Thaisa Galvão

12 de janeiro de 2016 às 22:41

Já virou rotina a escuridão na Via Costeira [2] Comentários | Deixe seu comentário.

A Cosern bem que poderia dar uma passada todas as noites na Via Costeira, em Natal.
A cada noite quem passa na Via se depara com vários trechos no escuro.
Prato cheio para a bandidagem praticar assaltos na via onde estão localizados hoteis, e por onde muitas vezes trafegam turistas desavisados.
Há tempos o Blog mostra o problema, pelo visto, sem solução.
Um alerta para a Semsur – Secretaria de Serviços Urbanos de Natal – cobrar da Cosern a iluminação da Via Costeira.
Veja o vídeo até o fim para acompanhar os vários pontos escuros.

12 de janeiro de 2016 às 16:51

Para voltar à Câmara como mais votado, Henrique se articula para ter na mão as duas maiores prefeituras do RN [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Por Thaisa Galvão
O ministro do Turismo, Henrique Alves, está se articulando para voltar à Câmara em 2018 e para isso espera ter, sob seu domínio, as duas maiores prefeituras do Rio Grande do Norte.

Para isso, já é tido como certo, pelo menos em Mossoró, que Henrique vai indicar os vices do prefeito candidato à reeleição, Carlos Eduardo, e da prefeitável Rosalba Ciarlini.

As conversas com Rosalba já aconteceram enquanto com Carlos Eduardo tudo edtá ainda na base da sinalização.

Em Mossoró ficou definido assim: Henrique indica o vice do PMDB, Rosalba se elege prefeita pelo PP, e quando for em 2018 ela renuncia para disputar o Senado, fazendo dobradinha com o senador candidato à reeleição, Garibaldi Filho.

Com a renúncia de Rosalba assumiria a Prefeitura o vice indicado por Henrique.

Para o plano dar certo, Rosalba, com Henrique em seu palanque, terá que ser eleita.
Em Natal, como já falei aqui, o prefeito Carlos Eduardo ainda não anunciou qual o papel do PMDB no seu palanque, mas a estratégia de Henrique é a mesma de Mossoró.

Indica o vice do PMDB, reelege o prefeito, espera chegar 2018 para Carlos Eduardo renunciar para disputar o governo do Estado, ficando a prefeitura sob o domínio do vice indicado por Henrique.

Assim como Mossoró, para “lacrar” a estratégia, o prefeito terá que ser reeleito.

Com as duas maiores prefeituras na mão, Henrique pretende voltar à Câmara como o deputado federal mais votado do Rio Grande do Norte.

Ultrapassando a marca do deputado-primo Walter Alves, o mais votado nas eleições do ano passado.
A estratégia de Henrique deixa de fora o senador José Agripino Maia, que na eleição passada tirou Rosalba do páreo para tentar eleger Henrique.

12 de janeiro de 2016 às 11:04

Assaltante da turismóloga Gizela Mousinho era funcionário de um lava jato [5] Comentários | Deixe seu comentário.

Um alerta a quem deixa carro em lava jatos:

Um dos assaltantes da turismóloga Gizela Mousinho, assassinada há pouco mais de uma semana, Wagner Nascimento, era funcionário de um lava jato na rua Jaguarari.

Era lá que ele estava quando chegaram as amigas – uma delas Jully, que atirou em Gizela – convidando-o para roubar um carro.

De lá os 3 seguiram para a rua da padaria onde Gizela foi abordada e morta.

O fato do assaltante ser funcionário de lava jato não significa que todos sejam iguais, mas deixa o alerta para você que deixa seu carro para lavar em qualquer lugar.

Muitas vezes o carro com chave e pertences dentro.

Alerta também para os donos de lava jato, ao contratarem seus funcionários.

12 de janeiro de 2016 às 10:48

Caern começa a retomar o abastecimento em bairros da zona Leste de Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Caern retomou o abastecimento para os bairros da zona Leste do Natal. 

O fornecimento estava suspenso desde o domingo, devido a um vazamento na rua Mermoz, em Cidade Alta. 

