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13 de abril de 2015 às 7:20

Para governador, faltou projeto local para viabilizar a implantação do Brasil Mais Seguro no Rio Grande do Norte

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Nos últimos tempos, Natal viveu dois momentos de muita gravidade: o deslizamento do morro de Mãe Luíza e as rebeliões em presídios, com criminosos comandando um verdadeiro ataque às ruas da capital.

No primeiro caso, foi constatada a presença da política, com presença de parlamentares, gestores e ministro prometendo soluções até agora esperadas pelo povo.

No segundo caso, foi constatada a presença de governo. Tanto estadual quanto federal, o que garantiu o fim das rebeliões em curtíssimo tempo.

Na entrevista de ontem, o governador Robinson Faria atribuiu isso à forma planejada do seu governo, já que as figuras do Planalto são as mesmas.

 

Thaisa Galvão – Outro grande desafio enfrentado nesse primeiro momento de sua gestão foi a crise prisional…

Robinson Faria – Nós herdamos um Estado, infelizmente, com um déficit de 4 mil vagas no sistema prisional. Esse déficit caiu em nosso colo, na nossa gestão. Aí aconteceu a rebelião, mas nós conseguimos, em menos de 48 horas, uma grande pactuação, com uma atitude corajosa do Governo do Estado e do governador, que sem fazer nenhum tipo de concessão, sem negociar, conseguimos dissolver e apaziguar a rebelião, diferente do que aconteceu em São Paulo, no Maranhão e em Santa Catarina, que passaram vários meses. Nós vencemos uma rebelião em apenas 48 horas. Então eu acho que o Estado demonstrou que num momento de crise soube se posicionar e saiu vitorioso.

Thaisa Galvão – Esse problema é antigo. O então presidente do CNJ e do STF, ministro Joaquim Barbosa, veio a Natal e visitou, in loco, os presídios, mostrou o caos, o ministro da Justiça prometeu solução através do projeto Brasil Mais Seguro, mas nada aconteceu até agora, houve , inclusive, devolução de dinheiro. O que está sendo diferente já que a presidente da República é a mesma e o ministro da Justiça também?

Robinson Faria – O que é diferente é que hoje nós temos políticas públicas com prioridade na segurança pública. E a segurança pública ela passa pela recuperação do sistema prisional com a construção de novos presídios, e também de medidas sócio-educativas, para atenuar a situação dos presídios. Você tem que trabalhar fora e dentro dos presídios. A parte de humanização dos apenados, o direito à cidadania, à saúde, à leitura, à educação, a parte social será trabalhada, e fora do presídio nós vamos cumprir as nossas metas com a construção de novos presídios. Já busquei uma parceria com o governo federal, já me reuni com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo mais de 4 vezes, vamos trazer para o RN o ‘Brasil mais Seguro’ que não funcionou na gestão passada, já tivemos redução de mais de 30% dos indicadores, portanto estamos no caminho certo. O sistema prisional, assim como o CIOSP, faz parte de nossas metas para dar segurança ao povo do Estado. Tínhamos um CIOSP incompleto, sub-utilizado, mas que agora vai ser super utilizado, interligado com o interior. Estamos comprando novas câmeras porque não adianta ter um CIOSP e não ter câmera interligando esse CIOSP. Já estamos licitando a compra de novas câmeras para Natal e Grande Natal, interligar com o CIOSP, ter uma metodologia de acordo com o CIOSP, para poder ter segurança nos bairros. Vamos implantar o Ronda Cidadão para voltar a dar tranquilidade ao povo.

 

Thaisa Galvão – Isso tudo numa parceria com o Ministério da Justiça que se disse parceiro no governo anterior, mas a parceria acabou não acontecendo no governo anterior. A aliança com o PT pode ter feito a diferença?

Robinson Faria – Não funcionou porque o governo passado não planejou. Eu estive com o ministro da Justiça e ele relatou que não conseguiu fazer nada com o Rio Grande do Norte porque o próprio governo do Estado não dava continuidade às parcerias com o governo federal. Em nosso caso nós estamos buscando essa parceria, eu pedi ao ministro um diagnóstico da violência no Rio Grande do Norte, esse diagnóstico já está pronto, vamos ter um retrato do que motiva a violência, do que motiva os homicídios, a questão do crack, das drogas, vamos ter, brevemente, esse diagnóstico pronto, e a partir desse diagnóstico trabalhar com planejamento, as metas para os próximos 4 anos. A situação é diferente, cada gestão tem sua essência  e a nossa gestão trabalha com planejamento. Dentro do programa RN Sustentável, com recursos do Banco Mundial, a Secretaria de Segurança foi a que mais apresentou projetos.

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