Holiday

Thaisa Galvão

10 de julho de 2017 às 17:21

Fiern e Sebrae vão lançar programa de inovação industrial [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A nova edição do Procompi (Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias), no Rio Grande do Norte, será lançada na quarta-feira no Espaço Cultural Candinha Bezerra, da Casa da Indústria, a partir das 8h30. 
Trata-se de uma iniciativa com ações para a inovação empresarial e melhoria das condições de desenvolvimento sustentável. 

Nesta edição, cinco setores da economia do Estado serão beneficiados, com investimentos de aproximadamente 1 milhão de reais.

O Procompi é um programa de apoio à competitividade, resultante de uma parceria entre o Sistema Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). 
No Rio Grande do Norte, o programa que é executado pelo IEL e pelo Sebrae, é desenvolvido desde 2004 e agora irá para a quarta edição, e será executado nos setores de água mineral, cerâmica vermelha, gráfico, reciclagem e polpas de frutas. 

Em cada um desses segmentos, vinte e cinco empresas deverão ser beneficiadas.
Para a superintendente regional do IEL, Maria Angélica Teixeira, há uma série de projetos e ações que melhoraram as condições de competitividade das empresas que participam do Procompi. 

O projeto inicia com um diagnóstico para identificar como o setor está posicionado no que diz respeito ao mercado. 
“Desde 2014 o setor de água mineral participa do Procompi, que é uma oportunidade para avançar na profissionalização das empresas e seus colaboradores, além da modernização. Com esse programa, houve uma mudança de cultura no período”, afirma o primeiro tesoureiro da Fiern, Roberto Serquiz.
O lançamento terá a presença da coordenadora nacional do Procompi, Suzana Peixoto e dos diretores da Federação das Indústrias, além de dirigentes dos sindicatos de setores industriais e de empresários dos segmentos envolvidos.

10 de julho de 2017 às 8:48

Ex vice-prefeito de Lucrécia, Chico Duarte é assassinado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Assassinado hoje em Lucrécia o empresário e ex-vice prefeito do município, Chico Duarte.

Dois homens em um carro com placas de Pernambuco chegaram e atiraram quando ele entrava em um pequeno comércio em uma rua próxima à casa dele hoje por volta das 6h.

Chico é irmão do ex-secretário municipal de São Gonçalo, Hélio Duarte, que foi servidor da secretaria de Planejamento do estado, quando o titular da pasta era Vagner Araújo.

10 de julho de 2017 às 7:46

Em entrevista à Folha, Renan Calheiros diz que não tem medo de ser preso [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O senador cara-de-pau Renan Calheiros (PMDB, claro), que tem mais de 10 processos, já é réu em um, que renunciou ao mandato de presidente do Senado em 2007 para não ser cassado por corrupção, se acha no direito de criticar…e até de dizer quem pode salvar o Brasil do barco que ele mesmo ajudou a furar.

Pode?

No Brasil tudo pode.

Renan é o entrevistado de hoje da Folha.

O Blog reproduz.

