Holiday

Thaisa Galvão

14 de abril de 2017 às 9:46

Quem quer dinheiro? [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Pergunta besta de feriadão:

Se a Odebrecht contabiliza tantos milhões doados, mas os citados como beneficiados com a dinheirama dizem que nunca receberam um tostão, aonde foi parar tanto dinheiro?

A empresa distribuiu essa ruma de dinheiro…e ninguém quis?

14 de abril de 2017 às 9:36

Vídeo de Temer lendo teleprompter não convenceu [1] Comentários | Deixe seu comentário.

O presidente Michel Temer bem que poderia ter ficado só na nota mesmo ontem, após ser citado em delação como partícipe de uma reunião onde foi sacramentada a propina de 40 milhões para o PMDB.

A nota do Palácio do Planalto era suficiente, mas Temer precisava fazer besteira.

E fez.

Gravou um vídeo que não convenceu nem a ele mesmo.

Pior que o vídeo foi aprovado pela sua equipe de marketing, que deve ter especialista em televisão.

Pois ontem esse especialista certamente estava de férias, já tinha viajado para curtir o feriado de páscoa.
No vídeo que se espalhou pelas redes sociais, Temer mais parece um estagiário no estúdio de TV lendo um texto no teleprompter.

Nenhuma palavra convencia porque todas pareciam lidas.

Sem sentimento.

E sem sentimento, o que ele quis dizer para se defender, caiu em desgraça.

Temer não deve ter convencido nem Michelzinho, o filho pequeno que aprova ou desaprova as peças de marketing do seu governo/
Acho que faltou mostrar o vídeo a Michelzinho antes de botarem no ar.

Certamente Michelzinho não teria aprovado o desastre do pai.

Confira:

14 de abril de 2017 às 9:19

Para presidente da Fiern, quem se diz contra reforma da Previdência não apresenta proposta alternativa [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte – FIERN – Amaro Sales, sobre a reforma da Previdência:

Qual é a proposta?
O debate sobre a reforma da Previdência Social está dominando a pauta nacional. A discussão é legítima e necessária. Tornou-se, contudo, ideológica em alguns momentos e vazia – pela desinformação – em outros. 
Os que são contrários, obviamente, torpedeiam a proposta do Governo Federal, mas, em regra, não apresentam uma proposta alternativa. O Governo, por sua vez, não tem conseguido transmitir a população o quanto é grave o atual momento da Previdência Social.
A Confederação Nacional da Indústria, por sua vez, avalia imprescindível a medida, considerando o equilíbrio das contas públicas e a necessidade de pagamento das aposentadorias e pensões aos brasileiros. Ademais, as regras previdenciárias precisam abalizar a evolução demográfica e o processo de envelhecimento da população. 
Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) neste sentido indicam que a expectativa de vida do brasileiro passou de 69,8 anos em 2000 para 75,5 anos em 2015. Segundo projeções feitas, em 2030, os idosos serão 13,44% dos brasileiros. 
Se o déficit, portanto, já é gigantesco, o quadro tende a se agravar ainda mais e o sistema objetivamente entrará em colapso nos próximos anos. A previsão para 2017 é um déficit de 181 bilhões de reais. É muito dinheiro! Aliás, além de significativo, é um déficit crescente que gera um desequilíbrio nas contas públicas e ameaça a estabilidade da economia brasileira. Podemos melhorar a gestão, conter desvios, melhorar controles, mas não há conta que feche se a arrecadação não for maior, ou igual, a despesa. Daí, inclusive, uma pergunta a quem é contra a reforma da Previdência: qual é a proposta, afinal, para enfrentarmos o déficit e permitimos que amanhã tenhamos aposentados e pensionistas pagos?
Não menos graves, aliás, gravíssimas, e motivo de preocupação, são as situações das previdências estadual e municipal. Estado e municípios passam pelos mesmos problemas estruturais que, se não forem enfrentados com coragem e determinação trarão consequências trágicas para a população. Soluções paliativas como temos visto até agora, comprometem o futuro das novas gerações.
Por isso, antes de um discurso puramente ideológico ou corporativista, precisamos fazer a conta certa e, sobretudo, valorizar o segurado, contribuinte, empreendedor, enfim, entender que a arrecadação de impostos, contribuições ou taxas depende do esforço de muitas pessoas e empresas. 
A Previdência Social, importante para todos nós, não pode sofrer um colapso definitivo. Para tanto, além das reformas necessárias, cujas novas regras devem provocar mudanças, sobretudo nas corporações funcionais melhor remuneradas, as empresas não podem suportar novos encargos. Os empreendedores já pagam a conta que podem pagar! No mais, preservados os mais pobres, o debate precisa apontar soluções, reconhecendo que a idade mínima e o tempo de contribuição serão maiores. Diante da gravidade do problema, as medidas de equilíbrio terão de ocorrer agora.
Amaro Sales de Araújo, industrial, Presidente da FIERN e do COMPEM/CNI
*
Do Blog – A sugestão pequenininha do Blog para o tema tão importante: taxar grandes fortunas e cobrar das grandes empresas e grandes indústrias o que elas devem à Previdência.

Por que o povo, que já é quem paga tudo, tem que pagar mais essa conta?

E com um detalhe: pagar com a dignidade.

14 de abril de 2017 às 8:53

Odebrecht diz que Palocci começou a pedir doação para pleitos municipais em 2008, quando Lula veio a Natal ‘destruir’ Agripino [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Uma coisa que chamou atenção no depoimento de Marcelo Odebrecht no dia 10 passado, se referindo a doações de campanha para o PT:
Ele disse que o ex-ministro Palocci começou a lhe pedir doações em 2008, justificando que o PT tinha algumas demandas nas eleições municipais.

Odebrecht chegou a dizer que poderia ser a campanha de Marta Suplicy para a Prefeitura de São Paulo, e afirmou que teria dito a Palocci que em 2008 não faria doações, deixando para 2010, quando haveria pleito presidencial, maaaasss…se ele já quisesse ir usando o dinheito – o pedido era 18 milhões – ele descontaria nas eleições seguintes.
Marcelo Odebrecht não concluiu o raciocínio.

Não disse se adiantou algum dinheiro…

Mas, em 2008, todo mundo sabe que todo mundo sabe, que o interesse número 1 do então presidente Lula era a capital do Rio Grande do Norte.

Não porque ele estaria determinado a eleger a hoje senadora Fátima Bezerra (PT), para a prefeitura de Natal.

Em 2008 Fátima foi candidata.
O que Lula queria mesmo, e para ele deve ter sido caro tentar pôr em prática seu plano, era “destruir” o senador José Agripino Maia. Era “destruir” o DEM.

Destruir: palavra do próprio Lula nas entrevistas e discursos que fazia na época em que rebatia o entrevero ocorrido entre Agripino e a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Tanto que veio a Natal, subiu num palanque munido de algo mais do que um discurso pronto – à época se falou em goles a mais – atacou Agripino e atacou a candidata Micarla de Sousa, que poucos dias depois do discurso descontrolado de Lula, ganhou a eleição no primeiro turno derrotando a candidata do PT, Fátima Bezerra.
Então, se Palocci usou dinheiro da Odebrecht na campanha de Natal em 2008, certamente esse dinheiro chegou por aqui como dinheiro do PT, porque não há citações ao nome de Fátima nem de ninguém do partido.
Só uma delação de Palocci detalharia essas demandas do PT em 2008 citadas na delação de Marcelo Odebrecht.
Citei o caso só para complementar a revelação de Marcelo Odebrecht sobre demandas do PT em 2008.

A maior era Natal.

E ponto.