A empresa concluiu o conserto ontem à tarde e o prazo para que o abastecimento esteja regular em todos os pontos é de 48h. 

12 de janeiro de 2016 às 10:45

PMDB deverá eleger um presidente investigado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Por Thaisa Galvão




O nome do ministro do Turismo, Henrique Alves, chegou a ser cotado para presidir o diretório nacional do PMDB.

Mas a citação de Henrique na Lava Jato tirou o ex-deputado potiguar do páreo.

Agora o nome lembrado é o do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Ôxe…

Mas Calheiros está literalmente encalacrado, já até envolvido em processo.

Vá entender.

Renan sabe que tá bichado e quer indicar o senador Romero Jucá, que está na lista de investigados do procurador Rodrigo Janot.

O fato é que o PMDB está sem saída na escolha do seu presidente, e para onde apontar, baterá de cara com a Lava Jato.

O atual presidente, o vice-presidente da República, Michel Temer, quer se manter no cargo, mas a ala do partido contrária a ele, liderada por Renan Calheiros, faz de tudo para inviabilizar o desejo de Temer.

Aliás, Temer tem conseguido inviabilizar muita coisa.

Considerado um bom articulador, de repente o olho grande pelo poder, pela cadeira principal do Palácio do Planalto, o tornou desastrado.

Temer começou há quase um ano a demontrar o desejo de ser Dilma, declarando que o PMDB terá candidato próprio em 2018.

Ainda faltam 3 anos mas a ânsia pelo poder fez Temer jogar o PMDB na Lava Jato.

O partido estava lá, investigado, mas na gaveta.

A desastrada carta de Temer para Dilma foi o estopim, e para onde se vira dentro do partido tem o fantasma da Lava Jato.

Então, certamente, na convenção de março, o PMDB elegerá um presidente investigado.

Temer vai rodar o Brasil na tentativa de bater Renan e ganhar a simpatia dos diretórios.

Tomara que não misture o cargo de presidente do PMDB com o de vice-presidente da República e se utilize de avião da FAB e equipe de segurança do Palácio do Planalto para fazer campanha pelo Brasil afora.

12 de janeiro de 2016 às 8:46

Na maior fuga já registrada no RN, 46 escapam da Cadeia Pública de Natal durante a madrugada [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Quarenta e seis detentos fugiram na madrugada de hoje da Cadeia Pública de Natal e do Complexo Penal João Chaves.

Um túnel ligando os dois presídios foi encontrado.

Esta foi a maior fuga já registrada no Rio Grande do Norte.

Sete fugitivos já foram recapturados.

Tem 39 dando sopa por aí.

12 de janeiro de 2016 às 8:00

Nestor Cerveró afirma que ganhou cargo de Lula por ter facilitado pagamento de dívidas do PT [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, bombou na delação.

Depois de citar o governo FHC – sem falar em nomes – de citar o presidente do Senado Renan Calheiros, Cerveró envolve com todas as letras o ex-presidente Lula.

Para Cerveró, no depoimento de delação premiada, Lula reconheceu, com prêmio, um empréstimo para pagar contas do PT e comprar o silêncio no caso ds morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

Da Folha:

Delação de Cerveró liga Lula a empréstimo sob investigação




RUBENS VALENTE

AGUIRRE TALENTO

MÁRCIO FALCÃO

DE BRASÍLIA




O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou, em delação premiada, que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu-lhe um cargo público em 2008 como “reconhecimento” pela ajuda que ele prestou para quitar um empréstimo de R$ 12 milhões considerado fraudulento pela Operação Lava Jato.
É a primeira vez que um delator do caso envolve Lula diretamente no episódio.

Em 2004, o fazendeiro José Carlos Bumlai obteve empréstimo do Banco Schahin e diz ter repassado R$ 6 milhões para o empresário de Santo André (SP) Ronan Maria Pinto, que, segundo a Lava Jato, detinha informações comprometedoras sobre o PT na região.
Anos depois, sob o comando de Nestor Cerveró, a diretoria Internacional da Petrobras aceitou contratar a Schahin Engenharia por US$ 1,6 bilhão para a operação de um navio-sonda, o Vitoria 10.000.
Segundo as investigações, o contrato seria uma forma de o PT retribuir o grupo Schahin pelo empréstimo.

