Thaisa Galvão

2 de abril de 2016 às 11:30

Okamotto quer anulação da operação que volta a investigar crimes em Santo André (SP) [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, foi ligeiro quando se deparou com a Operação Carbono 14, voltando a um assunto difícil de ser digerido pelo PT: a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel.
Mais do que rapidamente Okamotto acionou sua defesa que enviou, ainda ontem, ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), uma reclamação contra o juiz Sergio Moro, que conduz os processos da operação em Curitiba.
Segundo o documento assinado por três advogados de Okamotto, ao autorizar a deflagração da 27ª fase da Lava Jato, a Carbono 14, Moro desrespeitou a decisão proferida na quinta pelo STF segundo a qual o magistrado deve remeter à Corte as investigações contra o ex-presidente Lula, assim como outras apurações ligadas a ele.
A defesa do presidente do Instituto Lula argumenta que a Operação Carbono 14, que levou hoje à prisão o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, além do empresário ligado ao partido Ronan Maria Pinto, foi baseada nos mesmos inquéritos que deram origem aos mandados de busca e apreensão e condução coercitiva de Okamotto e Lula na 24ª fase da Lava Jato, Aletheia. A 27ª fase da Lava Jato seria, portanto, segundo os advogados, “conexa” à investigação sobre Lula e deveria ter sido remetida ao Supremo.

Okamotto pede a anulação da Operação Carbono 14 e que o STF tome “providências” contra suposto crime de desobediência praticado por Sergio Moro.
Pronto…vai acabar sobrando para Sérgio Moro o crime que nunca foi explicado em Santo André.
A atitude de Okamoto levanta duas opiniões:
O caso envolve Lula (?)…
O ministro Teori é agora o advogado de Lula (?)…

*Com informações da Veja

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