Thaisa Galvão

29 de setembro de 2017 às 6:05

TST: Ministro potiguar Emmanoel Pereira diz que greve dos Correios é abusiva [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do Uol:
TST diz que greve nos Correios é abusiva, e empresa exige volta ao trabalho
O vice-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Emmanoel Pereira, declarou nesta quinta-feira (28) que a greve dos trabalhadores dos Correios é abusiva, porque começou quando a negociação coletiva entre patrões e os representantes dos trabalhadores ainda estava em andamento. 

Em nota, os Correios afirmaram que “diante da decisão, os empregados que aderiram à paralisação devem retornar aos seus postos de trabalho imediatamente”.
Com isso, deixa de valer uma liminar concedida na terça-feira (26) que determinava a manutenção de 80% das atividades dos Correios. A greve é realizada por parte dos sindicatos desde a semana passada.
Atividade de impacto na vida da população
Para o ministro, a situação é delicada, porque envolve uma empresa estatal que exerce atividade de impacto na vida da população. “Portanto, não vejo outro caminho que não seja reconhecer a abusividade da greve”, concluiu.
Portanto, segundo ele, “cabe ao empregador adotar as providências que entender pertinentes, conforme sua conveniência, partindo da premissa de que para tais trabalhadores não há greve, mas simplesmente ausência ao trabalho”.
Sindicatos contestam decisão
A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) contesta a decisão do TST e afirma que “em nenhum momento, a federação se absteve de realizar as negociações” com os Correios, “tendo reiterado a disponibilidade do Comando de Negociação”.
“A própria direção da empresa, por meio de nota, cancelou as negociações devido à deflagração da greve. Logo, a decisão dos empregados não é fato impeditivo para a continuidade do processo de negociação, conforme informado à direção dos Correios, anteriormente”, afirmou a Fentect, em nota.
A entidade disse, ainda, que “está estudando as medidas judiciais cabíveis”.

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