Thaisa Galvão

15 de junho de 2019 às 9:37

E o jornalista Allan Darlyson foi cumprir uma pauta no céu [3] Comentários | Deixe seu comentário.

Depois de uma batalha contra o câncer que durou pouco mais de um ano, o jornalista querido Allan Darlyson se foi.

Morreu na madrugada.

Estava internado na Promater.

Foram dias na UTI, nessa etapa das muitas internações e cirurgias – e um momento numa suíte do hospital para se despedir da família e dos amigos.

Os médicos sabiam que a hora havia chegado e que não seria justo ele partir sozinho, no escuro de uma unidade de terapia intensiva.

Ganhou vida. Recebeu amigos, comeu os pratos que desejou, tomou coca-cola.

Os olhos verdes brilharam quando no domingo passado, na hora do seu almoço, a bandeja trazia uma lata de coca-cola.

Um desejo tão simples, talvez dos últimos mais importantes de Allan.

Menino guerreiro, posicionado, politizado, anti-PT declarado, que tinha muita coisa ainda a acrescentar a esses substantivos, pois em novembro ainda iria fazer 31 anos.

Se foi aos 30.

Um menino.

Que no pouco tempo de prática do jornalismo, fez tudo o que queria.

Foi repórter, colunista, marqueteiro, assessor de imprensa na Câmara de Natal, na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal em Brasília.

Circulou pelos roteiros da política como o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.

Tudo muito rápido, como quem tinha pressa para encher o currículo e partir cheio de títulos.

Ele não queria ser somente o Allan querido pelos amigos de sua cidade São João do Sabugi, lá no meu Seridó.

Ele queria conquistar o mundo e nele ser reconhecido.

Na política atuou até se despedir.

Já doente fez marketing político e se entregou à blogosfera, com seus comentários picantes e bem informados.

Se foi sendo Jornalista.

Quando o visitei no domingo passado, fui alertada que ele poderia nem me reconhecer, devido os remédios fortes que estavam lhe segurando nesses últimos dias.

Allan me recebeu com brilho nos olhos e o tempo todo falou do Blog, do que ele gostava, da forma como eu me posicionava.

Citou textos, inclusive, postados por mim.

Meu amigo também se despediu de mim.

Deus hoje recebe um menino guerreiro completo.

Que foi levando daqui as melhores notícias, a mais pura energia, os maiores sonhos…

Vai em Paz meu amigo, cumprir a sua pauta no céu.

E vê se depois me passa aquela notícia “só pra mim”, “em primeira mão”, que você costumava passar de São João do Sabugi, de Natal ou de Brasília.

Partindo para mais um sonho realizado

Na visita de domingo com a amiga Marília Rocha, pouco antes de partir para a eternidade

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