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30 de outubro de 2014 às 17:13

Senador José Agripino diz que PT dividiu o Brasil entre ‘ricos e pobres’

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Em entrevista hoje à Rádio Estadão, pelo telefone, o senador José Agripino disse que a classe política deve trabalhar para acabar com o estigma instalado pelo PT durante a campanha presidencial, de dividir o país entre ricos e pobres.

“Cabe à classe política, de governo e oposição, acabar com qualquer sequela de divisão do país entre ricos e pobres, entre classes A, B, C, D, entre brancos e negros. O Brasil é um só”.

Para o líder do DEM no Senado, a derrota de Aécio Neves por uma diferença de apenas três milhões de votos foi resultado das inverdades ditas pelo PT à população.

“No Nordeste sou testemunha de que você chegava à casa das pessoas mais modestas e estava inoculado o vírus do fim do Bolsa Família, do Prouni, do Minha Casa Minha Vida. Estava dito dentro das casas que, se Aécio fosse presidente, ele acabaria com tudo aquilo. Ou seja, era uma militância a serviço da inverdade”.

Durante a entrevista, Agripino disse que “o PT se julga proprietário do poder e por isso comete desatinos. Cabe a nós, da oposição, estarmos 24 horas por dia atentos para fiscalizar e apontar caminhos de correção”.

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4 respostas para “Senador José Agripino diz que PT dividiu o Brasil entre ‘ricos e pobres’”

  1. Thiago Loureiro disse:

    A maior verdade é a de que o Brasil está dividido em regiões… O Partido dos Trabalhadores (que aliás surgiu em São Paulo) conseguiu DIVIDIR E ESTIGMATIZAR O BRASIL! Não vou adentrar no mérito de que a região X é mais pobre que a região Y, mas sim na imensa cultura do ódio barrista, beirando à xenofobia, que um ex-presidente da república fomentou com seus discursos eivados de fanfarronices, parafraseando um repórter cujo nome não me vem a mente agora, "alternando momentos de Mussum e Stalin".

    E o esteriótipo já está tão evidente que esperamos esse tipo de manifestação agressiva e pejorativa vindo dos sulistas (inclua-se o sudeste) contra os nordestinos (inclua-se o norte)… eis que me deparo com uma postagem de uma paraense, conterrânea de minha esposa, tecendo comentários que nem Adolf Hitler teceu contra os judeus, aos paulistas.

    Fiquei bastante triste, não por ser paulista e nem por ter me sentido ofendido pelas asneiras ditas na postagem (até porque dias atrás um paulista fez a mesma coisa contra os nortistas e nordestinos), mas sim por constatar que o PT conseguiu o que tanto desejou: DIVIDIU O BRASIL, e a história nos mostra que um povo desunido é um povo fraco, frase referendada pela filosofia romana de Júlio César: "Dividir para conquistar".

    A independência de Portugal só foi conquistada com um couro uníssono de todo o Brasil, a queda da ditadura militar também, assim como o impeachemant do ex-presidente Fernando Collor (muito embora eu acredite que se ele não tivesse confiscado as poupanças teria cumprido o mandato, pois é evidente que a massa não considera a corrupção um fator preponderante para votar em alguém).

    Essa divisão não beneficia nenhuma região, nem a mais pobre e nem a mais rica, mas decreta um vencedor nesta pseudo luta de classes – filosofia marxista falida, esgotada por Lenine em 1917, há quase 100 anos: a elite, não a que o PT diz "combater", mas a verdadeira elite… da qual fazem parte pouquíssimas pessoas, muito menos que os 49% do eleitorado do PSDB, do que os 41 milhões de habitantes de São Paulo, mas uma porcentagem ínfima, composta por empresários, políticos (muitos do próprio PT, inclusive o ex-presidente e messias do partido), maçons, sindicalistas e parasitas do gênero, que se deleitam em fortunas enquanto a população se divide, se enfraquece e se odeia.

    O brasileiro precisa parar de encarar a política como futebol e pensar muito antes de endossar asneiras que qualquer palhaço vomita aos quatro ventos… Esse tipo de comportamento é irresponsável demais, pois da mesma forma que incita algum jagunço a sair caçando sulista nordeste a fora, incita grupos neo-nazistas a cometerem atrocidades contra emigrantes nordestinos ou filhos destes.

    Somos brasileiros e o Brasil, além de ser um país MULTICULTURAL, é uma REPÚBLICA FEDERATIVA! Vejamos o que diz a nossa constituição sobre isso:

    "Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
    I – a soberania;
    II – a cidadania;
    III – a dignidade da pessoa humana;
    IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
    V – o pluralismo político."

    Espero que o PT não coloque sua ambição de poder acima de um legado de 500 anos.

    Quem escreve isso é um paulista, brasileiro e patriota (no sentido estrito da expressão, e não patriota de copa do mundo), apaixonado pelo Brasil, casado com uma paraense e que respeita TODAS AS PESSOAS, independente de qualquer estigma ou esteriótipo que um governo ou meio de comunicação lhes atribua!

  2. Vilberto Mota disse:

    Zé promessa você também contrubuiu pra isso

  3. Raimundo Junior disse:

    Discurso de derrotado. José Agripino não se contetenta em ser perdedor. Não conseguiu eleger seu governador e senadora do acordão e nem crecer seu partido. Que aliás, perdeu sua ideologia e identidade. Tentou tirar o mandato do dep. Betinho Rosado, cassou a Governadora, tudo na marra, brutalidade. O que percebe-se em sua oratória ultimamente, é o não respeito a maioria dos brasileiros que escolheram um lado. Não adianta mais. O juíz já apitou o final do  jogo e o placar todos nós conhecemos.  Mas, é isso. Em 2018, quero saber qual será a desculpa.

  4. Ilustre jornalista,

    Quem divide o País é o preconceito, sendo o mais forte no momento o de natureza étnica-social. Lá atrás, no tempo, Fernando Henrique Cardoso disse que os trabalhadores que queriam se aposentar mais cedo eram vagabundos (ele, FHC, aposentou-se muito cedo).

    Depois, mais recentemente, FHC disse que os eleitores de Lula e Dilma são desinformados, no que foi seguido por seu pupilo José Agripino Maia, que em pleno dia da votação (segundo turno) disse que os eleitores de Dilma errariam o voto por serem desinformados.

    Declarado o resultado das urnas no segundo turno, com a reeleição da presidenta Dilma Roussef, o vereador Coronel Paulo Telhada (PSDB, São Paulo) chegou a propor a divisão do País, deixando o Norte e o Nordeste como outro País.

    A vereadora Eleika, de Natal, também endossou a ideia da separação e o "bem informado" senador José Agripino Maia disse que o Brasil produtivo deu a vitória a Aécio Neves, deixando claro que, para ele, nós do Nordeste e os irmãos do Norte somos um povo improdutivo e essas regiões não são produtivas, o que não é verdade.

    O curioso disso é que os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, que bem conhecem o senador Aécio Neves (foi governador do primeiro e sempre teve uma vida de bom vivant no segundo, onde passa a maior parte do tempo) deram a vitória a Dilma Roussef.

    Em 2018, quando voltar a pedir votos para senador da República, José Agripino terá dificuldades de pedir os votos dos que, para ele, são "desinformados" e "improdutivos".

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