Thaisa Galvão

8 de dezembro de 2018 às 11:53

O bate-boca de Lorenzoni com a imprensa [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Confira todo o bate-boca entre o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni e a imprensa na entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira em São Paulo.

Com informações de O Globo:

Lorenzoni foi questionado sobre o tema durante entrevista coletiva logo após um almoço com empresários convidados pelo Lide, em São Paulo.

– Setores estão tentando há um ano destruir a reputação do sr. Jair Messias Bolsonaro. Alguém tem dúvida do trabalho que foi feito, lembra lá da funcionária que tava de férias? – respondeu Lorenzoni.

– Mas é uma pergunta sobre o relatório do Coaf – interrompeu um jornalista.

– Vamos lá, peraí. Vamos enfrentar essa questão. O presidente Bolsonaro é uma pessoa que tem o compromisso claro com a verdade. Então fiquem tranquilos, que seguramente isso vai ser sempre enfrentado com a verdade.

O futuro chefe da Casa Civil lembrou, então, do arquivamento de uma investigação contra ele, sobre a suspeita de caixa 2 pago pela Odebrecht e disse que “este é um governo decente” e que é o momento de “separar o joio do trigo”.

– Neste governo, é trigo. Não dá para querer achar que esse governo é igual o governo do PT. Não é, nunca vai ser, e os homens e mulheres que estão aqui são do bem.

Um repórter perguntou o que essa declaração teria a ver com o relatório do Coaf.

– Tem a ver o seguinte: eu estou respondendo ao sr. O presidente é um homem que não teme a verdade, assim como eu não temo a verdade. E nós vamos trabalhar com a verdade. Até que a verdade se esclareça, nós vamos ver. Agora, não é só uma notificação, a pergunta é: onde é que estava o Coaf no mensalão? Onde estava o Coaf no petrolão?

Onyx foi interrompido por outro jornalista, que disse:

– A pergunta é qual é a origem do dinheiro (movimentado pelo segurança)…

– Amigo, eu sou um investigador? Não. Como é que eu vou… Qual é o dinheiro que foi para sua conta? Quanto recebeu neste mês? – perguntou Lorenzoni. – Quanto o sr. recebeu este mês?

– Eu? – perguntou o repórter. – Isso não tem a menor relevância.

– E não tem a menor relevância a sua pergunta – finalizou Lorenzoni, abandonando a entrevista coletiva.

8 de dezembro de 2018 às 10:34

O destempero de Onyx Lorenzoni [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Futuro chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni mostrou que é…destemperado.

Há quem garanta que ele vai dar problemas ao presidente Jair Bolsonaro, como já vem acontecendo.

Lorenzoni vem enfraquecendo seu nome que começou forte e na entrevista coletiva que concedeu ontem…desceu mais alguns degraus.

Ele se irritou com a pergunta de um jornalista sobre um tema que é assunto do dia: a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta do motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Não só se irritou como abandonou a coletiva dizendo que a pergunta era irrelevante, tentando descredenciar o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que revelou essa movimentação.

De acordo com o relatório do Coaf, parte dos recursos – 24 mil – foi repassada à futura primeira dama Michelle Bolsonaro.

Lorenzoni foi questionado sobre o tema durante entrevista coletiva logo após um almoço com empresários convidados pelo Lide, em São Paulo.

8 de dezembro de 2018 às 2:54

Em debate promovido pela Carta Capital, Jean-Paul Prates defende implantação de bolsas de valores regionais [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A revista Carta Capital promoveu em Natal, debate sobre bancos públicos, com presença do sociólogo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Jessé de Souza.

A governadora eleita Fátima Bezerra e o suplente que vai assumir o Senado, Jean-Paul Prates, participaram do debate

Em um trecho do debate, Jean-Paul Prates comentou sobre a cartelização de bancos.

E sobre o que ele define como “falácia da confiança do mercado financeiro” e a necessidade de democratização e capitalização do mercado de ações no Brasil.

8 de dezembro de 2018 às 0:27

Confira o que Michel Temer falou sobre a intervenção em Roraima [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Leia abaixo a íntegra do pronunciamento de Temer sobre a intervenção no estado de Roraima:

“Nós estivemos hoje reunidos, uma boa parte da equipe, como podem perceber, com a presença do presidente da Câmara dos Deputados. Eu também comuniquei ao senador Eunício, mas ele está no Ceará e fora de Fortaleza.

