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13 de abril de 2015 às 7:26

Robinson Faria: 100 dias de governo, 56 de idade, e a esperança de que as dificuldades enfrentadas pela sua gestão sejam vencidas

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No domingo em que chegou aos 56 anos de idade, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, fazia as contas do que conseguiu fazer em 100 dias de Governo.

Em casa comemorando com a família, e com alguns amigos que foram cantar parabéns, numa festa surpresa organizada pelas filhas, o governador concedeu uma entrevista ao Blog. Onde falou de satisfações e dificuldades que permeiam a primeira etapa vencida de sua gestão.

O governador recebeu amigos ao lado da mulher, a secretaria de Assistência Social, Julianne Faria, do filho deputado federal Fábio Faria, com a mulher Patrícia Abravanel e o filho Pedro, com as filhas Natália e Janine, e com os pequenos Maria Fernanda e Maria Luíza.



Thaisa Galvão –  Cem dias. Pouco mais de 3 meses. Tem sido fácil?

Robinson Faria – Governar um Estado não é uma missão fácil. É um desafio a cada dia, mas eu sou uma pessoa que levo comigo, a cada dia, muita motivação que me permite enfrentar todas as adversidades. Estamos vencendo até agora e esperamos continuar no caminho certo, até porque eu estabeleci o diálogo como instrumento desse desafio e o diálogo sempre tem sido fundamental para um Governo acertar os seus caminhos.

Thaisa Galvão – Desafio  número 1: os salários dos servidores. Você encontrou os salários sendo pagos fora do calendário e a solução foi apelar para o Fundo Previdenciário. Não teme que essa prática se torne o fantasma de sua gestão?

Robinson Faria – Quando eu assumi o Governo do Estado existia uma lei na Assembleia da fusão dos planos da Previdência que já tinha sido utilizada no governo anterior. Recebi o Estado com apenas 4 milhões de reais em caixa e com mais de 700 milhões de reais vencidos de restos a pagar. Portanto, um Estado numa situação quase de falência. Eu tinha, na minha campanha, dado a palavra, e tenho esse compromisso, que faz parte da minha essência, de valorização do servidor público. E eu preferi utilizar desse mecanismo que a Assembleia aprovou, e pagar o servidor em dia, do que deixar o servidor com seu salario atrasado, que não tem culpa das gestões anteriores que levaram o Estado à situação difícil em que se encontra.  Esse problema que eu vejo como passageiro, será solucionado. Eu fui a Brasília, e no Ministério da Previdência fiz uma exposição de motivos por escrito ao ministro da Previdência, com um plano de ressarcimento desse Fundo. Nós estamos apostando na recuperação da economia do Estado, para que tenha condições de fomentar a economia, as cadeias produtivas, aumentar sua arrecadação com um governo técnico,  fazer com que o Estado tenha poder de competição com os demais para abrir novas indústrias, novas frentes de trabalho, e com isso o Estado recuperar a sua economia. Com isso nós vamos ter condições, aumentando a arrecadação, de poder pagar a folha sem precisar se utilizar do Fundo. Já temos uma programação e espero o mais cedo possível não precisar mais do Fundo. Nós já devolvemos 45 milhões do que foi retirado.

Thaisa Galvão – O Governo vem garantindo o depósito para pagamento do décimo-terceiro? A primeira parcela será paga no meio do ano?

Robinson Faria – Estamos fazendo todo tipo de gestões, a começar pelas medidas de redução de custeio, estabeleci metas para todas as Secretarias, reduzi gastos com passagens, aluguel de carros. Telefonia, diárias, terceirizações, para poder o Estado reduzir o seu custeio e possibilitar o pagamento que será honrado do décimo-terceiro salario. Não tenho medo de dizer que o Estado irá cumprir.

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