#JornalismoSemFakeNews

6 de novembro de 2017 às 5:56

As memórias da política e do futebol serão lançadas pelo jornalista Rubens Lemos na 5ª feira

[0] Comentários | Deixe seu comentário.

Um ano de pesquisas, escritas e noites de sono tem como resultado, agora, 472 páginas de histórias contadas no livro “Memórias

póstumas de um estádio assassinado”.

As memórias, que contam histórias de Natal, são o quarto livro do jornalista Rubens Lemos, que lançará a obra em noite de autógrafos na AABB, em Natal, quinta-feira, dia 9, a partir das 18h.

Sobre o livro ele falou ao Blog.

Thaisa Galvão – Memórias Póstumas de um Estádio Assassinado. Quem assassinou o Machadão?

Rubens Lemos – O Machadão foi morto pela ganância e pelo deslumbre de quatro jogos de uma Copa do Mundo vendida como salvação é que nada deixou de legado positivo. Poderia ter sido adaptado, havia um projeto pré-aprovado pela FIFA, do arquiteto Moacyr Gomes, no valor de 98 milhões de reais. Escantearam Dr. Moacyr. Destruíram um patrimônio da cidade. Lembro de uma mentira digital que transformava aquele área quase numa Dubai. Cadê? Fui agente público e sofri acusações que a Justiça não reconheceu. Fui absolvido em cada instância. Mas não esqueço o que eu e minha família sofremos. O linchamento moral. Por isso, que a Justiça investigue e diga quem foi partícipe da destruição do estádio.

TG – Interditado pelo Ministério Público, mesmo após serem gastos milhões em obras de recuperação, o Machadão já não era um estádio condenado à morte?

RL – Não era não. Houve desprezo e abandono propositais ao estádio e ao ginásio Machadinho para justificar suas derrubadas. Foi uma estratégia maquiavélica, cruel.

TG – O que a gente vai encontrar nas 472 páginas do livro?

RL – Quem me der a honra da leitura vai rever 39 anos de história de um marco não só do esporte, mas da cidade. Conto essa trajetória ano a ano, mostrando não apenas a grandeza do futebol potiguar no período como a cidade naqueles tempos. Suas bossas, suas manias, sua política, seus personagens e episódios marcantes.

TG – Resuma uma das histórias contadas no livro que você considera das mais marcantes para o Rio Grande do Norte.

RL – A vinda da seleção encantadora do Brasil em 1982. Poucos sabem, mas foi no jogo no Machadão contra os alemães orientais(3×1 Brasil),que o técnico Telê Santana se definiu pelo centroavante Serginho Chulapa, um dos grandes responsáveis pelo fracasso na Copa.

TG – O livro terá novos capítulos?

RL – Não. Foi exaustiva a pesquisa. Minuciosa, entrevistas, análises de documentos, arquivos, creio que vou deixar para os jovens um livro em linguagem de reportagem que mostrará a eles que vivemos belos e inesquecíveis momentos. Agradeço a você, Thaisa, que sempre me deu força e divulgou tudo o que já publiquei(este é o quarto livro) e garanto que o trabalho vai agradar a todas as torcidas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.