediu auxílio formal e oficial à Construtora Norberto Odebrecht” e não autorizou que “nada fosse feito sem amparo nas regras da lei eleitoral”.
A nota foi motivada por entrevistas do advogado José Yunes, amigo pessoal de Temer, que confirmou ter recebido um pacote do doleiro Lucio Funaro em seu escritório a pedido do agora ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
A história da entrega foi revelada pelo ex-diretor da Odebrecht, que alegou ter mandado entregar 1 milhão no escritório de Yunes. 
O advogado nega que soubesse se tratar de dinheiro.

1 de Março de 2017 às 22:35

Integrantes de ‘BBB chinês’ sambaram na Sapucaí [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E teve chinês no samba, no Carnaval do Rio de Janeiro.

1 de Março de 2017 às 18:36

Diante da possibilidade de perder o mandato, Temer deixa o Palácio da Alvorada e volta para o Jaburu [0] Comentários | Deixe seu comentário.

No mínimo…estranho.

Antecipando uma possível retirada do palacete de onde Dilma teve que sair?
Do G1
Família Temer desiste do Alvorada e decide voltar para o Palácio do Jaburu
Presidente e primeira-dama Marcela voltaram da Base de Aratu, na Bahia, onde passaram o carnaval, e já não foram para a residência oficial da Presidência, para onde tinham se mudado no último dia 17
Por Roniara Castilhos, G1, Brasília

O casal Temer desistiu de morar na residência oficial da Presidência da República, o Palácio da Alvorada, e decidiu voltar para o Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, onde moravam desde 2011.

Segundo a assessoria da Presidência, Temer e Marcela optaram por voltar ao Jaburu porque o palácio é menor e tem perfil mais próximo ao de uma residência.

No último dia 17, o presidente Michel Temer e a mulher, Marcela, mudaram do Jaburu para o Alvorada após a conclusão de uma reforma que fez adaptações no palácio a fim de receber o casal (veja abaixo).

Nesta terça-feira, a família Temer voltou do período de folga no carnaval na Base Naval de Aratu, na Bahia, diretamente para o Jaburu.

Com a decisão, o Palácio da Alvorada passará a ser usado somente para atividades de trabalho do presidente.

A tela vai até o teto da sacada do primeiro andar do prédio, onde fica a área residencial, com o quarto de Michelzinho. A finalidade era evitar uma queda do menino da sacada.

Com as mudanças para receber o casal Temer, a decoração do palácio ficou mais suave, com cores neutras, como bege, creme, branco, azul e preto.

Fotos

Veja abaixo imagens da área interna do Palácio da Alvorada, após a reforma para receber a família Temer:


1 de Março de 2017 às 18:24

Veja desfile da Portela, a campeã do Carnaval do Rio [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E a Portela é a campeã de 2017 do Carnaval do Rio de Janeiro.
Veja o desfile completo da escola campeã:

1 de Março de 2017 às 16:26

Marcelo Odebrecht enfrenta protesto ao chegar para depoimento sigiloso ao TSE [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do Uol:
Odebrecht depõe ao TSE e pode confirmar caixa 2 à chapa Dilma-Temer


Rafael Moro Martins

Colaboração para o UOL, em Curitiba 
O empreiteiro Marcelo Odebrecht depõe desde o início da tarde desta quarta-feira como testemunha na ação movida pelo PSDB no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O tribunal começa hoje a colher depoimentos de delatores da Odebrecht na ação em que investiga se a chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições presidenciais de 2014 – ação que poderá levar à cassação do presidente Temer e à inelegibilidade da ex-presidente Dilma.
Odebrecht deverá ser inquirido pelo ministro Herman Benjamin, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a respeito de uso de dinheiro pago como propina pela empreiteira em contratos com a Petrobras no possível caixa 2 da campanha à Presidência de Dilma e Temer. 
Em pelo menos um depoimento, a Odebrecht descreve uma doação ilegal de cerca de R$ 30 milhões à coligação Com a Força do Povo, que reelegeu Dilma e Temer em outubro de 2014. O valor representa cerca de 10% do total arrecadado oficialmente pela campanha. Se Marcelo confirmar a doação, tanto Dilma como Temer seriam implicados.
Odebrecht também deverá ser questionado sobre a afirmação do ex-diretor de Relações Internacionais da empreiteira, Cláudio Melo Filho, de que Temer teria negociado pessoalmente um pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB em 2014. O depoente não pode permanecer calado durante o depoimento.
Por determinação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o teor do depoimento de Odebrecht ao TSE é sigiloso até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se cabe ou não segredo sobre o conteúdo das 77 delações firmadas por executivos da empreiteira.

