Thaisa Galvão

17 de setembro de 2017 às 7:19

Geddel deve delatar para não se tornar desnecessário [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Já é tida como certinha da silva nos gabinetes poderosos do Palácio do Planalto, a delação do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Há quem ache que o ex-deputado é frágil e vai abrir a boca.

Frágil nada. Geddel é esperto.

Até agora só há uma delação dentro do PMDB: a do doleiro Lúcio Funaro, que nem é do PMDB – apenas operador – e não conhece as entranhas do partido e de seus integrantes.

Porém, presos há mais tempo estão os dois ex-presidentes da Câmara e homens fortes do presidente Michel Temer, Eduardo Cunha e Henrique Alves.

Cunha já tentou delatar, mas nos anexos que apresentou, continuou escondendo as contas no exterior.

Henrique ainda continua tão silencioso que nem respira.

E juntando Cunha, Henrique e Geddel, a delação teria o mesmo teor, já que os três, mais Temer, são amigos de infância no PMDB.

Geddel não quer se tornar desnecessário.

Enquanto acham que ele é desequilibrado, o homem de 51 milhões de dólares é esperto.

Vai sair na frente e deixar na cadeia Cunha e Henrique, e se brincar, mandar para trás das grades o companheiro Temer.

E vamos combinar que uma delação de Geddel Vieira será aceita rapidinho pela força-tarefa da lava-jato.
É que os procuradores, a Polícia Federal, o STF e o Brasil todinho querem saber tudo sobre aquela dinheirama espalhada em um apartamento mantido por Geddel em Salvador.

O dinheiro do AP é só a ponta do iceberg.

Geddel teria muito mais a contar.

Foi ministro de Lula, auxiliar de Dilma, ministro de Temer.

Portanto, poder de fogo para entregar de uma só vez, 3 presidentes da República.

E como é antigo no poder, ainda chamuscar Fernando Henrique Cardoso.

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