Cerveró ficou na diretoria entre 2003 e 2008, e em seguida, foi nomeado diretor financeiro e de serviços de uma subsidiária da estatal petroleira, a BR Distribuidora.
O delator contou que Lula “decidiu indicar” seu nome para o novo cargo “como reconhecimento da ajuda do declarante [Cerveró]”, ou seja, por ele “ter viabilizado a contratação da Schahin como operadora da sonda”. A atuação também rendeu a Cerveró “um sentimento de gratidão do PT”.
No termo de colaboração, não consta que Cerveró tenha sido indagado diretamente pelos investigadores se Lula sabia da finalidade do empréstimo concedido pela Schahin ou do sistema de “quitação” da dívida por meio do navio-sonda.

Em seu depoimento, Bumlai admitiu que o empréstimo contraído no Banco Schahin foi usado para quitar dívidas do PT, mas isentou Lula de participação no negócio. O empréstimo, disse o pecuarista, nunca foi pago. A contratação do navio-sonda implicou no pagamento de propina estimada em US$ 25 milhões a funcionários da Petrobras, políticos e lobistas.


ESVAZIAR’ CPI

No mesmo depoimento, de 7 de dezembro, Cerveró também afirmou que Lula atribuiu ao então senador José Eduardo Dutra (PT-SE) “missão de participar do ‘esvaziamento’ da CPI da Petrobras” instalada no Congresso em 2009.
Dutra, morto em outubro passado, tinha “facilidade de diálogo, inclusive com a oposição”, segundo Cerveró. Dutra havia sido presidente da Petrobras, e deixara a chefia da BR Distribuidora em 2009. O argumento para a saída divulgado na época foi sua candidatura à presidência do PT. Ele foi escolhido para presidir sigla a partir de 2010.


COLLOR

Cerveró, no depoimento, também atribuiu a Lula decisão de ter “concedido influência sobre a BR Distribuidora” ao senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL). Poder semelhante teria sido dado ao alagoano pela presidente Dilma Rousseff, conforme o delator alegou ter ouvido do senador.
Segundo Cerveró, por volta de setembro de 2013 ele foi chamado a Brasília para uma reunião com Collor na Casa da Dinda, residência do senador. Na ocasião, o senador disse ter falado com Dilma, “a qual teria dito que estavam à disposição de Fernando Collor a presidência e todas as diretorias da BR Distribuidora”.

Cerveró foi mantido no cargo de diretor financeiro. Para ele, isso ocorreu para que “não atrapalhasse os negócios conduzidos” por Collor na estatal.


OUTRO LADO

O Instituto Lula informou nesta segunda que não iria se manifestar sobre as declarações do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
“Não comentamos vazamentos ilegais, seletivos e parciais de supostas alegações que alimentam a um mercado de delações sem provas em troca de benefícios penais”, afirmou o instituto.
O Palácio do Planalto também não quis comentar. A Folha não conseguiu localizar os advogados nem a assessoria do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL).
Em depoimento à Polícia Federal, o pecuarista José Carlos Bumlai afirmou que pegou emprestado R$ 12 milhões do Banco Schahin em 2004 para repassar ao caixa dois do PT. Bumlai relatou aos policiais que metade desse valor foi destinado ao PT de Santo André, onde o partido teria sido chantageado por um empresário, Ronan Maria Pinto, que teria pedido R$ 6 milhões para não contar o que sabia sobre o caixa dois do diretório local e a relação desses recursos com o assassinato do prefeito Celso Daniel, ocorrida em 2002.

Os outros R$ 6 milhões foram enviados ao PT de Campinas para quitar dívidas de campanha, segundo a confissão de Bumlai.
O PT não se manifestou nesta segunda. Após as declarações de Bumlai, o PT refutou que tenha recebido recursos ilegais do pecuarista e disse que “todas as doações recebidas pelo PT aconteceram estritamente dentro da legalidade e foram posteriormente declaradas à Justiça”.