Chegada de Odebrecht ao TSE tem protesto
Marcelo Odebrecht chegou em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal para prestar depoimento ao ministro Herman Benjamin, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e responsável pelo processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.
A testemunha foi levada da carceragem da Polícia Federal, no Santa Cândida (região norte de Curitiba), para o TRE-PR, localizado no Parolin, bairro da região central da cidade distante cerca de 13 km da PF.
Do lado de fora do TRE-PR, quatro manifestantes gritam palavras de ordem e tocam músicas –numa estridente caixa de som– de exaltação ao juiz Sergio Moro e à Lava Jato. “Odebrecht, o que se espera de um príncipe é que ela fale toda a verdade”, diz, num megafone, uma das manifestantes, fazendo referência ao apelido que o empresário ganhou de colegas de detenção na carceragem da Polícia Federal.
Rafael Moro Martins/Colaboração para o UOL
Grupo protesta na chegada de Odebrecht para depor no PR

O empreiteiro Marcelo Odebrecht depõe desde o início da tarde desta quarta-feira como testemunha na ação movida pelo PSDB no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O tribunal começa hoje a colher depoimentos de delatores da Odebrecht na ação em que investiga se a chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições presidenciais de 2014 – ação que poderá levar à cassação do presidente Temer e à inelegibilidade da ex-presidente Dilma.
Odebrecht deverá ser inquirido pelo ministro Herman Benjamin, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a respeito de uso de dinheiro pago como propina pela empreiteira em contratos com a Petrobras no possível caixa 2 da campanha à Presidência de Dilma e Temer. 
Em pelo menos um depoimento, a Odebrecht descreve uma doação ilegal de cerca de R$ 30 milhões à coligação Com a Força do Povo, que reelegeu Dilma e Temer em outubro de 2014. O valor representa cerca de 10% do total arrecadado oficialmente pela campanha. Se Marcelo confirmar a doação, tanto Dilma como Temer seriam implicados.
Odebrecht também deverá ser questionado sobre a afirmação do ex-diretor de Relações Internacionais da empreiteira, Cláudio Melo Filho, de que Temer teria negociado pessoalmente um pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB em 2014. O depoente não pode permanecer calado durante o depoimento.
Por determinação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o teor do depoimento de Odebrecht ao TSE é sigiloso até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se cabe ou não segredo sobre o conteúdo das 77 delações firmadas por executivos da empreiteira.
RODRIGO FÉLIX LEAL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Marcelo Odebrecht chega em carro descaracterizado para depor ao TSE

Chegada de Odebrecht ao TSE tem protesto

Marcelo Odebrecht chegou em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal para prestar depoimento ao ministro Herman Benjamin, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e responsável pelo processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.
A testemunha foi levada da carceragem da Polícia Federal, no Santa Cândida (região norte de Curitiba), para o TRE-PR, localizado no Parolin, bairro da região central da cidade distante cerca de 13 km da PF.
Do lado de fora do TRE-PR, quatro manifestantes gritam palavras de ordem e tocam músicas –numa estridente caixa de som– de exaltação ao juiz Sergio Moro e à Lava Jato. “Odebrecht, o que se espera de um príncipe é que ela fale toda a verdade”, diz, num megafone, uma das manifestantes, fazendo referência ao apelido que o empresário ganhou de colegas de detenção na carceragem da Polícia Federal.
TSE deve ouvir outros 4 delatores
Benedicto Barbosa da Silva, ex-presidente da construtora Norberto Odebrecht, e Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, darão depoimento na quinta-feira, 2, no Rio de Janeiro. 
Na segunda-feira, em Brasília, será a vez dos ex-diretores de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho e Alexandrino Alencar deporem.
O relator da ação de investigação judicial eleitoral (AIJE), ministro Herman Benjamin, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, estará presente em todas as oitivas. Ao decidir ouvir os delatores, Herman busca robustecer o seu relatório, que já estava em fase final de preparação.

