Thaisa Galvão

11 de julho de 2019 às 15:05

Confira a íntegra dos depoimentos de João Santana e Mônica Moura na CPI do BNDES [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A CPI do BNDES, que apura desvio de dinheiro por parte dos governos do PT, ouve hoje o ex-diretor Luiz Eduardo Merlin.

A CPI ouviu o publicitário João Santana e a jornalista Mônica Moura.

O casal foi convocado para prestar esclarecimentos sobre empréstimos que o Banco fez a países sul-americanos e africanos entre 2003 e 2015.

O marqueteiro, de cara totalmente repaginada, quase irreconhecível, disse que gostaria de colaborar, mas que não tinha qualquer tipo de informação sobre o banco.

Já sobre as campanhas políticas, admitiu que todos os candidatos usavam caixa 2.

Santana se disse arrependido.

“Me sinto profundamente arrependido sim em algumas coisas, na parte específica do método de financiamento, isso sim eu não me perdôo. Eu acho que mesmo sabendo que era uma prática que todos faziam, pela minha própria formação, por uma série de valores que eu trazia e ainda tento realimentar e trazer da minha família e de todos, eu realmente me arrependo profundamente. Agora, não me arrependo de ter exercido a profissão de consultor, de marqueteiro.”

Mulher de Santana, Mônica Moura disse que não tem qualquer conhecimento sobre as atividades do BNDES porque tratava direto com as empresas e nunca perguntou de onde vinha o dinheiro que ela estava recebendo, se limitando a confirmar que o casal recebia caixa 2 em todas as campanhas.

 

“Só como exemplo, na Venezuela, onde nós fizemos a campanha do Hugo Chávez e que a Odebrecht colaborou com uma boa parte do caixa dois, a outra parte foi a Andrade Gutierrez, eu sabia, nós sabíamos, todos sabiam, e depois foi noticiado pela lava jato, que o candidato Capriles, que era o candidato opositor ao Chaves, que o marqueteiro que fazia a campanha dele, Renato Pereira, um marqueteiro brasileiro, a Odebrecht colaborou com o Capriles, pagou caixa 2 pro Capriles. O caixa 2 sempre existiu, não sei se tem a ver com o BNDES, não tenho ciência disso, sempre existiu, e não existia só pra uns, várias empresas doavam para o candidato, no caso se fosse presidente ou candidato que estivesse na frente, e pros outros candidatos também. Aqui no Brasil nós sabemos, a Odebrecht doou para Dilma e doou pro Aécio.”

 

Presidente da CPI, o deputado Vanderlei Macris, do PSDB de São Paulo, disse que os depoimentos foram importantes para apontar que dinheiro de empréstimos do BNDES foi repassado para empresas que financiaram campanhas políticas via caixa 2:

“O BNDES cada vez mais vai se tornando um instrumento de realização de interesses eleitorais e políticos de um partido isso não deve acontecer, não pode acontecer, e com certeza o relatório final haverá de dar diretriz, novas diretrizes, para o funcionamento do BNDES como banco de fomento.”

Confira os depoimentos no vídeo abaixo.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*