12 de janeiro de 2016 às 1:41

Presidente do Senado Renan Calheiros reclamou ao ex-diretor da Petrobras que não estava recebendo propina [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, delator na operação Lava Jato, está jogando no ventilador…

Veja matéria da Folha:

Cerveró diz que Renan Calheiros reclamou da falta de propina
RUBENS VALENTE

AGUIRRE TALENTO

MÁRCIO FALCÃO

DE BRASÍLIA




Pela primeira vez, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi acusado de ter tratado pessoalmente, sem intermediários, de suposto repasse de propina proveniente da Petrobras.
Segundo afirmou em delação premiada o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, em 2012 Renan “reclamou da falta de repasse de propina” por parte do delator.
Em depoimento prestado em 7 de dezembro, Cerveró relatou duas reuniões com a participação do peemedebista nas quais o tema da propina foi discutido.

Numa delas, em 2009, segundo Cerveró, estavam presentes, além do senador alagoano, o então presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e um “representante” do senador Fernando Collor (PTB-AL), o ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos.
De acordo com Cerveró, no encontro, ocorrido no hotel Copacabana Palace, no Rio, o presidente da BR teria afirmado que a compra de álcool, o aluguel de caminhões para transportar combustível e a construção de bases de distribuição de combustíveis “seriam os negócios que poderiam render propina mais substancial na BR Distribuidora”.

Segundo Cerveró, na ocasião, Andrade Neto “se disponibilizou a ajudar os políticos interessados”.
O segundo encontro com Renan, conforme o ex-diretor da Petrobras, ocorreu no ano de 2012, quando o senador o teria chamado, em seu gabinete, para reclamar da falta de repasses de propina.

De acordo com o diálogo citado por Cerveró, o então diretor teria dito a Renan que não estava arrecadando propina na BR Distribuidora. Ao saber disso, “Renan Calheiros disse que a partir de então deixava de prestar apoio político” a Cerveró –que, contudo, na época permaneceu no cargo de diretor financeiro e de serviços da BR.

Renan já é investigado em seis inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) sob a suspeita de recebimento de propina de negócios relacionados à Petrobras.
Em dezembro passado, a Folha revelou que o ex-diretor da Petrobras disse, em um dos termos de sua delação premiada, que pagou US$ 6 milhões em propina a Renan e ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA).
Delcídio recebeu outros US$ 2 milhões, conforme o delator.

ACERTO GERAL’




De acordo com Cerveró, políticos e diretores da BR Distribuidora fizeram uma reunião no Rio de Janeiro em 2010, após as eleições, para um “acerto geral” da propina que seria distribuída a partir dos contratos da subsidiária da Petrobras.

Cerveró contou que a reunião foi convocada pelo senador Delcídio, o então deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Pedro Paulo Leoni Ramos. Também teriam participado os diretores da BR Andurte de Barros Duarte Filho, José Zonis e Luiz Cláudio Caseira Sanches, além de Cerveró.
O ex-diretor disse que o encontro ocorreu no hotel Leme Palace. Ao final, “ficou acertado” que Duarte Filho, “por meio da Diretoria de Mercado Consumidor, arrecadaria propina destinada à bancada do PT na Câmara dos Deputados”.

De acordo com Cerveró, o dinheiro seria destinado “especialmente aos deputados federais Cândido Vaccarezza, Vander Loubet [MS], José Mentor [SP], André Vargas [PR] e Jilmar Tatto [SP]”.
Segundo o ex-diretor da Petrobras, esses pagamentos ocorriam “sem atuação de operadores”.
Zonis e Sanches, sempre segundo o delator, arrecadariam propina em favor de Collor, por meio de Leoni Ramos.

A atribuição de Cerveró na diretoria financeira e de serviços da BR, segundo o delator, seria arrecadar propina para Delcídio e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), além de atender “solicitações” de Collor e do petista Vaccarezza.
O delator contou ainda que ocorreram “reuniões periódicas, mensais ou bimestrais”, de 2010 a 2013, com Leoni Ramos, Zonis e Delcídio no hotel Copacabana Palace, também no Rio, “para tratar de recebimento e repasse de propinas na BR Distribuidora”.