1 de Março de 2017 às 16:12

Cláudio Santos nega conversa política com Garibaldi mas senador afirma que conversou com ele sobre 2018 [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Um flagrante de uma conversa do senador Garibaldi Filho (PMDB) com o ex-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cláudio Santos, na praia de Jacumã, se espalhou pela blogosfera potiguar.

Sempre com a mesma pergunta: o que os dois estariam conversando?

Versão de Cláudio Santos ao Blog, quando questionado sobre o que conversava com o senador:

“Amenidades. Sobre a velha Tribuna do Norte, da qual fui repórter político desde os 18 anos, com Djaci Dantas na chefia da redação”.
Perguntei se tinham comversado sobre 2018.
“Nada. 2017 é longo e certamente as nuvens vão mudar de lugar”, concluiu Cláudio Santos.
Versão de Garibaldi ao Blog, quando questionado sobre o que conversava com o desembargador:

“Eu quis saber sobre as intenções dele para 2018”.
Perguntei se ele demonstrou se tem vontade de disputar um cargo eletivo e Garibadi respondeu que sim.

“Mas ainda não fez um desenho concreto”, disse quando perguntei se havia intenção de Santos se aproximar dele, do ex-deputado Henrique Alves, do PMDB…
“Mas foi uma conversa no meio de muito barulho”, afirmou Garibaldi,  concluindo que Cláudio Santos conversou um pouco com Henrique, mas conversou muito mesmo foi com o anfitrião, o jornalista Cassiano Arruda Câmara, que na segunda-feira de Carnaval, ao lado do genro Henrique Alves, recebeu Garibaldi e Cláudio Santos.

Santos estava em Jacumã com a família numa casa próxima à de Cassiano.

Garibaldi disse ainda que o convidado mais esperado do dia era mesmo o cantor Paulinho da Viola, que demoroi a chegar e ele já tinha ido embora.
“Mas depois Henrique me mandou uma foto e disse que ele não cantou”, disse o senador.

1 de Março de 2017 às 13:36

Bloquinho da Odebrecht comandado por Janot passou Carnaval em silêncio para fazer barulho nos próximos dias [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O fim do Carnaval pode ser o começo de um novo ano para a lava-jato.

A força-tarefa do Ministério Público Federal passou todo o Carnaval debruçada sobre as 77 delações de executivos da Odebrecht e o que se espera é que o procurador geral, Rodrigo Janot, peça o afastamento do sigilo dessas delações e a aberturas de inquéritos contra políticos acusados de corrupção pelos executivos que foram ouvidos pelo MPF e PF.

Foi o Bloquinho da Odebrecht com seus tambores silenciosos, mas que deverão fazer barulho depois da festa.
Entre os prováveis alvos das investigações estarão deputados, senadores e ministros apontados como beneficiários de desvios de contratos entre a Odebrecht e administração pública, especialmente da Petrobras.
Sobre o sigilo das delações, Janot só quer deixar em segredo as informações de interesse estratégico para novas etapas das investigações. 
O Congresso Nacional, que não é de ferro, sob o susto das delações, só retomará os trabalhos na terça-feira.

1 de Março de 2017 às 12:58

Robinson continua apresentando o RN a indústrias chinesas que pretendem se instalar no Brasil [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O governador Robinson Faria, que está em Xangai, na China, foi apresentar os potenciais do Rio Grande do Norte a mais uma indústria que pretende se instalar no Brasil.

