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Thaisa Galvão

13 de abril de 2017 às 15:03

Áudio: Ouça a íntegra do depoimento em que Marcelo Odebrecht revela esquemas da empreiteira com políticos poderosos [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Combinado para permanecer sob sigilo, o depoimento do empresário Marcelo Odebrecht ao juiz Sérgio Moro, na 2ª feira, vazou…
No depoimento, onde a filmagem não mostrou a imagem do empresário, captando só o áudio, Marcelo confirmou que “amigo” era o codinome de Lula nas planilhas de peopina da Odebrecht, disse que pagou propina ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que pagou pelo menos R$ 50 milhões ao grupo de Aécio Neves, e contou como funcionava a relação da empreiteira com o PMDB.
Abaixo a íntegra do depoimento de Marcelo Odebrecht a Moro:

13 de abril de 2017 às 12:12

Advogado de Henrique diz que, assim como falou Temer, o potiguar nunca participou de reunião com o delator Márcio Faria [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Do advogado do ex-deputado Henrique Alves (PMDB) sobre citação ao nome dele pelo delator da Odebrecht, Marcio Farias, relatando em seu depoimento que participou de reunião com Michel Temer, Henrique e Eduardo Cunha, onde os 3 teriam negociado propina de 40 milhões:

NOTA À IMPRENSA

 
A defesa de Henrique Eduardo Alves repudia veementemente as afirmações feitas pelo executivo da Odebrescht Márcio Faria em delação premiada, na qual aponta a sua participação em reunião ocorrida no dia 15 de julho de 2010 no escritório político do presidente Michel Temer, em São Paulo, com a presença deste, do então deputado Eduardo Cunha e do delator, ocasião em que teria tratado do pagamento de propina decorrente de contrato com a Petrobras.
Conforme já afirmado pelo próprio presidente da República, o acusado não se fazia presente em dita reunião, jamais tratou do assunto mencionado e sequer conhece o indigitado delator.

É inaceitável que seja dado crédito a afirmação realizada por pessoas envolvidas em ilícitos que se colocam na obrigação de acusar para gozar de benefícios legais.

Todas as medidas serão tomadas para esclarecimento da verdade e a responsabilização cível e criminal do dito delator.
Marcelo Leal

Advogado

13 de abril de 2017 às 9:46

Veja vídeo da delação do ex-executivo da Odebrecht que relata pedido de propina por Temer, Cunha e Henrique [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O depoimento do ex-executivo da Odebrecht, Márcio Farias, que pela primeira vez reuniu entre as denúncias da lava-jato, o chamado ‘triunvirato’ da política brasileira – Michel Temer, Henrique Alves e Eduardo Cunha – foi feito em 14 de dezembro do ano passado na sede da Procuradoria da República, na Paraíba, e ontem veio à tona com teor explosivo.

No vídeo abaixo, todo o depoimento de Márcio Farias.

13 de abril de 2017 às 8:43

Odebrecht: Delator conta cobrança de propina por Michel Temer e os “rapazes” Henrique Alves e Eduardo Cunha [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O trio sempre muito próximo, Michel Temer, Henrique Alves e Eduardo Cunha, todos do PMDB, começa a aparecer junto nas delações da Odebrecht.

Veja reportagem da Folha de hoje:

Um dos ex-executivos da Odebrecht afirmou em sua delação premiada que o presidente Michel Temer comandou em 2010, quando era candidato a vice-presidente, uma reunião em São Paulo em que se acertou o pagamento de US$ 40 milhões de propina relativos a 5% de um contrato da empreiteira com a Petrobras.
Em termo por escrito entregue aos investigadores e em depoimento gravado em vídeo, Márcio Faria da Silva diz que o encontro aconteceu no escritório político de Temer em São Paulo, em Alto de Pinheiros, no dia 15 de julho de 2010, às 11h30.
O ex-executivo, então presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, braço da empreiteira responsável por obras industriais no Brasil e no exterior, conta ter ficado impressionado com a naturalidade com que a propina foi cobrada.
Ele relata que além de Temer, que se sentou à “cabeceira da mesa”, participaram da reunião Rogério Araújo, outro executivo da Odebrecht, e os então deputados federais Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Eduardo Alves (RN), todos do PMDB, além do lobista João Augusto Henriques.
“Foi a única vez em que estive com Michel Temer e Henrique Eduardo Alves e fiquei impressionado pela informalidade com que se tratou na reunião do tema ‘contribuição partidária’, que na realidade era pura propina”, escreveu Márcio Faria no termo que entregou aos investigadores.
No vídeo de seu depoimento, o ex-executivo da Odebrecht diz que só ficou sabendo que o escritório era de Temer ao chegar ao local. Ele disse que chegaram a conversar amenidades e que ele chegou a perguntar a Temer como era lidar com Dilma Rousseff, pessoa considerada “complicada”.
Outro ex-executivo da Odebrecht que diz ter participado da reunião, Rogério Santos de Araújo –lobista da empreiteira na Petrobras- confirmou aos investigadores o relato de Faria. “Nessa reunião, conduzida por Eduardo Cunha, ele comentou que o contrato seria adjudicado em favor da companhia e que o PMDB contaria com ajuda financeira para campanha política, o que foi concordado por Temer”, escreveu no termo escrito que entregou.
Segundo os delatores, o valor de US$ 40 milhões de propina foi pedido antes da reunião pelo lobista João Augusto Rodrigues, em nome do PMDB, e já era de conhecimento dos participantes.
No encontro os peemedebistas teriam solicitado o cumprimento de “importante contribuição para campanha política” e a “confirmação do compromisso mencionado”, mas sem citar valores específicos. Ainda segundo os delatores, o valor acertado foi desembolsado posteriormente, tendo sido entregue também aos senadores do PT Humberto Costa (PE) e Delcídio do Amaral (MS).
Segundo seu relato, Temer afirmou que qualquer problema com ela seria resolvido pelos “rapazes”, Eduardo Cunha e Henrique Alves. “Sinalizando para o colo dele, disse que os dois rapazes iam resolver os assuntos necessários de interesse do PMDB.”
Márcio Faria diz que na reunião não se falou em valores, “mas ficou claro que se tratava de propina com relação à conquista do contrato e não uma ‘contribuição de campanha'”. “Totalmente vantagem indevida porque era um percentual em cima de um contrato. Era um percentual de um valor determinado no contrato”, reforça no depoimento gravado em vídeo.
Outros delatores da Odebrecht confirmaram a versão de Márcio Faria, com a apresentação de documentos de pagamentos no Brasil e no exterior.
Herdeiro e ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht também falou sobre a reunião em depoimento à Lava Jato. Ele disse ter ouvido relatos de seus auxiliares de que houve pagamento indevido ao PMDB, mas falou não saber valores.
E afirmou que foi questionado sobre a irregularidade pela então presidente da Petrobras Graça Foster e pela própria presidente Dilma Rousseff, que, segundo ele, queria saber se Temer estava envolvido.
Marcelo disse ter relatado às duas que integrantes do PT também receberam propina no caso, o que segundo ele, serviu como um freio para ambas. “Quando coloquei o assunto PT, desarmei a questão. Como iam conduzir [eventual investigação] se o partido dela [Dilma] estava envolvido?”, disse o empresário no depoimento.
OUTRO LADO
A Secretaria Especial de Comunicação da Presidência afirmou em nota que “o presidente Michel Temer jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria” e que “o presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos”.
“[Temer] Nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros”, diz a resposta, afirmando que a narrativa do ex-executivo “não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta”.
“Nunca aconteceu encontro em que estivesse presente o ex-presidente da Câmara, Henrique Alves, com tais participantes. O que realmente ocorreu foi que, em 2010 na cidade de São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha.
A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. Isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião”, diz a nota.
Preso em Curitiba sob acusação de envolvimento no esquema da Petrobras, Eduardo Cunha chegou a fazer um questionamento formal em sua defesa sobre se Temer tinha conhecimento de “alguma reunião sua [dele] com fornecedores da área internacional da Petrobras com vistas à doação de campanha para as eleições de 2010, no seu escritório político, juntamente com o sr. João Augusto Henriques”.
O juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato na primeira instância, indeferiu essa e outras 20 questões que não foram encaminhadas a Temer pois, segundo o magistrado, eram “inapropriadas”.

