Thaisa Galvão

19 de abril de 2016 às 8:23

Para advogado tributarista, solução para o Brasil pode revoltar classes empresariais que pediram saída de Dilma [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Advogado especialista em Direito Tributário, com escritório respeitado em São Paulo, onde atende políticos, grandes empresas,  detentores de grandes fortunas, traçou para o Blog o que, na visão dele seria um modelo para se tentar uma solução para o Brasil.

Maia está na Itália onde foi fazer uma palestra na Universidade C’afoscaro de Veneza.
“Parece-me que, considerando o avanço da crise, uma medida é certa: corte de despesas com o custeio da máquina pública. Só depois dessa medida, caso ela não surta os efeitos desejados, é que a classe política poderá pensar em aumentar a arrecadação. Neste caso, duas medidas são possíveis, em conjunto ou separadamente: revogar alguns incentivos e benefícios fiscais e/ou aumentar ou criar novos tributos. Aqui, poderíamos pensar numa CPMF ou em eventual imposto sobre grandes fortunas, ou ainda, em aumento dos tributos já existentes. São medidas impopulares e que podem provocar a ira das ruas. Qualquer governante terá sérias dificuldades. Estamos em estágio avançado de estrangulamento com a alta carga tributária, baixa atividade econômica e alta rejeição política. Quem se habilita? Eis a questão”.
Perguntei se o empresariado que pediu a saída da presidente Dilma, que hoje combate a criação de impostos – a campanha do ‘quem vai pagar o pato foi encampada pela Fiesp – não seria a primeira parcela da população a se rebelar…
“Não tenha dúvida. Quando falo nas ruas, falo do empresariado”, respondeu o advogado Robson Maia.

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