Se vai dar certo, convém aguardar, mas o governador anda fazendo sua parte na tentativa de, pelo menos, reverter a crescente onda de desemprego.

Por que na China?

Poderia ser em outro país.

Menos no Brasil que está quebrado e apresenta índices nacionais alarmentes de falta de emprego.
O Governo do Rio Grande do Norte tem sido bem recebido.

1 de Março de 2017 às 12:11

Jurista Ives Gandra Martins questiona papel do STF [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Vale repercutir o artigo do jurista Ives Gandra Martins, publicado no Estadão de ontem.

Onde ele questiona o papel do STF, que num país cheio de gente assustada com a corrupção que pratica ou praticou, descumpre a Constituição e é aplaudido.

Abaixo a íntegra do artigo:
Sou politicamente incorreto
Não consigo adaptar-me a uma realidade em que descumprir a lei é motivo de aplausos


Ives Gandra da Silva Martins 

O Estado de S.Paulo
Aos 82 anos, confesso sentir-me politicamente incorreto, pois não consigo adaptar-me a uma realidade em que o descumprimento da Constituição e da lei pode ser praticado com aplausos de parte da mídia e de autoridades respeitadas no País.

Como operador do Direito há quase 60 anos, não me habituo ao atual protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF), cujos ministros, reconhecidamente eminentes juristas, em vez de “guardiões da Constituição” (artigo 102), não poucas vezes a alteram, criando novas normas. A invasão de competências legislativas é proibida pelo artigo 103, § 2.º, ao prever que nas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão, declarada a omissão do Congresso, cabe ao Supremo apenas solicitar-lhe que produza a norma. 
Se não pode legislar nessas ações, não o pode também em habeas corpus, mandados de injunção ou quaisquer outros veículos processuais não vocacionados a interferência na função legislativa.  

Ora, o STF legislou no caso de prisões de parlamentares por crimes no exercício do mandato, sem autorização da Câmara (artigo 53, § 3.º, da Constituição); no caso da interrupção da gravidez de anencéfalos, criando hipótese de impunidade para aborto eugênico não constante do artigo 128 do Código Penal. Legislou ao permitir o homicídio uterino até três meses de gestação sem nenhuma justificativa; ao permitir que a união entre pares do mesmo sexo, o que é legítimo, tivesse o mesmo status que o casamento, instituto que a Lei Suprema apenas admite para a união entre homem e mulher (artigo 226, § 3.º). 
Legislou quando permitiu que candidato derrotado assumisse governo de Estado, sem novas eleições diretas ou indiretas (artigo 81); desconsiderou a presunção de inocência, o devido processo legal e o instituto da coisa julgada para permitir a prisão em segunda instância (artigo 5.º, inciso LVII).

O Congresso Nacional, acuado pelas denúncias da Lava Jato, não tem coragem de se opor a essa invasão, razão pela qual não tem desobedecido às ordens emanadas daquele Poder, apesar de o permitir o artigo 49 inciso XI da Lei Suprema. 
Basta lembrar a determinação para anular a votação de projeto de iniciativa popular elaborada pelo Ministério Público contra a corrupção, nos termos em que foi por ele modificado. Criou o STF a obrigação de um projeto de iniciativa popular, assinado por 2 milhões de brasileiros, ser compulsoriamente “homologado” pelo Congresso eleito por 140 milhões de brasileiros, sem alterações!

Em artigo neste jornal, A verdade sobre as ‘10 Medidas’ (contra a corrupção), Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, Hamilton Dias de Souza, Renato de Mello Jorge Silveira e eu mostramos como muitas das sugestões lá contidas eliminariam o mais sagrado direito de uma democracia, que é o direito de defesa, inexistente nas ditaduras.

Por outro lado, o Ministério Público, em que atuam bons juristas, incluídos os do Paraná, em certas atuações cinematográficas tem procurado desconstituir o instituto universal in dubio pro reo, como se uma investigação bem fundamentada pudesse justificar a pena, mesmo que haja dúvidas. Segundo essa nova interpretação, a dúvida, beneficiaria a acusação, não o réu.