Assinam a reportagem os jornalistas

RANIER BRAGON, CAMILA MATTOSO, BELA MEGALE, LETÍCIA CASADO, DÉBORA ÁLVARES, MARINA DIAS e BRUNO BOGHOSSIAN

13 de abril de 2017 às 8:30

Governo Robinson e gestão Rosalba em Mossoró não estão na mira das investigações [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Não é o Governo Robinson Faria que  vai ser investigado.

Também não é a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini, de Mossoró.

O noticiário sobre a Odebrecht citando “o governador Robinson Faria” e a “prefeita Rosalba Ciarlini”, deixou no ar a dúvida sobre o rumo da investigação pedida pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot e acatada pelo relator da lava-jato, ministro Edson Fachin.
Da forma como se tem divulgado, parece que o investigado será o ‘governador’, e não o candidato a vice-governador em 2010.

Da forma como se tem divulgado, parece que a investigada será a ‘prefeita’, e não a candidata ao Governo em 2010.
A investigação se dará a uma possível doação da Odebrecht, de 350 mil reais à candidata Rosalba Ciarlini, à época filiada ao DEM.

É assim que está no inquérito.

Não existe um valor determinado para Robinson, que se hoje não fosse governador talvez nem tivesse sido citado.
Era vice da candidata, pai do candidato a deputado Fábio Faria, citado como tendo recebido doação de 100 mil.
Segundo o inquérito, a doação se dava em troca de realização de PPP para obras de saneamento onde a beneficiada seria a Odebrecht Ambiental.
Por aqui não se teve notícia até hoje dessa tal PPP…

E as obras de saneamento que começaram no governo Rosalba e seguem no Governo Robinson Faria – outro governo – não tem dinheiro de empresas.

São tocadas com dinheiro público, do governo federal.
Rosalba, mesmo citada com valor de doação, disse que nunca recebeu dinheiro da Odebrecht…

Robinson, que é citado, mas sem valor de doação, menos ainda.
A doação aos dois será investigada pelo STJ.

13 de abril de 2017 às 6:02

Presidente da Câmara homenageia 24 anos de Candelária [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Um dos bairros mais tradicionais da cidade, Candelária, foi homenageado na Câmara Municipal de Natal na noite desta quarta-feira (12).

Por iniciativa do presidente da Casa, vereador Raniere Barbosa (PDT), a sessão solene agraciou personalidades que prestam serviços  em prol do bairro.

Presentes à solenidade os vereadores Preto Aquino (PEN), Nina Souza (PEN), Franklin Capistrano (PSB) e Robson Carvalho (PMB).

“O bairro Candelária faz parte da cidade de Natal, me sinto feliz que a Casa legislativa fez essa justa homenagem. É uma comunidade que tem perfil e vocação, não apenas residencial, mas com uma economia muito potencializada. Diante da topografia, o bairro fica no coração de Natal. É neste encontro entre passado e presente, mas sem perder de vista o futuro, que homenageamos os 24 anos do bairro da Candelária e os moradores que ajudaram a construir sua história de sucesso. Um lugar que é exemplo de crescimento, fé e trabalho. Me sinto honrado de poder valorizar e reconhecer esse bairro de grande representatividade para todos nós”, disse Raniere Barbosa.