Mas nós debatemos hoje, durante umas três horas, mais ou menos, a questão de Roraima, que está, na verdade, se agravando, de dois dias para cá. E tentamos os mais variados meios, de maneira a que pudéssemos fornecer recursos a Roraima, a fim de tentar inviabilizar esse movimento que lá está ocorrendo.

Não encontramos nenhuma saída legal para tanto. E daí porque eu, ainda há pouco tempo atrás, falei com a senhora governadora e disse que a única hipótese para solucionar esta questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse, naturalmente, do novo governador. Ou seja, até 31 de dezembro. E fiz com a senhora governadora uma espécie de intervenção negociada. Ela acedeu a esta fórmula, concordou com esta fórmula. Acha que, de fato, a situação está se complicando no estado de Roraima e que a melhor solução seria precisamente essa.

Com isso nós queremos, na verdade, pacificar as questões de Roraima. E vejam que, sem embargo de tratar-se de uma intervenção já agora, no próprio estado, mas é de comum acordo com a senhora governadora. Foi pelo menos o que nós falamos ao telefone com ela. Não apenas eu, mas a senhora advogada-geral da União”.

8 de dezembro de 2018 às 0:24

Presidente anuncia intervenção em Roraima e governadora é afastada [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do G1

Temer anuncia intervenção federal em Roraima; interventor será governador eleito

Presidente afirmou que intervenção foi negociada com governadora Suely Campos, que será afastada do cargo. Estado enfrenta crise migratória e crise no sistema penitenciário

Por João Cláudio Netto e Filipe Matoso, TV Globo e G1 — Brasília

O presidente Michel Temer anunciou nesta sexta-feira (7) intervenção federal em Roraima até 31 de dezembro.

De acordo com a assessoria da Presidência, como a intervenção é integral, a governadora Suely Campos será afastada do cargo após o interventor federal ser nomeado. O interventor será o governador eleito, Antonio Denarium (PSL).

Roraima enfrenta uma crise migratória com a chegada de cidadãos venezuelanos e também uma crise no sistema penitenciário.

Temer recebeu ministros no Palácio da Alvorada nesta sexta-feira e, no momento em que cinegrafistas foram autorizados a filmar a reunião, o presidente anunciou a decisão, afirmando ter negociado a intervenção com Suely Campos.

“Tentamos os mais variados meios […]. Não encontramos nenhuma saída legal para tanto, daí porque eu, ainda pouco tempo atrás, falei com a senhora governadora e disse que a única hipótese para solucionar esta questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse, naturalmente, do novo governador, ou seja, até 31 de dezembro”, afirmou Temer.

“Fiz com a senhora governadora uma espécie de intervenção negociada. Ela acedeu a esta fórmula, concordou com esta fórmula, acha que de fato a situação está se complicando no estado de Roraima e que a melhor solução seria precisamente essa”, acrescentou.

Segundo o presidente Michel Temer, um interventor federal em Roraima será nomeado e, neste sábado (7), serão convocados os conselhos da República e de Defesa Nacional.

Por lei, os dois conselhos devem ser consultados sobre a intervenção, mas uma eventual decisão dos órgãos contra a medida não tem poder de barrar a decisão do presidente.

Atualmente, o estado do Rio de Janeiro também está sob intervenção federal, mas somente na área de segurança pública. A intervenção foi decretada por Temer em fevereiro e também vai durar até 31 de dezembro.

Fechamento da fronteira

Mais cedo, nesta sexta-feira, terminou sem acordo uma audiência de conciliação entre a União e o governo de Roraima. A audiência aconteceu na sede do Supremo Tribunal Federal.

Em abril, o governo do estado pediu ao STF para fechar a fronteira com a Venezuela, e a ministra Rosa Weber, relatora do caso, negou o pedido por entender que a decisão cabe ao presidente da República. Michel Temer, por sua vez, diz que o fechamento é “incogitável”.

A audiência desta sexta-feira foi marcada por Rosa Weber e conduzida pelo juiz instrutor Gabriel da Silveira Matos. O objetivo era chegar a um consenso e pôr fim à ação movida pelo estado.

Reunião no Alvorada

Segundo a assessoria de Temer, participaram da reunião desta sexta com o presidente na qual foi anunciada a intervenção:

1- Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados;

2- Sérgio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional;

3- Esteves Colnago, ministro do Planejamento;

4- Grace Mendonça, advogada-geral da União;

5- Gustavo Rocha, ministro dos Direitos Humanos;

6- Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública;

7- Joaquim Silva e Luna; ministro da Defesa.