Thaisa Galvão

27 de agosto de 2019 às 18:43

Prefeitura de São Gonçalo resgata Corrida de Jegues durante a Agrofest [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante está resgatando um dos eventos mais tradicionais do município: a corrida de jegues.

A modalidade foi incluída na programação da 1ª Feira Agropecuária da cidade, na Agrofest e acontecerá neste sábado (31).

A corrida será às 15 horas e promete ser uma das principais atrações da Agrofest.

Em disputa, mil reais em prêmios, sendo R$ 500 para o 1° colocado, R$ 300, para o 2° lugar e R$ 200 para o jegue com melhor fantasia.

A corrida acontecerá na área montada para a Agrofest, em Poço de Pedra, zona rural do município.

27 de agosto de 2019 às 12:07

Governadora Fátima se reúne com deputados na Assembleia e entrega projeto Moto Legal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A governadora Fátima Bezerra esteve na Assembleia Legislativa nesta terça-feira para entregar ao presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, e aos deputados, o projeto de Lei Moto Legal, que dá oportunidade a proprietários de motocicletas com documentação em atraso, a regularizar a situação dos veículos junto ao Detran.

Doze deputados participaram da reunião.

Fotos Elisa Elsie

Depois da reunião, a governadora falou sobre o projeto e negou interferência política.

O presidente da AL Ezequiel Ferreira garantiu que o projeto seria lido em plenário ainda nesta terça-feira.

27 de agosto de 2019 às 9:53

PF deflagra operações para combater tráfico de drogas em 3 portos brasileiros [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Polícia Federal deflagrou hoje as operações ‘Alba Vírus’ e ‘The Wall’.

Operações contra o uso de portos brasileiros para o tráfico internacional de drogas em navios cargueiros.

Na ‘Alba Vírus’, no litoral paulista, foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária.

A 5º Vara Federal de Santos também determinou o sequestro de mais de R$ 23 milhões em imóveis.

Os mandados eram cumpridos nesta manhã em São Paulo (São Paulo, Santos e Guarujá), Santa Catarina (Itajaí e Balneário Camboriú), Mato Grosso do Sul (Campo Grande) e Bahia (Salvador).

Na ‘The Wall’, em Itajaí, foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de prisão nas cidades catarinenses de Itajaí, Balneário Camboriú, Blumenau, Balneário Piçarras e Ilhota.

Em uma das operações os agentes apreenderam cerca de 4,5 milhões de dólares em espécie.

As ações contra o tráfico são comandadas pelas delegacias da PF em Itajaí (SC) e Santos (SP).

No litoral paulista, as investigações começaram em Guarujá quando foram identificados integrantes de uma organização criminosa que seria responsável por uma remessa de mais de seis toneladas de cocaína.

27 de agosto de 2019 às 3:57

G7 a 1 [0] Comentários | Deixe seu comentário.

De Celso Rocha de Barros, na Folha de hoje sobre a crise da Amazônia:

Rumo ao G7 a 1

Na crise das queimadas na Amazônia, ficamos sozinhos e passamos vergonha

A crise da Amazônia é o maior desastre da história diplomática brasileira das últimas décadas. Isso, filho, pede para o Olavo escolher o chanceler, vai dar certo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, propôs o fim do acordo da União Europeia com o Mercosul. A Finlândia propôs um boicote à carne brasileira. O novo primeiro-ministro conservador do Reino Unido, Boris Johnson, e a alemã Angela Merkel devem garantir a sobrevivência do acordo, mas vão exigir providências brasileiras. Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, postou que defende o acordo, mas advertiu que sua “ratificação harmoniosa” será difícil se o governo brasileiro permitir a destruição da Amazônia. 

E mesmo Donald Trump, quando ofereceu ajuda ao Brasil, contrariou o discurso oficial bolsonarista de que a crise era “fake news”.

Ficamos sozinhos, passamos vergonha.

O governo brasileiro tentou reagir à crise mentindo: o presidente mentiu que as ONGs haviam colocado fogo na Amazônia, vários ministros mentiram que a crise era uma conspiração de esquerdistas. 

E todos ficaram chocados quando descobriram que as grandes potências são menos otárias do que a sua tia que caiu no conto da mamadeira de pinto do WhatsApp.

Na mesma hora, os militares e outros governistas (em rara sintonia) protestaram contra a violação de nossa soberania nacional. 

Não, ninguém propôs nada que exigisse coragem ou sacrifício, mas o ministro do Meio Ambiente chamou Macron de “Mícrion”, o embaixador Eduardo Bolsonaro postou um vídeo chamando o francês de idiota, e o perfil oficial do presidente da República (que deve ser administrado pelo Carlos) riu de um comentarista que disse que Macron tem inveja de Bolsonaro porque sua mulher seria mais feia que dona Michelle. 

Isso, moleques, vão nessa, acho que mais uma piada sobre o tamanho do Johnson do Boris e pronto, já garantimos nossa vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Essa palhaçada toda aconteceu enquanto o agronegócio brasileiro se desesperava com a possibilidade de sofrer sanções comerciais pelo aumento do desmatamento.

A crise diplomática mostra como o bolsonarismo enfraqueceu o Brasil. 

Manifestantes protestam diante de embaixadas do Brasil

Não há dúvida de que outros países podem se aproveitar da crise —que é real e gravíssima— para interferir na soberania brasileira. Mas essas intervenções são como ataques especulativos à moeda nacional: não acontecem contra países bem administrados.

A crise das queimadas não deve ser causada apenas pela política ambiental. Mas não estaríamos vulneráveis às ingerências internacionais se a política ambiental bolsonarista não fosse a pior do mundo.

E aí se entende o problema do bolsonarismo com o “globalismo”. Não é anti-imperialismo, muito pelo contrário. Bolsonaro entregou a base de Alcântara para os americanos e disse que uma das missões de seu filho é encontrar mineradoras americanas para explorar garimpos na Amazônia.

O que incomoda os bolsonaristas na globalização é o risco de que, conforme as trocas comerciais entre os países se desenvolvam, surjam normas internacionais de decência. O bolsonarismo só venceu no Brasil porque, em um dado momento de crise, as nossas se afrouxaram.

PS: o título da coluna foi tirado de um tuíte de @_tatarana.

Celso Rocha de Barros

Servidor federal, é doutor em sociologia pela Universidade de Oxford (Inglaterra).