Tenho dito que o Brasil muito deve a Sergio Moro, à Polícia Federal e ao Ministério Público por desventrarem a corrupção e darem novo alento ao País, mas tenho também feito críticas à interpretação dos delitos cometidos – para mim, muitos se assemelham à concussão imposta pelos governos dos últimos 13 anos –, assim como às prisões preventivas prolongadas (artigo 5.º, inciso III, da Lei Maior).

Por outro lado, o Ministério Público não deve presidir os inquéritos policiais, função que a Constituição, no artigo 144, § 4.º, outorga exclusivamente a delegados de polícia.

Minhas “irritações conjunturais” não ficam apenas nesses pontos. Não entendo como invasões de terras, de propriedades públicas e privadas, seguem impunes, sob a alegação de que é uma forma de protesto.

Outro aspecto de ser politicamente incorreto diz respeito à fé professada nas mais diversas Igrejas, sejam elas católicas, evangélicas, ortodoxas, judaicas ou islâmicas. 

Aqueles que as frequentam, ou são declaradamente delas participantes, constituem mais de 80% da população. Seus espaços na mídia, entretanto, são minúsculos, restando a seus seguidores de maior conceito público o direito de escrever um ou outro artigo nas páginas de opinião. Suas posições são, todavia, claramente ignoradas nas diversas seções dos jornais. Trata-se de uma expressiva maioria silenciosa, considerada conservadora perante a minoria barulhenta dos “progressistas”, para quem a liberdade sem limites e sem critérios merece todos os espaços dos meios de comunicação.

Sendo um advogado e professor que nunca quis ser senão advogado e professor, sinto-me, aos 82 anos, um cidadão politicamente incorreto, pois defendo a democracia do voto, e não das invasões; da independência e autonomia dos Poderes, e não do desrespeito ao limite de competências; da moral familiar e da cidadania, e não da imposição de desejos das minorias sobre os valores da maioria. 
Entendo também que a advocacia e o Ministério Público são funções essenciais à administração da justiça, como determina a Constituição (artigos 127 a 135), não sendo o Ministério Público um superpoder sem possibilidade de ser responsabilizado.  

Por fim, tenho para mim que os cidadãos que acreditam em Deus devem ser respeitados, e não hostilizados pela minoria agnóstica que, à luz de seu pretendido e mal concebido “Estado laico”, entende que só os que não acreditam em Deus podem ter atuação política e na mídia.

Na esperança de que um dia o Brasil seja uma democracia real em que a maioria do povo tenha sua voz ouvida em seus valores, sem ser silenciada pelos preconceitos ideológicos da minoria, reitero ser um velho advogado e professor “politicamente incorreto”.

  

*Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifeo e UNIFMU, do CIEE/O Estado de S. Paulo, da Eceme, da ESG e da Escola da Magistratura do TRF-1ª Região

1 de Março de 2017 às 11:41

TSE: Depoimento de Marcelo Odebrecht marcado para hoje pode ser o começo do fim do governo Temer [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do blog de Andrea Sadi, no G1:
Temer muda estratégia de defesa após convocação de Marcelo Odebrecht
O presidente Michel Temer mudou a estratégia de defesa na ação que corre no Tribunal Superior Eleitoral- e pode cassar o seu mandato. 

A mudança de rumo foi definida pelo Planalto na semana passada, após a convocação de Marcelo Odebrecht na ação. 
O depoimento do empresário está marcado para esta quarta-feira.
Para o Planalto, se Marcelo Odebrecht de fato falar, a expectativa é que ele envolva Temer diretamente em pelo menos dois episódios: um jantar em que Temer e Marcelo combinaram doações para o PMDB, em 2014, além de um caso envolvendo repasses em troca de apoio a partidos da coligação que elegeu Dilma e Temer em 2014.
Antes do “fator Odebrecht”, a avaliação do governo era que a instrução no processo, com a investigação de irregularidades envolvendo gráficas em 2014, colocava o presidente até agora apenas na condição de beneficiário na chapa Dilma/Temer. 
Em outras palavras: a defesa do peemedebista acredita que não há provas diretas contra ele- e queria encerrar o julgamento da ação o mais rápido possível.

