Thaisa Galvão

5 de abril de 2016 às 14:24

Jornalista potiguar abre restaurante em São Paulo com culinária de Patu [1] Comentários | Deixe seu comentário.

E a culinária potiguar do município de Patu ganha endereço em São Paulo.
Pelas mãos do jornalista Rodrigo Levino, que atuou em Natal no Jornal de Hoje, e em São Paulo, na Folha.

Leia sobre o restaurante Jesuíno Brilhante na Folha de hoje:
  
MAGÊ FLORES
DE SÃO PAULO

No Jesuíno Brilhante a comida é servida “como se come lá”. Lá em Patu, no sertão do Rio Grande do Norte, de onde vieram as receitas e os cozinheiros.

Comida com muito leite e muita carne, “uma cozinha de fazenda, de subsistência, como era a dos meus avós, que produziam leite”, conta o jornalista Rodrigo Levino, à frente do restaurante que abriu as portas nesta segunda-feira (4), em Pinheiros, sem pretensão nenhuma, quase como um lugar de estar.

Da inquietude de não encontrar por aqui comida de sua terra e da vontade de trazer a família para perto, nasceu o projeto do restaurante. “A cozinha nordestina que existe em São Paulo é cearense e pernambucana, por causa da migração. Aquele feijão não é nosso”, diz Levino. “O arroz de leite, a paçoca, a carne de sol são muito diferentes.”

No cardápio diminuto –mas que deve crescer, pois há 30 receitas na gaveta–, brilha a carne de sol. Preparada naquele sobrado por João Batista Rodrigues, pai de Rodrigo, a peça de coxão-mole passa 12 horas em sal refinado, é congelada (“para recuperar a água perdida, por isso é suculenta”), descongelada e então cozida.

Na paçoca, servida como tira-gosto, é refogada com manteiga de garrafa e cebola-roxa e então recebe a farinha de mandioca e o coentro (R$ 7).

Também é abre-alas a porção de bolinhos de arroz de leite, de casquinha crocante e recheio cremoso, feitos com arroz-vermelho cozido em água e leite, nata fresca, queijo de coalho, cebola-roxa, cebolinha e pimenta (R$ 12, seis unidades).

São três as opções de prato principal: carne de sol na nata (desfiada e cozida em creme de leite fresco), servida com cuscuz de milho e vinagrete de tomate (R$ 20), carne de sol na chapa, com arroz-vermelho cozido com nata e queijo de coalho e feijão de corda (R$ 25), e o cozido do dia, com arroz branco e feijão de corda (R$ 18).

Muitos dos ingredientes vão ser trazidos “de lá”: o queijo, a manteiga, o arroz-vermelho. Doces, como a burra preta (pão de melado de cana com especiarias à semelhança de um pão de mel), nem existem aqui, diz Levino. Na casa, ela é servida com nata fresca e mel de engenho (R$ 10).

O pequenino restaurante, em que pedidos são marcados em comandas pagas no caixa, funciona apenas no almoço. Em breve, terá tapiocas, “café passado” e sanduíche, ao longo da tarde.

  

JESUÍNO BRILHANTE
Onde r. Arruda Alvim, 180, Pinheiros
Quando de seg. a sáb., das 12h às 15h

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