Thaisa Galvão

1 de maio de 2018 às 17:07

Coordenadores de movimento social que cobravam aluguel de ocupantes fugiram assim que edifício começou a incendiar [0] Comentários | Deixe seu comentário.

POR FLÁVIA TAVARES

SÃO PAULO — Os moradores do prédio que desabou no Largo do Paissandu, Centro de São Paulo, relatam que pagavam aluguel de até R$ 400 a dois supostos coordenadores do Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM). De acordo com testemunhas, ambos sumiram assim que o fogo começou.

— Foram os primeiros a fugir — grita Antônio, um rapaz de boné, muito agitado, morador do local. — Eles moravam no térreo. Deu tempo até de tirar os carros da garagem.

De acordo com os moradores, as regras no local eram bastante rígidas. Ele relembram que o fornecimento de água só era liberado de madrugada e que os portões eram trancados às 19h.

— Estava tudo trancado na hora do fogo. Se não fosse um morador de rua arrebentar a corrente, a gente teria morrido lá dentro — diz Fábia.

Os “responsáveis” pelo edifício chegaram a expulsar moradores que atrasavam ou não pagavam corretamente o aluguel.

— Fui expulsa há duas semanas porque atrasei R$ 100 do aluguel. Sendo que o prédio é infestado de rato, não tem esgoto nem descarga — conta Bárbara Nair, de 19 anos.

O pagamento era feito à dupla mesmo se tratando de uma ocupação irregular.

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