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Thaisa Galvão

9 de setembro de 2017 às 9:35

Repórter da BBC de Londres traça perfil de Geddel Vieira dos tempos de estudante ao bunker de 51 milhões em dinheiro vivo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da BBC


Quando adolescente, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), preso preventivamente pela segunda vez na manhã desta sexta-feira, profetizava que iria seguir os passos do pai.

“Vou ser político”, dizia aos colegas do colégio Marista, em Brasília. Entre eles estava Renato Russo (1960-1996), vocalista da banda Legião Urbana – que, segundo o livro Renato Russo: O Filho da Revolução, do jornalista Carlos Marcelo, considerava Geddel “insuportável”.

Dono de uma verborragia peculiar, o baiano cumpriu a promessa feita quando estudante, mas construiu uma carreira repleta de embates e escândalos. Foi de suposto anão do orçamento a gigante do bunker de R$ 51 milhões, como sintetizou a manchete o jornal paranaense A Gazeta do Povo, um dos vários a destacar a operação da Polícia Federal que encontrou a fortuna atribuída a ele em um apartamento em Salvador.
Em 27 anos de vida partidária, em que se manteve sempre filiado ao PMDB do presidente Michel Temer, já foi suspeito desviar recurso do Banco do Estado da Bahia, onde foi diretor na década de 1980, de ser um dos anões do orçamento nos anos 1990, de multiplicar o próprio patrimônio com dinheiro público em 2001 e de ter conduzido negócios ilícitos à frente do Ministério da Integração e em uma diretoria da Caixa.

Mais recentemente, foi acusado de tráfico de influência, corrupção, obstrução de Justiça e, agora, de manter os milhões guardados em malas e caixas em um imóvel emprestado – e que os levaram de volta à cadeia.

Geddel sempre negou todas as acusações que pesam sobre ele ao longo de quase 30 anos de carreira política. Após sua prisão nesta sexta, sua defesa afirmou em nota que só se manifestará quando tiver acesso aos autos.

Suíno, Babel, Percevejo de gabinete

Nascido em Salvador, Geddel cresceu em Brasília porque seu pai, Aprísio Vieira Lima, era deputado federal.

De acordo com o biógrafo de Renato Russo, Geddel chegava ao colégio dirigindo uma Opala verde e era considerado o palhaço da turma – sempre tinha uma piada na ponta da língua. No Marista, ganhou o apelido de Suíno.
Ao longo da vida, colecionou outros apelidos. Na lista da Odebrecht, aparece como “Babel”. Na agenda de Lúcio Funaro, um dos operadores investigados na Lava Jato, era identificado como “Carainho”.

Antes disso, em 2002, o ex-presidente Itamar Franco (1930-2011) o chamou de “percevejo de gabinete”. À época, o então governador de Minas criticava a postura de peemedebistas que se aliavam a governos em troca de cargos.

Geddel defendia então que o partido apoiasse a candidatura de José Serra (PSDB-SP) e rebateu Itamar, a quem chamou de “nômade partidário”.

Aliado tucano e petista

Formado em administração de empresas pela Universidade de Brasília, começou a carreira como assessor na Câmara dos Deputados. Antes de disputar uma eleição, foi para a Bahia, onde foi diretor do Baneb (o banco estadual), assessor da Casa Civil da Prefeitura de Salvador, diretor da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Em 1990, filiou-se ao PMDB, partido pelo qual foi eleito cinco vezes deputado federal e ainda é filiado. Na Câmara, foi parte da bancada liderada por Michel Temer e apoiou o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Em 2001, comprou briga com o então presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (1927-2007).

Naquele ano, ACM exibiu em seu gabinete o vídeo intitulado “Geddel vai às compras”, com imagens de propriedades e insinuações de que elas teriam sido compradas pelo peemedebista e seus familiares.

“Até as grandes figuras têm pecados. O único (pecado) que conheço do Luís Eduardo foi ter salvo o deputado Geddel na CPI do Orçamento, quando ele já estava fisgado”, atacou ACM, lembrando que, durante as investigações da CPI, na década de 1990, o nome de Geddel apareceu em uma lista de uma empreiteira ao lado de um percentual (4%).

Geddel foi absolvido das acusações de fraudar recursos do Orçamento da União.

Em resposta aos ataques de ACM, ele disse à época: ”Não quero mais esse fanfarrão mandando na República. Ele está morto. Com a morte do Luís Eduardo (deputado, filho de ACM, morto em abril de 98), ele perdeu a alma”, disse.

