Thaisa Galvão

4 de novembro de 2012 às 13:23

Despreparo constrange estudante especial durante prova do Enem em Currais Novos [3] Comentários | Deixe seu comentário.

Notícia que circula em Currais Novos:

Por CNAgitos:

 

 

Um fato triste marcou, o primeiro dia do ENEM, neste sábado (03), em Currais Novos.

Vencendo todas as barreiras que a vida impôs, a estudante Jamilla Fernandes, que tem paralisia cerebral, luta incansavelmente para ultrapassar todas os muros que normalmente fazem parte do seu cotidiano. Mas nada, ou ninguém vai lhes tirar a busca na realização dos seus sonhos, entre eles, a de fazer uma faculdade.

Inscrita no Enem 2012, Jamilla foi surpreendida com o engessamento e a intransigência da organização do concurso, quando praticamente a impossibilitou de fazer a redação. O motivo: não foi permitido que Jamilla tivesse o auxílio de um computador, situação que consegue se expressar com mais agilidade.

“Ela vai balbuciar as palavras e uma pessoa vai descrever”, taxou Aparecida Silva, coordenadora do Enem na escola Professor Humberto Gama, local onde a estudante faz a prova.

O problema é que a coordenadora não foi verificar na sala, a real capacidade da estudante, que não consegue falar. Mesmo insistindo com as monitoras, Márcia Maria e Diana, que acompanharam Jamilla durante a prova, e confirmaram a impossibilidade de expressão através da fala da estudante, a organização insistiu na decisão, segundo ela, com o aval de José Gomes, coordenador do Enem, no RN.A mãe de Jamilla, Frassinete Fernandes, ainda insistiu e procurou a coordenadora do Enem no município, Maria Gorete, e ela foi conclusiva:

“Não posso fazer nada. A orientação do MEC é receber e aplicar as provas sem questionar, e não adianta entrar em contato com a coordenação estadual, porque ele vai dizer a mesma coisa”.

Maria Gorete orientou que Frassinete entrasse no site do MEC e tentasse resolver por lá:

“Não sei porque botam coordenadores na organização se não sabem resolver nada. Ano passado Jamilla fez o vestibular da Comperve, recebeu todo o apoio e todos os instrumentos que precisava para fazer a prova, eu não quero que ela tenha nenhum tipo de regalia, só que lhe seja respeitado o direito de fazer a prova, afinal ela estudou pra isso. Não sei o que fazem nem a quem recorrer”, desabafa a mãe.Frassinete disse ainda que quando fez a inscrição da filha, não tinha especificando no formulário quais seriam os instrumentos necessários, só as necessidades que Jamilla tinha. Ao entrar em contato com o 0800, a pessoa que lhe atendeu informou que a necessidade do aluno tem que ser observada e atendida pelo fiscal da sala, e que não poderia dar autorização, naquele momento, para a aquisição do computador. “Tentei falar com antecedência com o pessoal do Enem, mas ninguém me escutou, fico muito triste que a minha filha tenha que passar por isso”.

No próprio site do Inep tem especificando que “em todo o país, 28.295 candidatos ao Enem solicitaram atendimento especial. Essas pessoas vão contar com tempo adicional de 60 minutos, dependendo do tipo e do grau de suas deficiências, que podem levar o candidato a preencher a prova de forma mais lenta. O Inep assegura também aos participantes do Enem, com deficiência ou mobilidade reduzida, o direito de usar “ajudas técnicas”, como instrumentos, equipamentos ou tecnologia adaptados ou especialmente projetados para melhorar a funcionalidade da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida”.

Jamilla ainda não sabe como vai fazer ou se vai fazer a redação, que acontece neste domingo(4). Ela tem uma espécie de plaqueta que tem o alfabeto inscrito, que levou de casa, e a alternativa seria utilizar esse equipamento, mas o problema que marcar letra por letra vai demorar muito tempo e será muito cansativo para a estudante.

Pra aumentar ainda mais a dificuldade, na cidade não há neste final de semana, um juiz de plantão para tentar uma ordem judicial.

Frassinete e Jamilla já analisam a possibilidade de uma reparação judicial.

4 de novembro de 2012 às 13:15

Os votos de Henrique no RN [2] Comentários | Deixe seu comentário.

Candidato a presidente da Câmara Federal, que acontecerá em primeiro de fevereiro do ano que vem, o deputado Henrique Alves contará com os votos de quais conterrâneos?

Eis a bancada (pela ordem alfabética), além do próprio:

1- Betinho Rosado (DEM) – aliado

2- Fábio Faria (PSD) – no momento, na política local, é adversário de Henrique (?)

3- Fátima Bezerra (PT) – apesar de partidos aliados, foram adversários ferrenhos em Natal (?)

4- Felipe Maia (DEM) – adversário em Natal e aliado em Mossoró: tido como aliado.

5- João Maia (PR) – aliado

6- Paulo Wagner (PV) – já declarou votar em Henrique

7- Sandra Rosado (PSB) – adversária, não deverá votar de jeito nenhum, depois do resultado das urnas em Mossoró.

