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15 de novembro de 2010 às 12:50

EIT tentou driblar opinião pública sobre doação de mais de 1 milhão de reais à campanha de Rosalba

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Que a doação oculta é legal…isso não é novidade, apesar de questionada pelos eleitores, mas aprovada pela Justiça…
Mas…o que levaria uma empresa a tentar esconder o fato de ajudar um candidato numa campanha política?
Seriam os questionamentos futuros sobre as prestações de serviços ao governo que ajudou a eleger?
A construtora EIT doou R$ 1,1 milhão de reais à campanha da governadora eleita Rosalba Ciarlini.
Mas não o fez diretamente.
Doou o dinheiro ao DEM, partido da Rosa, que ao repassar à campanha majoritária, permitiu que a mesma declarasse que havia recebido o dinheiro do partido…e não da empresa.
Agora declarado, de público, resta aos eleitores, ou à oposição, ou a outras empresas que certamente participarão de licitações, em quanto tempo a EIT irá recuperar o dinheiro que gastou na campanha.
Veja reportagem da Folha.com, que mostra as doações ocultas aos governadores eleitos no primeiro turno.

GOVERNADORES ELEITOS NO 1º TURNO RECEBERAM R$ 120 MILHÕES EM DOAÇÕES “OCULTAS”

DE SÃO PAULO
DE BELO HORIZONTE 

Apesar de serem obrigados a prestar contas de suas receitas, os 18 governadores eleitos no primeiro turno arrecadaram cerca de 38% de suas doações de forma "oculta", ou seja, via partidos ou comitês financeiros, o que torna impossível identificar a origem do dinheiro.
O montante representa R$ 120 milhões, de um total de R$ 318 milhões arrecadados pelos governadores. 
O valor doado a partidos e comitês é repassado para outros comitês e, por fim, aos candidatos, num caminho que chega a envolver até quatro intermediários.
A manobra, que é legal, permite que empresas doem a candidatos sem ter o nome associado diretamente a eles.
O campeão de doações ocultas entre os governadores eleitos é Siqueira Campos (PSDB-TO), com 98% de doações via partidos ou comitês. Em seguida, aparecem Raimundo Colombo (DEM-SC), com 92%, e Roseana Sarney (PMDB-MA), com 87%.
A partir das prestações de contas dos partidos e comitês financeiros, a Folha conseguiu identificar os maiores doadores aos partidos e a quem os partidos repassaram o dinheiro.
O governador reeleito de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), por exemplo, não recebeu nenhum centavo da Queiroz Galvão, mas a empreiteira doou R$ 500 mil ao diretório mineiro do PPS, que, por sua vez, repassou R$ 60 mil ao tucano.
No total, Anastasia recebeu doações de dez partidos e comitês, que representam 47% dos recursos.
Em Santa Catarina, a declaração de Raimundo Colombo informa que só quatro empresas foram suas doadoras, com R$ 250 mil. É só nas contas do comitê, que financiou 90% de sua campanha, que se vê que a maior doadora, indiretamente, foi a Camargo Correa (R$ 1 milhão).
A campanha de Eduardo Campos (PSB-PE), que custou R$ 13,8 milhões, foi financiada principalmente pelo diretório nacional, que bancou 61% do total.
Seu principal financiador, por sua vez, foi o grupo Queiroz Galvão, que doou R$ 6,5 milhões ao PSB Nacional, mas não aparece na prestação de contas de Campos.

Rosalba Ciarlini (DEM), do Rio Grande do Norte, recebeu 65% do total arrecadado por vias ocultas. A maioria veio do comitê financeiro de seu partido, cujo maior doador é a construtora EIT.
A empresa não aparece nas doações de Rosalba, mas doou R$ 1,1 milhão ao comitê do DEM no Estado –que, por sua vez, doou mais da metade do que arrecadou à candidata.

(ELIDA OLIVEIRA, ESTELITA HASS, LUIZA BANDEIRA, RODRIGO VIZEU E

 

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