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29 de agosto de 2010 às 19:48

Mossoró: quem mais trabalhou pelo crescimento da cidade?

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Mossoró é destaque na revista Veja que está nas bancas.
Aparece no rol das cidades que mais cresceram nos últimos anos.
Se a notícia vai ser explorada politicamente…não tenho a menor dúvida.
Quem ajudou Mossoró a crescer?
A governadorável Rosalba Ciarlini, prefeita 3 vezes de Mossoró?
A atual prefeita Fafá Rosado, eleita com apoio de Rosalba e aliada até hoje?
A ex-governadora Wilma de Faria, que governou o Rio Grande do Norte durante os últimos 7 anos, e que em vários momentos de sua administração foi parceira da então prefeita Rosalba e da atual, Fafá?
O senador Garibaldi Filho, que foi governador…às vezes aliado da então prefeita Rosalba, mas algumas vezes adversário?
Eis os personagens que atuaram na administração do Estado e de Mossoró do final dos anos 80 para cá, período citado pela revista Veja. 
Eis a reportagem, na íntegra:

Especial Cidades Médias – Aonde o futuro já chegou

A SAÍDA É O PÓS-SAL
O Teatro Municipal de Mossoró enche de espanto os que visitam a segunda a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Com 2.500 metros quadrados e 740 lugares, é o maior e mais moderno do estado – e esá longe de ser um elefante branco. Ao contrário: com uma programação intensa, é o eixo da vida cultural da cidade. A casa de espetáculos surpreende também por seu nome: Dix-Huit Rosado Maia. Dix-Huit, dezoito em francês, foi o 18º filho de Jerônimo Rosado, que deu origem à família mais eminente do município. Jerônimo Rosado batizou todos os filhos homens com seu próprio nome e com o número, em francês, da ordem em que nasceram. Seu primogênito se chamou Jerônimo Premier, o segundo Jerônimo Second e por aí foi, até Vingt-Un Rosado Maia. O teatro chama-se Dix-Huit porque este amava a cultura. Ao lado do teatro os Mossoroenses instalaram uma biblioteca e um museu sobre o episódio mais celebrado da cidade: o dia em que eles expulsaram a bala o bando de Lampião.
A cidade conta com cinco instituições de ensino superior (duas públicas) e mantém nada menos que 10.000 mil universitários. Mais de 60% deles ocupam vagas nos últimos cinco anos, desde que a prefeitura renunciou aos tributos recolhidos de universidades.

Até os anos 80, a economia de Mossoró era temperada pela indústria do sal local, que ainda fornece 60% do produto consumido do país. Naquela década foram introduzidas lavouras de melões, que hoje empregam 60.000 pessoas. No decênio seguinte, foi a vez de os royalties de petróleo mudarem a cidade. Capitalizada, a prefeitura melhorou a infraestrutura urbana.
A proporção de lares atendidos pela rede de esgotou saltou de 6% para 85%. Com mais dinheiro em circulação, o setor de serviços se expandiu e o comércio ganhou impulso, inclusive com a construção de um shopping Center. Calcula-se que pelo menos 200.000 pessoas de sessenta municípios vizinhos façam compras e consultas em Mossoró. Há dez anos, lá não havia edifícios com mais de três andares. Eles, agora, dominam o horizonte. Em 2008, a incorporadora paulista Alphaville lançou um condomínio com 229 lotes para casas de alto padrão. Em cinco horas, todos foram vendidos. “Já falta até pedreiro”, diz o empreiteiro Gilson
Bezerra. Nos últimos anos, 23 fábricas se instalaram no seu distrito industrial, atraídas pela oferta de gás natural. A maior delas é a Porcelanatti, do grupo catarinense Itagres, que investiu 110 milhões de reais na construção da maior fábrica de porcelanato da América Latina.
Escolheu Mossoró por causa da abundância de minerais usados na produção de cerâmica, da enorme oferta de energia à base de gás e da localização, próximo a dois portos exportadores: o pernambucano Suape e o cearense Pecém.

Quadro – Mossoró, RN

244.000 habitantes

2,7 bilhões de reais de produto interno bruto

11.500 reais de renda per capital anual

Motores da economia: petroquímica e fruticultura

Perspectiva: em processo de industrialização, ambiciona tornar-se pólo cerâmico.

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