OUTRO LADO




O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) informou, por sua assessoria de imprensa, que “nega as imputações e esclarece que já prestou as informações requeridas”. O peemedebista nega ainda ter participado das reuniões citadas por Cerveró.
Em depoimento prestado anteriormente à Polícia Federal, Renan negou ter apadrinhado a indicação de Cerveró à diretoria Internacional da Petrobras e afirmou não ter proximidade com ele.

Renan declarou à PF que esteve “duas ou três vezes” com Cerveró para tratar de assuntos “institucionais”.
Anteriormente, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) disse que não recebeu “nenhum centavo” e que nunca conversou com Cerveró. Disse que o ex-diretor estava “desesperado e estimulado pelos investigadores para fazer a delação para incluir o maior número de políticos”.

O deputado José Mentor (PT-SP) disse que não teve ciência dessa reunião, que não conhecia Cerveró e não sabia de propina da BR destinada à bancada do PT. O atual secretário de Transportes da Prefeitura de São Paulo Jilmar Tatto (PT) disse que não soube do encontro, não conheceu Cerveró e não recebeu recursos da Petrobras.
As assessorias ou advogados do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), do ex-deputado André Vargas e do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos não comentaram.
Os ex-diretores e o ex-presidente da BR Distribuidora não foram localizados para comentar. Antes, José Zonis disse que não foi indicado por Collor e negou fazer parte do esquema de desvio de recursos.
O ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) informou, por telefone, que estava em viagem e não havia se posicionado até o fechamento desta edição. O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) informou que não iria fazer comentários porque não teve acesso aos documentos.

A Folha não localizou a defesa do senador Fernando Collor (PTB-AL), que tem negado o recebimento de propina.

12 de janeiro de 2016 às 1:03

Cerveró revela que negócio da Petrobras com grupo argentino rendeu propina de 100 milhões de dólares ao governo FHC mas não cita nomes [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha:

Ex-diretor da Petrobras, delator cita propina de US$ 100 mi a governo FHC




O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou à PGR (Procuradoria-Geral da República), durante a negociação de sua delação premiada assinada em novembro, que a aquisição do conglomerado de energia argentino PeCom (Pérez Companc) pela Petrobras envolveu propina de US$ 100 milhões ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
O documento com a informação de Cerveró faz parte do material apreendido no gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso há quase dois meses sob acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato —na época, Delcídio era filiado ao PSDB. A informação foi revelada na edição desta segunda (11) do jornal “Valor Econômico”.

Segundo Cerveró, ele soube do fato por meio dos diretores da PeCom e de Oscar Vicente, que presidia a empresa quando ela foi adquirida pela estatal brasileira, em 2002. “A venda da Perez Companq envolveu uma propina ao governo FHC de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Perez Companc e de Oscar Vicente, principal operador do [ex-presidente da Argentina Carlos] Menem e durante os primeiros anos de nossa gestão”, diz o anexo 25 da delação do ex-diretor.

Ele afirma ainda que cada diretor da empresa argentina recebeu US$ 1 milhão como “prêmio pela venda da empresa”, e Vicente foi recompensado com o montante de US$ 6 milhões.
No entanto, Cerveró não aponta no documento os nomes dos integrantes do governo FHC que teriam se beneficiado da propina. Em 2002, a Petrobras, que era presidida por Francisco Gros, comprou PeCom, considerada na época uma das maiores empresas de petróleo da América Latina, por US$ 1,027 bilhão. Após a aquisição, a estatal brasileira e a companhia argentina formaram juntas a PESA (Petrobras Energia SA).

No documento, o delator também diz que a compra da PeCom aconteceu no início da gestão do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, “que fez muita pressão para que a Petrobras vendesse a Transener”, empresa de transmissão de energia controlada por uma subsidiária da PeCom. Kirchner venceu as eleições em 2002 e assumiu a presidência em 2003 sucedendo Eduardo Duhalde.
“Em várias reuniões que mantive com Julio de Vito (ministro de Energia e Infraestrutura) ele insistiu nessa aspecto, já que era estratégico para o controle da linha”, diz Cerveró no anexo.

