Thaisa Galvão

4 de julho de 2018 às 10:44

Lava Jato: Operação Ressonância volta a prender empresário que havia sido solto pelo ministro Gilmar Mendes [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Solto por decisão do ministro do STF Gilmar Mendes, em outubro do ano passado, após ser preso na operação Fatura Exposta, o empresário Miguel Iskin voltou à prisão hoje, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Ressonância.

Também foram presos hoje os executivos da Philips, Daurio Speranzini Júnior e Frederik Knudsen.

A operação de hoje é um braço da Lava Jato no Rio, contra supostos cartel e fraude em licitações para o fornecimento de equipamentos médicos e materiais hospitalares para a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO).

Cerca de 180 policiais federais cumprem 13 mandados de prisão preventiva; 9 mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão em 44 endereços nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba, Minas Gerais e no Distrito Federal’.

Na ação são investigadas 37 empresas por crimes de formação de cartel, corrupção, fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Também foi decretado o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 1,2 bilhão.

De acordo com as investigações, a empresa Oscar Iskin, do empresário Miguel Iskin, era a líder do cartel formado por pelo menos 33 empresas, algumas atuando como laranjas das demais, que se organizavam no chamado “clube do pregão internacional”.

Segundo a força-tarefa, Jair Vinnicius Ramos da Veiga, conhecido como Coronel Veiga, controlava as licitações no Into e na Secretaria de Saúde, onde os esquemas de corrupção continuaram mesmo depois das mudanças nos cargos de direção.

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