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Thaisa Galvão

15 de abril de 2017 às 9:40

PF quer rastrear repasses em dinheiro vivo e Procuradoria pede dados de acesso à casa de Michel Temer [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha:

 

Lava Jato prioriza mapear repasses de dinheiro vivo em propina

 

CAMILA MATTOSO

BELA MEGALE

DE BRASÍLIA

 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal já têm a primeira etapa de investigação traçada para tentar comprovar os relatos de delatores da Odebrecht de que houve pagamentos de caixa dois e propina em dinheiro vivo a políticos.

 

Os investigadores querem mapear onde, quando e como ocorreram as entregas de dinheiro em espécie informadas pelos executivos. Um dos maiores desafios agora será comprovar os pagamentos realizados em moeda.

 

A PF vai solicitar, por exemplo, o registro de controle de entrada no dia 28 de maio de 2014 no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República, onde vive o hoje presidente Michel Temer.

 

O pedido faz parte de diligências autorizadas pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, na investigação sobre os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), acusados de receber propina.

 

Naquele data de maio de 2014, ocorreu jantar em que Temer e Padilha teriam discutido com Marcelo Odebrecht doação ao PMDB em 2014 –o valor entregue teria sido de R$ 10 milhões, em espécie.

 

A polícia, a pedido da Procuradoria-Geral da República, vai atrás de informações sobre possíveis encontros do ex-executivo da Odebrecht Henrique Valladares com Edison Lobão (PMDB-MA), senador e ex-ministro de Minas e Energia, outro apontado como destinatário de propina em dinheiro vivo. A PF vai pedir registros dos acessos ao ministério e ao Senado.

 

Também receberam recursos desta maneira, por meio de intermediários, segundo os delatores, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB), entre outros.

 

Ao menos 166 citados nos depoimentos serão intimados a depor a partir da próxima semana. A lista inclui políticos alvo de inquéritos, autoridades não investigadas, além de empresários, operadores, entre outros que vão falar como testemunhas.

 

O advogado José Yunes, ex-assessor de Temer e personagem do episódio dos R$ 10 milhões da Odebrecht ao PMDB, será chamado a depor.

 

Levantamento da Folha aponta que a PF terá de cumprir mais de 240 medidas neste primeiro momento, excluindo as que se referem a dados telefônicos, fiscais e bancários, mantidos sob sigilo.

 

A polícia tem reforçado seu efetivo em Brasília, sobretudo em razão da possibilidade de novas operações decorrentes desses inquéritos.

 

A polícia vai rastrear ações parlamentares em tramitações de medidas provisórias que interessavam à empreiteira –nas delações, os executivos apontam esquema de contrapartidas em troca da aprovação de projetos de interesse do grupo.

 

Os investigadores querem ainda obter informações sobre voos, hospedagens e registros de entradas e saídas em órgãos públicos, como Congresso, Ministério da Integração Nacional e Secretaria de Aviação Civil.

 

Outra medida autorizada por Fachin trata da obtenção de registros de presença do ex-diretor da Odebrecht Sérgio Neves, hoje delator, e de outros funcionários da empreiteira na concessionária Minas Máquinas, em Belo Horizonte, ligada a Oswaldo Borges. Ele é apontado como operador financeiro do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em obras da Cidade Administrativa, que abriga a sede do governo mineiro.

 

Na lista de políticos investigados no Supremo, há 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados.

 

Do total de pessoas que serão intimadas pela PF, cerca de 100 são políticos.

 

Ex-funcionários da Odebrecht também serão chamados para novos depoimentos em que detalharão os casos delatados por eles. O patriarca do grupo, Emílio Odebrecht, e seu filho Marcelo estão na lista.

15 de abril de 2017 às 9:34

Explicado porque ex-deputado potiguar será investigado pela justiça do Piauí [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Explicado porque os ex-deputados Geddel Vieira Lima e Henrique Alves, ambos do PMDB, serão investigados pela Justiça Federal do Piauí.

Os dois, sem foro privilegiados, foram remetidos à Justiça piauiense pelo relator da lava-jato, ministro Edson Fachin.

 

Com base na delação premiada dos ex-executivos Ariel Parente Costa, João Antônio Pacífico Ferreira, Cláudio Melo Filho e Paulo Falcão Corrêa Lima Filho, os dois teriam recebido suposto pagamento indevido de vantagens para a obra dos Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba, no ano de 2008.

 

Geddel, que era ministro da Integração Nacional entre 2007 e 2010, teria recebido R$ 210 mil.

Já Henrique, que presidia a Câmara dos Deputados entre 2013 e 2015 e foi ministro do Turismo no ano passado, teria ganho R$ 112 mil.

Documentos que atestariam a troca de e-mails entre as empresas e os políticos são mencionados como provas.

 

O projeto de irrigação teve concorrência vencida pelo consórcio formado entre a Odebrecht e a construtora Queiroz Galvão.

15 de abril de 2017 às 2:52

Delator da Odebrecht sobre Robinson Faria: “O candidato a vice não participou” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Divulgado o vídeo com a delação do ex-executivo da Odebrecht Ambiental, Alexandre Barradas, que cita o governador Robinson Faria (PSD), a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP) e o deputado federal Fábio Faria (PSD).

Barradas explicou que pretendia chegar ao Rio Grande do Norte com projeto de saneamento, feito depois de ter pesquisado sobre a necessidade do Estado, e foi apresentado ao deputado federal Fábio Faria, que seria o caminho mais curto entre a empresa e o Estado.

Barradas conta como conversou com Fábio, como veio a Natal, explica a conversa reservada que teve com a então candidata ao Governo, Rosalba Ciarlini, sua conversa sem detalhes com o então candidato a vice, Robinson Faria…

 

O delator diz que Rosalba se empolgou com o projeto apresentado de saneamento, e que não falou nada sobre ajuda de campanha.

Disse que na cabeça dela se passava uma coisa e na dele, outra coisa…

Que o codinome dela na Odebrecht Ambiental era DAMA.

 

O delator também declarou que a ajuda de campanha não passou por Robinson.

“O vice não participou”, disse o delator.

Também relatou que após a vitória voltou a Natal, foi ao gabinete da governadora, e ela teria se mostrada “apática” ao assunto, dizendo que não tinha como executar o projeto.

 

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