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10 de setembro de 2018 às 21:42

InterTV Cabugi vaza ato do Ministério Público para investigar Carlos Eduardo Alves por suposto recebimento de propina de empresas de ônibus

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Do G1 RN e InterTV Cabugi:

O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um inquérito civil para investigar se o então prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), autorizou o aumento da tarifa de ônibus de Natal em troca de recebimento de propina em forma de doação eleitoral que seria realizada pelo empresário Agnelo Cândido, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município de Natal e dono de uma empresa de ônibus.

A portaria do Ministério Público, do dia 28 de agosto, determinou a abertura do inquérito civil, mas não foi publicada no Diário Oficial do Estado, porque o promotor substituto Márcio Cardoso Santos, da 44ª Promotoria do Patrimônio Público de Natal, determinou o sigilo da investigação.

Porém, o G1 e a Inter TV Cabugi tiveram acesso ao documento em pesquisa pública dentro do próprio site do Ministério Público.

Veja a reportagem da TV:

Em nota, a Prefeitura de Natal afirmou que “o reajuste tarifário do transporte público segue critérios eminentemente técnicos e um processo que é regulamentado por lei” e “foi aprovado por deliberação independente do Conselho Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana (CMTMU), composto por 31 membros”.

Procurada, a assessoria do candidato Carlos Eduardo Alves afirmou que não teve acesso ao inquérito e que ele não vai se pronunciar no momento.

O G1 também procurou as assessorias de Álvaro e Adjuto Dias sobre o assunto, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

O G1 entrou no site do Tribunal Superior Eleitoral para consultar as doações aos candidatos citados, mas os dados não estavam disponíveis

Aumento

A tarifa de ônibus da capital foi reajustada em maio deste ano, após aprovação do Conselho Municipal de Transportes.

A passagem passou de R$ 3,35 para R$ 3,65 – um crescimento de 8,96%.

Em contrapartida ao aumento, os empresários deveriam construir 50 novos abrigos e recuperar seis estações de transferência.

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