Thaisa Galvão

30 de maio de 2019 às 11:37

Texto que circula em grupos de padres de todo o país diz que carta do Papa não se refere à situação judicial de Lula [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Texto que circula em grupos de religiosos pelo Brasil afora, sobre a carta do Papa Francisco ao ex-presidente Lula, respondendo a uma correspondência enviada ao Vaticano por Lula:

 

1-  O Papa e seus assessores respondem a todos que enviam cartas a Santa Sé. É um procedimento padrão.

 

2 – A carta repete as diretrizes que devem nortear um chefe de Estado segundo o ensino católico, citando inclusive seus antecessores.

 

3 – Não há na carta nenhum juízo de valor sobre o ponto de vista do condenado, nem nada a respeito da situação judicial do ex-presidente. Lula não é tratado como “preso político”. Não há nenhuma aprovação aos crimes do ex-chefe de Estado. Não há proselitismo político ou ideológico.

 

3 – As mensagens do Santo Padre sempre mostram compaixão com todos. O Papa presta condolências pelas perdas de entes queridos do ex-chefe de estado – o que é realmente triste, independentemente do uso político que delas foi feito.

 

4- A carta diz que podemos passar do pecado que nos separa de Deus para a amizade que nos une a Ele. Diz também que o bem vence o mal, a verdade vence a mentira, a salvação vence a condenação; tudo isso no contexto da Ressurreição do Senhor. Quer dizer, o Papa aproveitou a oportunidade para evangelizar.

 

5 – Não se encontra nada na carta que ponha em risco a fé.

 

6 – É óbvio e previsível que os petistas utilizarão a carta como desculpa para “inocentar” o chefe. É previsível também que muitos neoconservadores histéricos dirão que o Papa é “petista” ou algo do tipo. É o golpe perfeito contra a Igreja.

*

O texto circula sem assinatura, porém, tem sido considerável “plausível” por representantes da igreja católica.

O Vaticano não deu prosseguimento ao assunto, além da carta assinada pelo Papa.

De vez em quando o Papa manda cartas para grandes personalidades não só da política, mas também da cultura, das ciências, da música, do esporte. Quer sejam dos seus parâmetros de pensamento, quer não.

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