‘O governo Temer já foi; Maia pode ser uma saída’, afirma Renan Calheiros
TALITA FERNANDES
Líder da bancada do PMDB no Senado até o final de junho, Renan Calheiros (AL), 61, diz que “ninguém aguenta mais o governo” e aponta o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como possível condutor da “inevitável travessia”.
Apesar de ser do partido do presidente Michel Temer, o senador bate de frente com o correligionário e é um dos principais críticos da reforma trabalhista.
“Querem tirar de qualquer forma o piloto porque a turbulência está cada vez mais insuportável, ninguém aguenta mais”, afirma o senador, em sua primeira longa entrevista após deixar o comando da bancada.
Renan é alvo de mais de dez investigações e uma denúncia na Lava Jato, além de ter renunciado em 2007 ao comando do Senado sob a suspeita de ter despesas privadas bancadas pela empreiteira Mendes Júnior.
Em uma das primeira críticas a Temer, em abril, ele comparou a gestão peemedebista à seleção do Dunga.
À Folha disse que gostaria de se retratar: “Dunga foi um vencedor, não é oportunista, é sério, foi tetracampeão e, como treinador, conquistou vários títulos. Dunga não merecia, sinceramente, essa comparação”.
*
Folha – Governistas dizem que as suas críticas ao Planalto se dão por sua situação eleitoral difícil em Alagoas. O senhor vai ser candidato ao Senado em 2018?
Renan Calheiros – Deverei sim disputar mais um mandato de senador. Não acredite nessas notícias plantadas de que tenho dificuldades para reeleição. Isso é o que o governo gostaria que acontecesse. Mas as pesquisas, as verdadeiras, mostram o contrário.
Especula-se que o sr. articula aliança para apoiar possível candidatura de Lula em 2018. O sr. vai apoiá-lo? Há inclusive a possibilidade de ele ser preso.
Na política não se dá o direito de descartar ninguém que partilha do mesmo objetivo. Eu acompanho essas coisas pelo noticiário e já foi mais fácil condenar o Lula. Não vai ser tão fácil como alguns esperavam. Para que se possa olhar o cenário futuro com mais nitidez, precisamos saber quem será candidato, quem estará na presidência da República e, falando do quadro atual, por mais pavoroso que seja, quem estará solto. Vivemos, como disse o ministro [do STF Luís Roberto] Barroso, tempos fora da curva.
O sr. não teme ser preso?
Não. Eu fui citado por delatores presos que sequer me conheciam. Não há uma prova contra mim. Em função do cargo que eu representava, a chefia de um Poder [o Legislativo], circunstancialmente passei a ser multi-investigado. Eu não temo nada. Medo só atrapalha nessas horas.
Por que o sr. critica o governo dizendo que Temer se deixou levar pelo mercado?
Foi o maior equívoco defender uma agenda unicamente do mercado. O presidente, pela circunstância, foi colocado na cadeira de piloto de um avião sem plano de voo, sem saber de onde estava vindo nem para onde estava indo. Lá atrás os passageiros estavam aguardando sinais do comandante. Ele disse: ‘Fiquem calmos, temos um rumo, devemos chamá-lo de ponte para o futuro e vamos rapidamente, sem sobressaltos, chegar lá.’ Num primeiro momento, foi alívio e alguma esperança. Aí acontece um desastre: o avião entra numa tempestade e um raio fora do radar atinge as duas asas. O avião fica sem asas e sem turbina, o comandante passa a navegar por instrumentos e quem tenta alertá-lo passa a ser considerado inconveniente. Ele continua com a mão no manche, pisa cada vez mais fundo, e os passageiros começam a perceber que o comandante não tem noção do que acontece fora da cabine e o que querem fazer é tirar de qualquer forma o piloto porque a turbulência está cada vez mais insuportável. Ninguém aguenta mais.
Por isso esse sentimento de que o governo já foi. Não devemos descartar o Rodrigo Maia como alternativa constitucional e como primeiro e decisivo passo para essa inevitável travessia que nós deveremos ter de fazer.
O nome de Rodrigo Maia tem aparecido como sucessor de Temer. O sr. o apoia para essa transição?
