Thaisa Galvão

12 de março de 2019 às 12:25

PF prende empresário mineiro acusado de envolvimento em esquema de sonegação da CVC [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram hoje a Operação Checkout, para desarticular um esquema envolvendo uma grande empresa de turismo brasileira que praticava sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Segundo a PF, integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), tribunal administrativo que analisa recursos de contribuintes a respeito de tributos federais, recebiam propina da empresa.

As investigações apontam prejuízo aos cofres públicos que podem chegar a R$ 145 milhões.

Foram expedidos um mandado de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão para escritórios e residências de advogados e auditores da Receita Federal, em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.

O principal alvo da operação, o empresário Átila Reys Silva, foi preso em Minas Gerais.

Reys é dono da Orion Brasil Importação e Distribuição Ltda e da Orion Brasil Construções e Empreendimentos Ltda, que prestavam serviços à empresa de turismo CVC.

Em março de 2018, a operação Descartes apontou que na realidade havia simulação de prestação de serviços, que na realidade não eram prestados.

À época, o fundador do grupo CVC, a maior agência de turismo do país, Guilherme Paulus, pediu afastamento temporário do cargo de presidente do Conselho de Administração da CVC Corp.

Ele se afastou cinco dias depois de ver sua marca envolvida nas investigações da Polícia Federal e da Receita Federal que investigava esquema de lavagem de dinheiro em empresas.

As investigações da PF apontaram à época, simulação de prestação de serviços por meio da Orion Brasil Importação e Distribuição Ltda e da Orion Brasil Construções e Empreendimentos Ltda, do empresário Atila Reys Silva.

Entre os recebimentos apontados como indevidos pela Orion estavam R$ 37 milhões da CVC Operadora e Agência de Viagens TUR. Os pagamentos referiam-se a supostos serviços advocatícios prestados à CVC TUR sem “o devido comprovante de prestação de serviços”, segundo a PF.

Trecho da decisão judicial

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