Em 2007, aceitou convite para ser ministro da Integração Nacional do governo Lula, depois de ter atuado como crítico contumaz do primeiro mandato do petista. Na gestão Dilma Rousseff, foi nomeado vice-presidente de Pessoa Jurídica na Caixa Econômica Federal, cargo que ocupou entre 2011 e 2013, depois de ficar sem mandato – perdeu as eleições baianas para o Senado para Otto Alencar (PSD).

Em 2015, já fora do governo, passou a ser um crítico ferrenho da gestão petista. Num protesto contra a corrupção em março de 2015 no Farol da Barra, em Salvador, disse a uma emissora de TV: “Ninguém aguenta mais tanto roubo. Isso deixou de ser corrupção, isso é roubo”.

“É assalto aos cofres públicos para enriquecer petistas”, reforçou.

Tão logo Michel Temer assumiu interinamente, em maio de 2016, Geddel foi alçado a ministro da Secretaria de Governo. Meses depois, porém, foi forçado a renunciar depois de ser acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo para liberar uma obra de seu interesse.

Ele cobrava, disse Calero, um parecer favorável do Iphan (órgão responsável pelo patrimônio) para autorizar um projeto em uma área protegida de Salvador, no qual teria adquirido um imóvel.
Lágrimas

Desde que deixou o governo Temer e, portanto, perdeu o foro privilegiado, Geddel passou a ser alvos de inquéritos e foi denunciado pelo Ministério Público.

Em um dos processos, é supeito de participar de um esquema de pagamento de propina por parte de empresários em troca de facilitação ou liberação de créditos da Caixa no período em que era diretor.

Preso pela primeira vez no início de julho, chorou ao ouvir de um juiz federal que ficaria preso por tempo indeterminado. Dias depois, conseguiu uma liminar concedida por um desembargador federal para converter sua prisão preventiva em domiciliar.

Nesta semana, a Polícia Federal descobriu malas e caixas de dinheiro num apartamento que estaria sendo usado por ele para esconder R$ 51 milhões.

Além das impressões digitais do ex-ministro identificadas pela polícia no dinheiro, uma fatura em nome de uma funcionária dele motivaram o Ministério Público Federal a pedir novamente sua prisão.

Após ser preso, Geddel foi levado para o aeroporto de Salvador, de onde seguiria para Brasília. Uma viagem que fez inúmeras vezes nas últimas décadas – mas certamente com um gosto bastante diferente.

9 de setembro de 2017 às 9:10

Governador começa o sábado tomando café na Central da Agricultura Familiar [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Acompanhado do secretário de Agricultura do Estado, Guilherme Saldanha, o governador Robinson Faria tomou café da manhã hoje na Central da Agricultura Familiar.

E registrou nas redes sociais:

9 de setembro de 2017 às 7:54

Assessor de imprensa do Walfredo Gurgel, jornalista Marcelo Soares mostra como perdeu 33 quilos em 6 meses [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do G1-RN
‘Achei que era impossível’, diz jornalista que perdeu 33kg em seis meses
Potiguar Marcelo Soares readequou a alimentação e começou a fazer exercícios físicos rotineiramente. A meta é perder o total de 40kg até dezembro.
Rafael Barbosa

Alguns meses para mudar as práticas alimentares e cotidianas de uma vida inteira. Esse era o desafio do jornalista potiguar Marcelo Soares, de 44 anos, que perdeu 33 quilos entre março e setembro, depois de decidir readequar a alimentação e fazer exercícios físicos diariamente. “Achei que era impossível”, relata.

Tudo teve início por causa de problemas de saúde. Marcelo conta que no início do ano começou a ter muitas dores na coluna e nas pernas. O diagnóstico foi rápido: era o peso. O corpo não estava suportando. Com 144 quilos, à época, o jornalista nunca havia se preocupado com o que a balança lhe dizia.

“Nunca havia me incomodado. Incomodava as pessoas, que me falavam para não comer isso, ou aquilo, para não beber isso, ou aquilo. Mas a partir desse momento passou a me incomodar, com as dores”, lembra.

Marcelo Soares é assessor de imprensa da maior unidade hospitalar pública do Rio Grande do Norte, e foi lá, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, onde encontrou a primeira ajuda. “Procurei a nutricionista do Walfredo, que me passou uma dieta”, conta.

Já iniciando as mudanças alimentares, o jornalista ainda não tinha começado com os exercícios. Até que se deparou com a novidade de que ali, perto do trabalho, iria abrir uma academia de musculação. Matriculou-se.