Em regra geral, independentemente de partidos, quase todos apoiam uma saída. Porque a turbulência está insuportável. O Rodrigo parece um bom político. Tem sido fundamental nos últimos anos pelo equilíbrio e responsabilidade que demonstra. Acho que ele não pode ser descartado. Talvez nós tenhamos que contar com sua participação nessa travessia.
Após ameaças de que seria destituído do cargo, o senhor deixou a liderança do partido. O que pesou para isso?
O PMDB é o maior partido do Brasil, mas tem se fragilizado com o estilo de Temer. Às vezes o presidente lida com o partido como se fosse uma imobiliária, como se pudesse ter dono. Eu jamais seria um líder de aluguel. Nunca tive e nunca terei senhorio. Por isso resolvi sair.
O senhor já sugeriu a renúncia de Temer, mas ele não dá sinais de que fará isso.
É preciso construir uma saída. O problema de Temer é que ele sempre foi a ponta mais vistosa, mais diplomática de um iceberg. As investigações implodiram a parte que ficava abaixo da linha d’água. Na hora que a parte debaixo se desintegra, a de cima naufraga. O governo nasceu com uma razão questionável do ponto de vista político, que era reanimar a economia e estabilizar a política. Mas a política nunca esteve tão caótica e a economia continua desfalecendo. O governo parece um filme de terror. As pessoas foram ver um entretenimento e estão saindo desesperadas com um filme pavoroso. Foram ver o Batman e o Charada dominou a cena.
Sobre o iceberg, o sr. se refere a pessoas como o ex-deputado Eduardo Cunha?
Acho que o papel do Eduardo Cunha na política brasileira foi deletério. Tinha uma visão completamente distorcida da política e da representação. Isso foi terrível do ponto de vista do abuso do poder, da chantagem com atores econômicos. Michel, que era o líder dessa facção, foi alertado em vários momentos.
E o senhor teme ser alvo de uma delação de Cunha?
Não acredito, porque nunca tive relação com ele. Cuidadosamente não permiti jamais que ele se aproximasse de mim.
O sr. é alvo de mais dez inquéritos no Supremo, mas nega as acusações. Não entende que errou em algum momento?
Apesar de suposições e o que dizem as delações a meu respeito, sigo absolutamente tranquilo e prestando todas as informações à Justiça. A primeira [investigação] já foi arquivada e as demais certamente terão o mesmo desfecho. Não há nenhuma prova contra mim. Eu nunca recebi caixa dois nem propina. Nesses anos em que estive no Parlamento sempre resisti a isso.
Mas é fundamental que nós façamos uma mudança profunda na política. Entendo que numa circunstância que o país não tem dinheiro para emitir passaporte, a sociedade entenderá melhor um financiamento privado com regras que impeçam o doador de se tornar dono das campanhas e partidos do que financiamento público.
A indicação de Raquel Dodge para a PGR é vista como possibilidade de mudança da Lava Jato num antagonismo ao rigor do procurador-geral, Rodrigo Janot?
Com mais de 20 anos no Senado, participei de inúmeras apreciações de nomes para PGR e vou me comportar como sempre: de maneira institucional. Acho que ela será aprovada e fará uma brilhante sabatina. Qualquer procurador-geral vai ter que participar de um processo para regulamentar e ampliar a segurança jurídica da própria operação, sob pena de produzir problemas junto ao STF. Pela liderança que demonstra, ela tem condições de cumprir um excepcional papel.
Como vê a denúncia contra Temer e o fato de um aliado dele ter sido flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil?
Não vou entrar na denúncia, nessa agenda, porque eu entendo que todos os governos, em algum momento, sofrem esse tipo de acusação em algum grau. Eu sei que é isso que mais indigna a população, mas se eu quiser fazer uma análise mais distante, mais isenta, com mais vontade de colaborar, a minha obrigação é de olhar as coisas com um distanciamento histórico. Portanto, nunca convivi com fatos tão graves. Com tantas pessoas presas, outras desesperadas se oferecendo para delatar. Pela gravidade, esse parece ser um caminho sem volta. Essa denúncia é séria. Vai ser entendida como tal pela Câmara dos Deputados.

