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7 de setembro de 2015 às 8:23

Pressionado pelo procurador, ministro do STF autoriza investigação nas campanhas de Lula e Dilma

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Cobrado publicamente pelo procurador geral Rodrigo Janot, que o apontou como lento demais para decidir se autorizaria ou não as investigações sobre as campanhas de Lula e Dilma, o ministro do STF e relator do processo do Lava Jato, Teori Zavascki, decidiu…

E autorizou o juiz Sérgio Moro a proceder com as investigações.

Da Folha:

Teori manda ao Paraná investigações sobre campanhas de Lula e Dilma

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki desmembrou parte das investigações referentes à delação premiada do dono da UTC Ricardo Pessoa e remeteu para a primeira instância, na Justiça Federal do Paraná, citações à campanha de Lula em 2006 e da presidente Dilma Rousseff em 2010.
Em sua delação, Pessoa disse ter feito contribuições clandestinas para a campanha à reeleição do ex-presidente Lula em 2006.
Além disso, Pessoa também teria dito, segundo relatos, que fez repasses ilegais de recursos ao ex-deputado José de Filippi Júnior (PT-SP), que foi tesoureiro da campanha de Dilma em 2010 e de Lula em 2006.
Por isso, esse desmembramento deve levar as investigações sobre Filippi Júnior à primeira instância, já que ele não tem foro privilegiado.
MORO
Com isso, o Ministério Público Federal no Paraná passa a ser responsável por essa parte da investigação, cujo juiz que a conduzirá será Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.
A campanha de Dilma em 2010 já está sendo investigada no Paraná, por causa de relato do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, também delator. Costa afirmou que providenciou para a campanha o repasse de recursos provenientes do esquema de corrupção da Petrobras, a pedido do ex-ministro Antônio Palocci. Palocci nega a acusação.
Teori manteve no Supremo a investigação sobre o ministro da Comunicação Social Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha à reeleição de Dilma no ano passado. Sobre ele, Pessoa afirmou que foi coagido para fazer doações à campanha petista.
A Folha não obteve contato com o ex-tesoureiro Filippi Júnior.

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