Thaisa Galvão

26 de julho de 2013 às 16:56

Enquanto ministro rebate críticas, prefeito do Rio reconhece mico da organização da JMJ [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Um mico a organização da Jornada Mundial da Juventude…que  só se salvou pelo carisma do papa Francisco, que a cada dia que passa encanta mais o povo brasileiro.

O mico começou no primeiro dia, quando jogaram o papa num engarrafamento no centro do Rio.

E continuou no segundo dia, quando duas linhas do metrô pararam e o povo ficou na rua até de madrugada, sem ter como chegar em casa.

Depois passou para a mudança de lugar na cerimônia da Acolhida, ontem, que seria realizada em Guaratiba, e por causa da chuva que encheu o local de lama, foi transferida para Copacabana.

 

 

Vendo o mico crescendo cada vez mais, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, em entrevista à CBN, deu nota perto de zero à organização do evento.

 

“Eu acho que, quando não é perfeito, sempre fica mais perto de zero do que de 10. Mas também não estou dando nota zero. Não é perfeito, a gente tem obrigação de ser perfeito, esse é meu papel. A organização não está bem”, disse Paes, negando que a Prefeitura tenha investido um centavo sequer nas obras do campus que deu água, onde se estima gastos de 14 milhões de reais que acabaram jogados no lamaçal em que se tornou o campus…

“Não há um tostão de recurso público investido nessa área”, garantiu o prefeito.

 

 

Já o deslumbrado do ministro Gilberto Carvalho, que representa o governo federal na Jornada da Juventude, rebateu as críticas da imprensa nacional sobre o mico do Rio.

“Acho que é uma leitura de quem não está aqui. Quem está aqui, com honestidade, não tem como fazer um balanço negativo. Estou achando extraordinário”, disse Carvalho à Agência Brasil.

 

 

Mas claro que Gilberto Carvalho está achando tudo fenomenal.

Como representante da presidente Dilma, tem espaço vip em todos os eventos.

Fora que não tem que pegar metrô…

Nem muito menos se hospedou nas proximidades de Guaratiba para ficar mais perto do evento, e de repente se viu obrigado a andar horas, dependendo do transporte capenga, para chegar a Copacabana.

 

“É bom lembrar, sempre, que é um evento da Igreja, não é dos governos. Nós estamos dando suporte a eles. As escolhas foram todas feitas pela Igreja. Então é natural. Houve uma inundação na região e mudou-se pelos riscos aos peregrinos. Não vejo problema nenhum na questão e não se pode criticar o governo municipal, ou estadual, ou federal por isto”, defendeu o ministro.

 

 

Huummm…

Vale lembrar que o campus, onde cerca de 14 milhões de reais foram jogados fora, e o ministro acha legal só porque foi a igreja que escolheu, certamente foi licenciado para liberar a realização da obra.

E a licença quem concede ou é o Estado ou o Município…

E quem concede licença devia saber a situação do terreno que virou lama….

 

É um mico atrás do outro e o melhor a fazer é focar no papa, na sua simpatia, na sua fé em Deus, nos seus conselhos…e rezar para que na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro não faça isso com seu povo e com seus visitantes.

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