Nessa estratégia, para acelerar o processo, a defesa de Temer não havia pedido o depoimento de nenhuma testemunha no processo até aqui.
Agora, os peemedebistas já trabalham com a mudança de quadro e discutem produzir contraprova- que pode ser testemunhal, documental ou pericial- se o depoimento de Marcelo for “relevante”, nas palavras de um assessor de Temer.

Pela primeira vez no processo, o presidente, por meio de seus advogados, avalia pedir que testemunhas sejam ouvidas, o que significa que a estratégia do governo passa a ser a de esticar o processo.

Se os pedidos forem indeferidos pelo relator da ação, ministro Herman Benjamin, a defesa do presidente estuda até recorrer ao plenário do TSE- o que também não estava nos planos peemedebistas.

O depoimento de Marcelo é considerado no Planalto o fato mais importante da ação no TSE, que corre desde 2015.

A decisão do depoimento de Odebrecht foi tomada pelo relator da ação. 
Outros ex-executivos da construtora também serão ouvidos na ação nos próximos dias. 
Cenários
Para advogados da ação, se houver depoimento, Marcelo deve ratificar revelações já públicas feitas por Claudio Melo, ex-diretor de Relações Institucionais da construtora. 
Em delação, Melo relatou que Temer havia negociado “direta e pessoalmente” com Marcelo Odebrecht contribuições financeiras para o PMDB.
Segundo Melo, R$10 milhões teriam sido combinados no jantar, que ocorreu no Palácio do Jaburu.
O ex-diretor disse que, do total de R$ 10 milhões prometido por Marcelo Odebrecht em atendimento ao pedido de Temer, Eliseu Padilha ficou responsável por receber e alocar R$ 4 milhões. Temer já confirmou o encontro, mas diz que o dinheiro está registrado na prestação de contas ao TSE e nega caixa dois.
A defesa de Temer também espera que o ex-presidente da Odebrecht cite uma combinação de dinheiro em troca de apoio de partidos da coligação Dilma e Temer, avaliado em R$ 30 milhões. 
A informação foi publicada pelo jornal “Estado de S.Paulo” em 2016.
Se Marcelo Odebrecht disser que se trata de caixa 2, como publicou o jornal, a defesa de Temer deve chamar os presidentes dos partidos citados, como PRB, PP, PDT e PCdoB, além de seus tesoureiros para falarem na ação.

1 de Março de 2017 às 11:31

Banco do Brasil ignorou tamanho do Carnaval de Caicó e deixou muitos foliões lisos a partir de segunda-feira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Todo mundo sabia que o Carnaval de Caicó era grande e que a cidade hospedava milhares de pessoas do Rio Grande do Norte e de outros estados.

Menos o Banco do Brasil.

O banco não se programou e logo na segunda-feira já não tinha dinheiro nos caixas eletrônicos.

Quem tinha como, se dirigia a cidades próximas, e quem não podia, o jeito era seguir liso….

O BB pode dizer que em Caicó lançou o Bloco dos Lisos no carnaval deste ano.

Mesmo com dinheiro na conta, muito folião teve que se conformar que estava mesmo era liso.

1 de Março de 2017 às 9:51

Depois de ignorar o Fora Temer, Globo se redimiu com telespectador e mostrou o que o leitor do Blog já tinha visto [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Ficou bem esquisito para o Jornal Hoje, da TV Globo, nesta terça de Carnaval, ignorar o grito que ecoava atrás de uma repórter que entrava ao vivo mostrando um dos blocos mais antigos de São Paulo.
Atrás da repórter o povo ‘cantava’ o hino ‘Fora Temer’ e a repórter foi incapaz de fazer o registro do momento, apesar de estar ali mostrando o bloco.
Cabia um comentário, pequeno que fosse, mas ela fez cara de paisagem.

