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16 de dezembro de 2007 às 11:50

Folha entrevista Garibaldi sobre Presidência do Senado e Governo Lula

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Na linha mata e cura…a Folha bate e abre espaço para o senador Garibaldi Filho.
Que respondeu perguntas sobre sua eleição para o cargo antes ocupado por Renan Calheiros, e o papel do Senado frente ao governo Lula da Silva.
Leia a entrevista.
Governo precisa melhorar articulação, diz Garibaldi
Novo presidente do Senado avalia que Planalto tem de rever relacionamento com a base
Peemedebista aposta que conseguirá recuperar a credibilidade da Casa e cogita divulgar gastos com verba indenizatória
ADRIANO CEOLIN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Mesmo depois de ter chegado à presidência do Senado com o apoio do grupo que salvou Renan Calheiros (PMDB-AL) da cassação do mandato, Garibaldi Alves (PMDB-RN) aposta que conseguirá recuperar a credibilidade da Casa.
Uma das propostas dele é tornar público os gastos dos senadores com verba indenizatória -como ocorreu na Câmara. Garibaldi afirmou que já recebeu pedidos para manter pessoas indicadas por senadores em cargos na direção da Casa, mas disse que poderá realizar concursos públicos para contratação de pessoal.
Em entrevista à Folha anteontem, Garibaldi disse que "aprendeu uma lição" e que ganhou "confiança" ao presidir a sessão em que foi derrubada a prorrogação da CPMF, na madrugada de quinta-feira. Ele também fez críticas à articulação política do governo e defendeu a construção de uma nova maioria no Senado. Garibaldi conversou com a Folha por telefone ao chegar a Natal, onde foi recebido no aeroporto com festa, antes de discursar em carro de som.
FOLHA – Como o senhor avalia esses primeiros dias de trabalho?
GARIBALDI ALVES – A votação da CPMF me deu muita confiança para encarar os novos desafios que teremos pela frente na condução dos trabalhos.
FOLHA – O senhor chegou à presidência com denúncias de que sua campanha ao Senado foi paga com dinheiro ilegal e de que programas da época em que era governador são investigados.
GARIBALDI – Aquilo tudo é passado. Principalmente nos últimos meses do Senado, durante o processo de julgamento do senador Renan Calheiros, o espírito investigativo ficou muito acirrado.
FOLHA – O senhor reconhece que chegou à presidência com o apoio de Renan?
GARIBALDI – Nós contamos, claro, com o voto dele e do grupo [de senadores] que o apóia.
FOLHA – O que lhe chamou mais atenção nesses primeiros dias de presidência?
GARIBALDI – Nesses primeiros dias convivi com esse episódio da CPMF. A votação mostrou que a correlação de forças no Senado beneficia a oposição. Por isso, o governo tem de ter uma atitude de revisão no seu relacionamento com a base aliada. Melhorar a coordenação política.
FOLHA – O senhor pretende tomar alguma medida administrativa?
GARIBALDI – Eu vou tomar medidas institucionais, administrativas, mas eu ainda estou em fase de preparação. Nós vamos aproveitar o recesso para reunir informações, levar as lideranças e, depois, tomar as decisões. Temos de analisar o número de medidas provisórias. Alguns senadores dizem que o regimento interno está ultrapassado.
FOLHA – O senhor vai abrir para o público a divulgação dos gastos com verba indenizatória?
GARIBALDI – Eu sou a favor. A Câmara dos Deputados já faz isso e eu acho que o Senado deve fazer também.
FOLHA – Mas o senhor não acredita que há resistências na Casa?
GARIBALDI – Acredito que não. Nós não podemos ficar apenas no discurso de que vamos recuperar a credibilidade. É preciso demonstrar na prática.
FOLHA – O senhor recebeu pedidos tanto de senadores quanto de servidores para manutenção de empregos ou criação de cargos?
GARIBALDI – Os de maior números são os pedidos de permanência nos cargos. As pessoas que querem permanecer.
FOLHA – E o senhor vai poder atender?
GARIBALDI – Eu vou poder atender na medida em que eles não se constituírem um problema para o funcionamento da estrutura administrativa.
FOLHA – Como senhor vê o funcionamento do Senado? Tem de aumentar ou diminuir o número de pessoal?
GARIBALDI – Não conheço muito de perto a situação. Eu acredito que o número de aposentadorias hoje já é razoável diante das primeiras nomeações que foram feitas. Ao mesmo tempo, o número de concursos não foi tão grande.
FOLHA – O senhor está pensando em fazer algum concurso?
GARIBALDI – Talvez para algumas áreas especializadas.

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