“O instrutor perguntou meu peso e, quando eu disse, ele respondeu: ‘vamos perder 40 quilos’. Eu respondi ‘é impossível’. Mas, aos poucos, ele foi me mostrando que não era”, relembra.

As mudanças na alimentação e a adesão à prática esportiva tiveram início há seis meses. Além dos 33 quilos eliminados, Marcelo Soares diz que a maior evolução foi na qualidade de vida. “As taxas (hemograma) estão todas normalizadas. Eu tive que reaprender a comer. Junk food é ótimo. Pizza? Eu amo! Mas preciso saber quando posso ou não comer. Eu ainda tenho a cabeça de gordo, tenho vontade, mas eu resisto”, diz.
Segundo ele, hoje fica ansioso quando chega perto da hora de ir para a academia. O cardápio continua regrado pela nutricionista, e Marcelo não pretende parar. A meta é de perder o total de 40 quilos até dezembro. “Agora só faltam sete”, comemora.

“Você pode mudar de vida. Qualquer pessoa pode chegar onde cheguei. Qualquer pessoa pode ultrapassar o que já alcancei. Basta querer! Querer de verdade. Não porque alguém te enche diariamente o saco para não comer/beber isso ou aquilo. Não porque alguém te tira o juízo para você fazer uma cirurgia que depois só vai te fazer mal. Mude por você, faça por você! Por mais ninguém!”, finaliza.

9 de setembro de 2017 às 7:45

Ex-procurador termina de depor com pedido de prisão pronto [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Terminou a uma da manhã o depoimento do ex-procurador da República Marcelo Muller, acusado de orientar Joesley Batista e outros executivos da J&F a fechar acordos de delação premiada, no período em que ainda atuava na Procuradoria Geral da República.

Quando o depoimento de 15 horas terminou, Muller já tinha contra ele, mas em segredo de justiça, porém vazado, um pedido de prisão, o que irritou sua defesa.
“Por que esse pedido de prisão antes do depoimento? Pra que o depoimento, então? Dez horas de depoimento pra se ter um pedido (de prisão) pronto? As declarações dele (Miller) não interessam para o MP?”, questionou o advogado, André Perecmanis.
O áudio que o MPF teve acesso e que pode pôr fim à delação do J&F, foi gravado antes da saída de Miller da PGR. 

A gravação é de 17 de março, mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação Carne Fraca para investigar irregularidades cometidas por empresas do setor de carnes, incluindo a JBS do grupo J&F.

Muller é apontado como a pessoa que pode ajudar ao grupo, mesmo, juridicamente não podendo, já que era procurador da República.

9 de setembro de 2017 às 0:07

Está sob sigilo pedido de prisão da turma do Joesley [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do G1
Janot pede ao STF as prisões de Joesley, Saud e do ex-procurador Marcelo Miller
Pedido está sob sigilo – nem a Procuradoria-Geral da República nem o Supremo confirmam que foi enviado. Decisão caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta sexta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma ação cautelar, as prisões do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, de Ricardo Saud, executivo da empresa, e do ex-procurador da República Marcelo Miller.
O pedido está sob sigilo – nem a Procuradoria-Geral da República (PGR) nem o Supremo confirmam que foi enviado. A decisão sobre o pedido será tomada pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.
Se Fachin autorizar as prisões, o acordo de delação premiada firmado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da República deve ser rescindido. O termo de delação prevê que o acordo perderá efeito se, por exemplo, o colaborador mentiu ou omitiu, se sonegou ou destruiu provas. Sobre a validade das provas apresentadas, mesmo se os termos da delação forem suspensos, continuarão valendo – provas, depoimentos e documentos. Esse é o entendimento de pelo menos três ministros do Supremo – a rescisão do acordo não anula as provas.
Na segunda-feira (4), a PGR informou que novos áudios entregues pelos delatores da JBS indicam que o ex-procurador da República Marcello Miller atuou na “confecção de propostas de colaboração” do acordo que viria a ser fechado entre os colaboradores e o Ministério Público Federal (MPF). Ele também disse que os delatores podem ter omitido informações.
Nas novas gravações, entregues pelos próprios delatores à Procuradoria, Joesley e o executivo Ricardo Saud falam sobre a intenção de usar Miller para se aproximar de Janot. Joesley admitiu que se encontrou com Miller ainda em fevereiro, mas ele teria dito que já tinha pedido exoneração do Ministério Público.
Na quinta (7), Joesley, Saud e Francisco Assis, executivo do grupo J&F (controlador da JBS) prestaram novos depoimentos ao Ministério Público Federal, em Brasília. Nesta sexta, depôs Marcelo Miller, no Rio de Janeiro.