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25 de maio de 2011 às 8:43

Bom Dia Brasil mostra efeitos da greve da Polícia no Rio Grande do Norte

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Inferno astral global…é o que tem vivido a governadora Rosalba Ciarlini de domingo para cá.
Depois da participação da professora Amanda Gurgel no Domingão do Faustão, que anunciou o Rio Grande do Norte no pódio dos piores salários pagos a professores – terceiro lugar – ontem foi a vez do Jornal Nacional mostrar o estado de greve em que se encontra o Estado…e hoje, nada de refresco: o Bom Dia Brasil de agora há pouco voltou a bater pesado no governo potiguar, com a reportagem da greve da Polícia Civil.
Eis o texto da reportagem de Michelle Rincon, ancorada pelo apresentador Renato Machado, chamando atenção para as "cenas absurdas" registradas em delegacias do RN:

GREVE DA POLÍCIA CIVIL NO RN FAZ DIMINUIR REGISTROS DE BOLETINS DE OCORRÊNCIA
O problema nas delegacias, denunciado pelos policiais civis, é um dos motivos da greve, iniciada há uma semana 

No Rio Grande do Norte, a greve na polícia provoca cenas absurdas. No chão, um homem está algemado a uma bicicleta motorizada desde que foi preso em flagrante. Não foi o primeiro e nem o último caso verificado nas delegacias de Natal.

“Já faz cinco dias que eu estou preso aqui nessa situação. Não tem nem como me colocar dentro da cela, porque nela que tem mais de 30 presos. Eles ficam revezando: uns dormem, outros ficam acordados”, conta o preso Gisélio Domingos da Silva.

“Nós não temos condições de esses presos ficarem soltos. A porta que dá acesso àquela sala, inclusive, nós não temos nenhuma segurança de nada”, justifica o delegado Pedro Paulo Falcão.

O problema denunciado pelos policiais civis é um dos motivos da greve, iniciada há uma semana.
“Preso não é para estar em delegacia. Delegacia não é presídio, delegacia não é cadeia, portanto não tem as condições necessárias para abrigar os presos de Justiça. Esses presos estão sendo tratados de forma desumana”, aponta DJair Oliveira, vice-presidente do Sinpol.

|A superlotação dificulta o trabalho de investigação. “Não há essa investigação que o governo tanto diz que existe. Nós estamos aqui para reivindicar esse papel constitucional da Polícia Civil”, explica o diretor do sindicato dos policiais, Erivan Fernandes.

Mas agora nem fazer parte das estatísticas é possível. Com as delegacias fechadas, milhares de boletins de ocorrência estão deixando de ser registrados por causa da greve da Polícia Civil. Sem ter proposta salarial para apresentar aos grevistas, o secretário de Segurança de Defesa Pública do Rio Grande do Norte, Aldair Rocha, indica uma solução paliativa para o problema dos presos.

“Nós estamos vivendo esse caos e, no dia a dia, junto com a Secretaria de Justiça, procurando a liberação de alguns espaços. Principalmente estamos aguardando a liberação do presídio de Alcaçuz, onde temos lá a previsão de 400 vagas. Isso viria a aliviar um pouco a superlotação nas delegacias de polícia”, acredita Aldair Rocha.

Ao todo 13 presos foram transferidos da delegacia mostrada na reportagem. Com isso, o preso que estava algemado a uma moto foi para uma cela.

 

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