Thaisa Galvão

24 de julho de 2013 às 21:45

Presidente da Câmara de Macau anuncia rompimento da base governista com o prefeito e quer explicação sobre os gastos da Prefeitura [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Os 10 vereadores da base governista, em Macau, estão decididos a romper com o prefeito Kerginaldo Pinto (PMDB), por causa da decisão do chefe do Executivo de demitir 250 cargos comissionados.

Dos 11 vereadores do município, Kerginaldo só tinha uma oposição…e agora está sob risco de ter oposição unânime na Câmara.

A decisão dos vereadores tomada ontem, foi reafirmada hoje em reunião da bancada, que passou a manhã e parte da tarde levantando números de receitas e despesas da Prefeitura de Macau.

 

“Queremos que o prefeito explique porque não tem dinheiro para pagar ao pessoal”, disse agora ao Blog o presidente da Câmara, vereador Oscar Paulino, do PMDB do prefeito.

Segundo o vereador, não há queda de receita como alega o prefeito Kerginaldo, justificando as demissões.

 

“Uma vereadora perguntou o que ele ia fazer com o dinheiro e ele disse que só não era botar no bolso dele. Queremos que ele diga. Está pagando alguma dívida da administração passada?”, insinuou o presidente da Câmara, que revelou ao Blog os números levantados pelos 10 vereadores em Macau que tem uma receita que gira entre 7 e 8 milhões de reais por mês.

 

Segundo Oscar Paulino, a média de FPM recebido por mês é de 1 milhão e 600 mil; de ICMS a receita gira em torno de 1 milhão e 500 mil; cerca de 1 milhão de receita própria é arrecadado mensalmente; e os royalties do petróleo, que este mês teve uma queda, e o prefeito inclusive entrou na justiça, ainda foi de 1 milhão e 400 mil

 

Os vereadores ainda fizeram os cálculos e bateram os números do que foi arrecadado e gasto de janeiro até hoje, 24 de julho, e chegaram a um líquido de 44 milhões de reais, garantiu o presidente da Câmara.

 

“Não há queda de receita, o que há é aumento de despesas e nós queremos que o prefeito diga onde está plicando o dinheiro da Prefeitura”, cobrou o presidente do legislativo.

 

Dos 10 vereadores que vão romper com o prefeito Kerginaldo, 5 são do PMDB do prefeito, 3 são do PR e 2 do PP.

Eles integraram as duas coligações que ajudaram a eleger o prefeito de Macau: uma formada pelo PMDB e PP e a outra pelo PR e outros partidos pequenos.

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