Cara de paisagem também fizeram os apresentadores, que fizeram de conta que não viram aquela parte da notícia sob seus olhos.
CLIQUE AQUI e veja como foi.
Aí, talvez para justificar o que ficou tão feio, o Jornal Nacional decidiu mostrar a realidade nas ruas do Brasil, com foliões protestando contra o presidente Michel Temer.

Que anda com a popularidade mais baixa desde que assumiu a Presidência da República.
CLIQUE AQUI para ver como a TV Globo se redimiu com os telespectadores que assistiram ao telejornal anterior e não entenderam nada.
Vale lembrar que o registro desta terça-feira no Jornal Nacional foi mostrado pelo Blog no domingo pela manhã.

CLIQUE AQUI para ver os vídeos de vários Estados publicados no Blog.

1 de Março de 2017 às 9:31

PRF flagra ônibus escolar de prefeitura sendo usado como transporte para retiro religioso [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Das redes sociais da Polícia Rodoviária Federal:
Ônibus escolar municipal transportava passageiros a retiro religioso

A Polícia Rodoviária Federal flagrou o uso indevido de um ônibus escolar durante as fiscalizações da PRF na Operação Carnaval 2017. 
O veículo estava lotado com pessoas que retornavam de um culto religioso.
O flagrante de uso indevido ocorreu em Mossoró/RN, no km 25 da BR 304, quando PRFs fiscalizavam e deram ordem de parada ao motorista do ônibus pertencente à Prefeitura Municipal de Baraúna/RN. 
Os PRFs constataram que, além do motorista, havia cerca de 5 crianças e 25 passageiros adultos que informaram estar em retorno de um retiro religioso, não sendo comprovados os seus vínculos estudantis.
Foi realizado o registro da situação, com a qualificação de todos os passageiros, e será enviado ao Ministério Público Federal para avaliação e providências sobre o uso diverso ao de transporte de alunos.

1 de Março de 2017 às 9:24

Disfarçada de palhaça, Ivete Sangalo brinca na pipoca do Carnaval de Salvador  [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Foliã é foliã.

Que diga a Rainha Ivete Sangalo, que puxou trios em Salvador, foi tema de escola de samba no Rio de Janeiro e entrou na história do sambódromo, constando agora na seleta lista se personalidades mais fedtejadas pelo público dos desfiles…e depois caiu na pipoca baiana.
Isso mesmo: na pipoca.
Disfarçada num bloquinho de amigos vestidos de palhaço, ela saiu com o marido pelas ruas de Salvador.

E só depois postou no instagram sua participação popular na festa.

Certamente quem viu a pahaça animada e não reconheceu, deve estar arrependido até agora por não ter pelo menos tirado uma fotinha.

Veja os registros da Palhaça-Rainha:


1 de Março de 2017 às 9:15

Multicultural: Ricardo Chaves faz o maior e mais animado show do Polo Ponta Negra [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Novidade no Carnaval de Natal, a banda Casuarina levou amantes do samba carioca ao bairro das Rocas nesta terça-feira.

No Polo Ponta Negra, a atração que lotou a praça foi o baiano Ricardo Chaves.


Vale o registro:

Nas 5 noites de shows no Polo Ponta Negra, com Moraes Moreira, Alceu Valença, Elba Ramalho, Margareth Menezes e Ricardo Chaves, as ruas do conjunto Ponta Negra, nos arredores do Polo, nunca ficaram tão cheias.

Não fui a nenhum show, mas como moradora de Ponta Negra, circulei pela região nas 5 noites.

Sempre tentando desviar o trânsito das ruas próximas, praticamente fechadas com tantos carros estacionados.

Mas ontem foi diferente…

Tivemos que buscar ruas mais distantes, porque eram infinitamente mais vias congestionadas do que nas outras noites.

E pela ineratividade dos foliões no show de Ricardo Chaves, dá até para arriscar que o show dele foi o maior e o mais animado do Polo Ponta Negra.