10 de julho de 2017 às 7:21

Delações de Cunha e da Gol devem envolver Michel Temer em esquema de propina da empresa aérea [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha:
Delações de Cunha e da Gol podem detalhar crime em fundo FI-FGTS
WÁLTER NUNES
Centro das investigações que levaram à prisão de Geddel Vieira Lima, um dos ex-ministros mais próximos de Michel Temer, o fundo FI-FGTS nasceu com o objetivo aplicar o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço do trabalhador em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A medida, criada em 2007 pelo então presidente Lula (PT), parecia distribuir vantagens para todos os lados.
Numa ponta, o trabalhador lucraria com aplicações que prometiam render mais que os ganhos pagos no fundo tradicional. 

No âmbito geral, o país se beneficiaria do financiamento aos setores de transporte, habitação, energia e saneamento básico.
A Lava Jato mostrou, no entanto, que políticos do PMDB, liderados por Eduardo Cunha (RJ), e executivos e conselheiros da Caixa Econômica Federal, que administra o fundo, cobravam propina de empresários interessados em dinheiro do FGTS.
Além de Geddel (PMDB-BA), que foi vice-presidente de pessoa jurídica na Caixa entre 2011 e 2013, as operações Sepsis e Cui Bono? apontam a participação do ex-ministros Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do operador financeiro Lúcio Funaro, também presos, no esquema.
Até agora, todos negam envolvimento em crimes, mas tanto Cunha quanto Funaro negociam acordos de colaboração premiada.
Delatores da Odebrecht também relataram o pagamento de propina para que o fundo comprasse participações acionárias do braço ambiental e de transportes da companhia baiana e adquirisse certificados públicos que financiariam obras da empreiteira no Rio de Janeiro.
Entre as empresas acusadas de pagar suborno estão a Eldorado Celulose, de Joesley Batista, e a BR Vias, da família Constantino, dona da Gol Linhas Aéreas.
TEMER
As apurações resvalam em Temer, que não é oficialmente investigado no caso. 

Apontados como líderes do esquema, Cunha, Geddel e Henrique Alves foram aliados muito próximos do presidente.
Cunha incluiu Temer na sua lista de testemunhas e enviou a ele perguntas sobre sobre fatos investigados pela Polícia Federal. Fez questionamentos sobre um caso envolvendo Henrique Constantino, dono da Gol, que teria pago propina para conseguir um financiamento de R$ 300 milhões do fundo para uma de suas empresas, a BR Vias.
“Vossa Excelência conhece Henrique Constantino? Esteve alguma vez com ele? Qual foi o tema? Tinha a ver com algum assunto ligado ao financiamento do FI-FGTS?”, perguntou Cunha. 

No relatório da operação Cui Bono? a Polícia Federal mostra trocas de mensagens de celular entre Cunha, Funaro, Geddel e o ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto operando em favor da BR Vias.
Constantino negocia há meses um acordo de delação em que pretende contar que pagou R$ 10 milhões em propina em troca da liberação do financiamento para a BR Vias. 

Um dos anexos da proposta relata que após negociar o suborno com Cunha, Constantino reuniu-se com Temer para validar o acordo.
Segundo Constantino, Cunha não falou de propina nesse encontro, mas sim de apoio do empresário ao grupo político de Temer. 

O encontro aconteceu em 2012 e não constou da agenda oficial do então vice-presidente.
FRAGILIDADE
O patrimônio do fundo somou R$ 31,9 bilhões no final de 2015, data do último relatório disponível. Levantamento feito a partir de um sistema da Receita Federal aponta que grande parte das cerca de 800 empresas processadas pelo Leão em razão da Lava Jato, devedoras de R$ 10 bilhões, tinha contratos com o FI-FGTS.
Segundo o economista Claudio Frischtak, a corrupção foi facilitada pela fragilidade dos mecanismos de controle da instituição. “Transparência é fundamental. 

As propostas devem ser publicadas com antecedência e as pessoas devem poder questionar antes de o investimento ser feito”, diz.
Frischtak defende que o fundo é uma boa iniciativa. “É realmente uma discussão oportuna saber o que fazer para que o dinheiro do trabalhador tenha um rendimento melhor. É preciso olhar para frente, entender o que precisa ser feito para que não haja desvios”, afirma.