 

4 de novembro de 2012 às 12:14

Governadora acompanha embarque de soldados potiguares para o Haiti [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Embarcaram hoje cedo, para Missão de Paz no Haiti, 82 militares potiguares do Exército.

Uma cerimônia na Base Aérea de Natal marcou a despedida dos militares de suas famílias.

Serão 6 meses fora de casa.

A governadora Rosalba Ciarlini, acompanhada do marido-chefe da Casa Civil, Carlos Augusto Rosado, e do comandante geral da PM, Coronel Araújo, presidiu a cerimônia.Ela entregou a bandeira do Rio Grande do Norte ao Tenente Araújo, potiguar de maior graduação entre os que integram o grupo.

Em breve, mais 200 militares embarcarão para o Haiti.

“Vocês são nossos Soldados da Paz, homens e mulheres da paz que trazem no coração o sentimento da solidariedade. Essa missão tem um significado especial para cada um de vocês, mas também para nós, brasileiros, sabendo que vão cumprir com bravura essa missão a que se dedicaram”, disse a governadora.

 

“Foi por méritos próprios que cada um dos senhores conseguiu lugar nessa missão de paz no Haiti. Os senhores, Soldados da Paz, são motivo de orgulho para todos nós”, disse o General-de-Brigada Carlos José Ignácio, comandante da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Homens do Exército que deixam Natal para missão no Haiti (Fotos: Demis Roussos)

Rosalba entrega bandeira do RN

 

4 de novembro de 2012 às 12:00

Rumo às presidências das Câmaras [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Contagem regressiva…

Passadas as eleições municipais, vem aí as eleições para presidentes de Câmaras.

Municipais e federal.

No âmbito local, na disputa, por enquanto, o atual presidente Edivan Martins (PV), que segue reeleito de acordo com as decisões judiciais, mais a vereadora Júlia Arruda (PSB), o atual prefeito e eleito vereador, Paulinho Freire (PP)…

Hora de testar quem conseguirá articular com a nova Casa, agora com 29 parlamentares.

No âmbito nacional, o deputado potiguar Henrique Alves, líder do PMDB, segue como queridinho da presidente Dilma Rousseff.

Pelo menos é o que apontam algumas frases da presidente…chamando o deputado de presidente.

Nessa disputa, Henrique, considerado sempre um perfeito articulador, tem que se superar.

Primeiro para se manter na disputa como o nome do PMDB e da presidente Dilma.

É que, lembrando eleições passadas, todos os presidentes eleitos não eram os que estavam candidatos. Mas os que surgiram de repente.

Henrique, inclusive, foi vítima disso.

Seria o candidato há dois anos, mas foi convencido a adiar o projeto em nome do recém-surgido candidato Marco Maia.

E segundo, para ultrapassar a fome do PSB do governador Eduardo Campos, que elegeu o maior número de prefeitos em capitais do Brasil, e com isso seguirá medindo força com a presidente Dilma…de olho no Planalto em 2014.

Henrique, por enquanto, segue em céu de brigadeiro rumo à cadeira de Marco Maia.

 

4 de novembro de 2012 às 11:11

Coitada da nossa saúde pública [2] Comentários | Deixe seu comentário.

Sempre a Saúde….

Coitado do contribuinte que necessita da saúde pública nesse Brasil de meu Deus…

Sempre a Saúde…

Leia reportagem da Tribuna do Norte de hoje, mostrando fraude no Hospital da Mulher, de Mossoró, controlado, através de contrato com o governo do Estado, pela empresa Marca.

A mesma que, em Natal, através de contrato com a Prefeitura, e detectadas irregularidades, levou servidores para a prisão.

Em Mossoró…tudo ok, por enquanto.

Ah…

Perguntinha besta: quem se beneficiou com esses milhões aí?

 

Leia:

 

Da Tribuna do Norte:

Auditoria aponta fraudes de R4 3,1 milhões em contrato

Relatório de auditores da Sesap revelam diversas irregularidades no contrato do Governo com a Marca

 

O contrato do Governo do Estado com a Associação Marca para gerir o Hospital da Mulher foi encerrado na última segunda-feira, mas a auditoria na prestação de serviço realizada pela Organização Social não acabou. No último semana de outubro, o secretário estadual de Saúde, Isaú Gerino, recebeu um relatório produzido pelos próprios técnicos da secretaria de saúde onde se aponta gastos indevidos de R$ 3,160 milhões nos quatro primeiros meses do contrato (março a junho). A auditoria preliminar tomou como base as prestações de contas enviadas pela Marca ao Governo do Estado.

Por conta das supostas irregularidades, os técnicos da Sesap recomendaram a suspensão do último pagamento restante para a Organização Social, referente ao último mês de prestação de serviço. Esse pagamento é da ordem de R$ 2,59 milhões. Segundo o relatório, o pagamento deve ser suspenso “diante das graves irregularidades detectadas preliminarmente, bem como diante da relação custo-benefício dos serviços prestados pela Entidade Social, que fere frontalmente o princípio da economicidade que deve ser perseguido pela Administração Pública, e que a nosso ver em caráter preliminar está causando fortes prejuízos ao Erário Estadual”.