Em 2006, a Petrobras vendeu a controladora responsável pela Transener por US$ 54 milhões para o fundo americano Eton Park Capital Management. Segundo o ex-diretor da área internacional, a operação seguiu as instruções de Kirchner ao fechar “o negócio com a empresa americana para a venda da Transener, aprovada por Julio de Vito”.

Cerveró diz, porém, que o “amigo da Electroingenería”, outra empresa da área de produção de energia, “forçou a barra” e o negócio com os americanos foi desfeito pelo ministro argentino. “Julio de Vito me convocou pessoalmente ao seu gabinete e determinou que só poderíamos vender para a Electroingenería, empresa amiga.”
O ex-executivo relatou também um almoço que teve como intermediários o ex-ministro do governo Carlos Menem, Roberto Dromi, e pelo lobista brasileiro que atuava no âmbito da Petrobras Jorge Luz, hoje um dos focos da Lava Jato, com representantes da Electroingenería. No encontro se acertou o interesse da companhia na aquisição da Transener, que se concretizou posteriomente.
Cerveró destacou que a maior parte da propina permaneceu na Argentina e que ele e o lobista Fernando Soares, conhecido como Baiano, que também firmou acordo de delação na Lava Jato, receberam R$ 300 mil cada.

Após a aquisição, a estatal brasileira e a companhia argentina formaram juntas a Pesa (Petrobras Energia SA).
No documento, o delator também diz que a compra da PeCom aconteceu no início da gestão do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, “que fez muita pressão para que a Petrobras vendesse a Transener”, empresa de transmissão de energia controlada pela PeCom. 

Kirchner assumiu a Presidência em 2003 sucedendo Eduardo Duhalde.
Em várias reuniões que mantive com Julio de Vito [ministro de Energia e Infraestrutura], ele insistiu nessa aspecto, já que era estratégico para o controle da linha”, diz Cerveró no anexo.
Em 2006, a Petrobras vendeu a controladora responsável pela Transener por US$ 54 milhões para o fundo americano Eton Park Capital Management. 

Segundo o ex-diretor da área internacional, a operação seguiu as instruções de de Kirchner ao fechar “o negócio com a empresa americana para a venda da Transener, aprovada por Julio de Vito”.

Cerveró diz porém que o “amigo da Electroingenería”, outra empresa da área de produção de energia, “forçou a barra” e o negócio com os americanos foi desfeito pelo ministro argentino. “Julio de Vido me convocou pessoalmente ao seu gabinete e determinou que só poderíamos vender para a Electroingenería, empresa amiga.”
O ex-executivo relatou também um almoço que teve como intermediários o ex-ministro do governo Carlos Menem Roberto Dromi e pelo lobista brasileiro que atuava no âmbito da Petrobras Jorge Luz, hoje um dos focos da Lava Jato, com representantes da Electroingenería. No encontro se acertou o interesse da companhia na aquisição da Transener que se concretizou.

Cerveró destacou que a maior parte da propina permaneceu na Argentina e que ele e o lobista Fernando Soares, conhecido como Baiano, que também firmou acordo de delação receberam R$ 300 mil cada. Baiano deu declarações no mesmo sentido em sua delação premiada.

OUTRO LADO




Em nota o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu Francisco Gros, presidente da Petrobras na época da aquisição da PeCom e do pagamento do suposto suborno.
“O presidente da Petrobrás era Francisco Gros, de reputação ilibada e sem qualquer ligação politico partidária”, declarou o ex-presidente.

Sobre as alegações do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró sobre suposta propina de US$ 100 milhões durante o governo FHC, o tucano disse que são “afirmações vagas” e “sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.
Invocando sigilo do caso, a advogada de Cerveró, Alessi Brandão, não quis se manifestar. Os ex-ministros argentinos Julio de Vito e Roberto Dromi e os representantes da Pérez Companc não foram localizados.