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12 de dezembro de 2007 às 2:30

Produtores independentes defendem projeto de João Maia que abre mercado de trabalho para a categoria

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A Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPITV) saiu em defesa do deputado João Maia (PR-RN), que vem sendo detonado pela Associação Brasileira de TV por Assinatura, depois que ele apresentou um projeto de lei determinando que, parte da programação das TVs por assinatura no Brasil terá que ser produzida no Brasil.
Os produtores independentes atacaram a campanha do contra promovida pelo setor de TV paga, afirmando que a campanha induz o assinante ao erro, quando sugere que o
espectador perderá a liberdade de escolha em detrimento do conteúdo brasileiro.
"É natural que a ABTA manifeste suas posições. Mas distorcer a realidade usando a rede de canais representada por uma entidade respeitada como a ABTA, resvala na falta de ética", diz a associação dos produtores em nota oficial.
Veja a integra da nota da ABPI-TV:

Diversificação de conteúdo e liberdade de escolha

 
A Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV) torna pública sua opinião sobre a manifestação da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) referente ao Projeto de Lei nº 29/07, que define novas regras para produção e programação de conteúdos de TV paga. De autoria do deputado João Maia (PR-RN), com parecer do relator petista Jorge Bittar (PT-RJ), o projeto estipula que 50% da programação dos canais sejam nacionais e que, em todos os canais estrangeiros, 10% do conteúdo terão que ser independentes.
É no mínimo aterrorizante a maneira pela qual a ABTA sustenta sua argumentação, induzindo o assinante a ser contra o conteúdo nacional. A campanha da ABTA erra o tom sugerindo que o espectador perderá a liberdade de escolha em detrimento do conteúdo brasileiro. O Projeto ainda está em discussão, portanto, passará por aprimoramentos. Também será debatido pelo Congresso e pela sociedade. É natural que a ABTA manifeste suas posições.
Mas distorcer a realidade usando a rede de canais representada por uma entidade respeitada como a ABTA resvala na falta de ética. Liberdade de escolha é um direito fundamental do cidadão.
Está claro que o conteúdo nacional jamais será uma mazela para o assinante, pelo contrário. Estamos no Brasil e é, no mínimo, arrogante supor de antemão que o assinante prefere o conteúdo estrangeiro. É uma ofensa aos produtores brasileiros e à inteligência do assinante, o cliente da ABTA.
A ABPITV apóia o Projeto 29/2007 porque defende a diversificação do conteúdo dos canais, estimula a produção nacional e impulsiona o mercado audiovisual no país. E acredita que para os assinantes de TV paga haverá uma maior gama de programas à disposição. Todos os países onde hoje existe uma indústria audiovisual robusta ampararam sua produção nacional com cotas em maior ou menor medida. Todos têm a ganhar, produtores, canais, assinantes, o mercado enfim. Maior variedade de conteúdo audiovisual, um olhar brasileiro na ficção, nos documentários e na animação, só vai contribuir para que o Brasil finalmente atinja o status de indústria no audiovisual, com todos os benefícios que isso significa para nosso país.

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