 

Os gastos “indevidos” têm relação com três situações consideradas irregulares pelos técnicos da Secretaria de Saúde. A primeira delas diz respeito às despesas contraídas de forma antecipada pela Associação Marca, antes da formalização do contrato. A TRIBUNA DO NORTE noticiou há três meses a existência dessas despesas. O relatório coloca a existência de R$ 758 mil de gastos antes de haver contrato com a Associação. Outro ponto citado pela auditoria foi a inclusão de guias de depósitos judiciais de processos trabalhistas do Rio de Janeiro. Foram quatro pagamentos, que totalizaram R$ 280 mil. Os técnicos estranharam a existência de pagamentos referentes a processos judiciais de fora do Rio Grande do Norte.

O último ponto apontado pela auditoria é relativo ao pagamento do fundo de garantia dos funcionários da empresa Salute Sociale, que era “quarteirizada” pela Marca para fornecer mão de obra para o Hospital da Mulher. Na prestação de contas, segundo o relatório preliminar da auditoria, foi incluído o pagamento de todos os funcionários da empresa, que tem contrato em várias cidades do Brasil. Por conta dessa inclusão, o valor incluído na prestação de contas é significativamente superior ao devido pelo Estado.

 

O repasse “devido” seria de pouco mais de R$ 95 mil. Contudo, nas prestações de contas, segundo o relatório, estão guias de recolhimento do FGTS no valor de R$ 2,2 milhões. No mês de março, por exemplo, o repasse que seria de R$ 17 mil teve na prestação de contas GRF de R$ 561 mil. A inclusão desses documentos na prestação de contas inflou o número de “pagamentos indevidos” identificados na auditoria para R$ 3,160 milhões. A Associação Marca recebeu do Governo do Estado até agora R$ 18,396 milhões pelos oito meses de gestão à frente do Hospital da Mulher.

O relatório preliminar dos técnicos da Sesap foi um dos documentos pedidos pela promotoria do Patrimônio Público na investigação aberta para apurar a contratação da Inase, substituta da Marca à frente do Hospital da Mulher. Na próxima terça-feira, os responsáveis pelo Inase prestam depoimento no MPE.

 

Repasses maiores que gastos reais com pessoal

Além das suspeitas de irregularidades, a auditoria identificou situações que chamam a atenção. Há uma contradição entre o custo da folha de pessoal do Hospital da Mulher e os repasses para a empresa Salute Sociale, que era responsável pelo fornecimento e gestão de recursos humanos da unidade de saúde. Enquanto a folha custava em torno de R$ 325 mil por mês, os repasses para a Salute Sociale nos quatro meses de contrato sob análise da auditoria foram de R$ 2,4 milhões, todos eles em abril deste ano.

Uma operação matemática simples demonstra que a folha de pessoal custou de fato nesse período R$ 1,3 milhão, o que significa R$ 1,1 milhão a mais de repasse nos quatro primeiros meses de contrato. “Concluímos a existência de uma disparidade entre os valores transferidos para custeio da folha de pagamento”, diz o relatório preliminar de auditoria.

 

Esse dado tem como complemento uma análise acerca da projeção feita da demanda de pessoal e de atendimentos. O orçamento de gasto com pessoal presente no estudo para implantação do Hospital da Mulher é de R$ 890 mil para 363 funcionários. Como já foi demonstrado, o gasto mensal de fato é menor que a metade do orçado, em torno de R$ 325 mil. Fontes da Secretaria Estadual de Saúde informam que o número de funcionários do Hospital da Mulher nunca chegou aos 363 presentes no planejamento.

Além disso, a demanda da unidade de saúde não acompanhou o planejamento do Governo do Estado. A previsão mensal presente em documento assinado pelo secretário de saúde à época, Domício Arruda, era de 370 partos por mês. Contudo, em março e abril foram realizados 91 e 130 partos respectivamente.

 

Controladoria mantém relatório em segredo

Em paralelo ao relatório da Secretaria Estadual de Saúde, um outro documento acerca do contrato do Governo do Estado com o Hospital da Mulher ainda não veio a público. A governadora Rosalba Ciarlini determinou no dia 28 de junho, logo após a Operação Assepsia, que colocou suspeitas sobre a atuação da Associação Marca no Estado, a realização de uma auditoria extraordinária. A Controladoria Geral do Estado ficou a cargo de concluir a apuração em 30 dias. Desde então, o assunto foi esquecido e o relatório não foi publicizado.

Uma comissão do Governo do Estado será enviada na próxima semana para averiguar in loco a situação do Hospital da Mulher. “Eu como ordenador de despesas não posso autorizar nenhum pagamento enquanto houver dúvida. Se houver despesas a mais, não iremos pagar”, disse o secretário de Saúde.

Como o restante do pagamento para a Marca é uma parcela de R4 2,59 milhões, e os gastos indevidos já identificados são de R$ 3,16 milhões, o simples bloqueio não seria suficiente para ressarcir o suposto pagamento irregular.