Thaisa Galvão

5 de janeiro de 2018 às 9:18

Folha do Estado tem mais inativos e pensionistas do que funcionários ativos [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Na reunião do governo com a bancada federal do Rio Grande do Norte, o secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira, apresentou números das finanças estaduais e expôs que as receitas de 2017 foram 1,57% menores do que as de 2016, com números atualizados pelo IPCA.

Em relação a 2014, as receitas diminuíram 5,25%.

Menor nas receitas próprias, em -1,87%; e menor nas transferências da união em 10,45%.

Já a folha de pessoal do Estado cresceu 23,45% de janeiro de 2015 para cá, sendo que, no mesmo período, a folha de inativos cresceu 78,6% enquanto que a folha de ativos diminuiu – 6,75%.

Hoje, o valor da folha de inativos e pensionistas é maior do que a de ativos, o que causa um desequilíbrio na previdência.

Pelos dados apresentados pelo secretário, o Estado tem 1,05 servidor ativo para cada inativo. Entre os inativos e pensionistas, 17,14% contribuem para a previdência.

Segundo o secretário, com essa situação é necessário o aporte mensal de cerca de R$ 132 milhões para cobrir o déficit da previdência e completar o pagamento de aposentados.

Gustavo Nogueira ressaltou a necessidade urgente de se aprovar, na Assembleia Legislativa, o reajuste da alíquota da previdência e o regime de previdência complementar para conseguir chegar ao reequilíbrio das finanças.

Também lresente à reunião, o secretário de Administração, Cristiano Feitosa, apresentou o que já foi feito pelo Estado para reduzir despesas e custeio.

Ele apresentou uma planilha com a redução de 30% em telefonia, de 12% no valor de combustíveis, 80% de custo com estagiários e 25% de redução de servidores terceirizados.

Durante a atual gestão também foram reduzidas despesas com pessoal, por meio do censo, que retirou 1.500 servidores da folha por irregularidades.

E foi criado um setor de auditoria permanente da folha, para prevenção de possíveis erros, além de realizada uma auditoria com empresa contratada que já resultou em economia de R$ 90 milhões por ano.

No que se refere a ações em curso para o incremento de receita, está um processo de compensação previdenciária com expectativa de aportar ao Fundo Financeiro do Ipern.

Outras iniciativas são a negociação da folha de servidores com os bancos por licitação e o Fundo de Compensações de Variações Salariais (FCVS).

Foto Demis Roussos

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