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4 de novembro de 2018 às 9:19

Marketing tradicional no RN também nem elegeu governador nem senadores

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Se na eleição presidencial a figura principal de um marqueteiro foi abolida, nas eleições do Rio Grande do Norte, as campanhas que adotaram o marketing tradicional, não se deram bem nas urnas.

O governador e candidato à reeleição, Robinson Faria, contratou o marqueteiro João Maria Medeiros, o mesmo que fez sua campanha vitoriosa em 2014.

Não foi sequer para o segundo turno.

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, contratou Alexandre Macedo, marqueteiro de suas campanhas vitoriosas para a Prefeitura.

Foi derrotado no primeiro e no segundo turno.

A senadora Fátima Bezerra optou por uma equipe de profissionais de comunicação.

Não teve a figura do marqueteiro.

Ganhou no primeiro turno, e no segundo se elegeu governadora do RN.

Os dois marqueteiros citados ainda participaram de campanhas para o Senado.

Foi da equipe de João Maria que saiu o marqueteiro do senador Garibaldi Filho.

Garibaldi, que teria uma eleição “batida”, perdeu.

Foi o quarto, ficando atrás dos eleitos Capitão Styvenson e Zenaide Maia, e ainda do terceiro, Geraldo Melo.

Foi Alexandre Macedo o marqueteiro do candidato a senador Antônio Jácome.

Que ficou na quinta colocação, atrás de Styvenson, Zenaide, Geraldo e Garibaldi.

Mais votado para o Senado, o Capitão Styvenson não teve marqueteiro.

Sequer usou os mínimos segundos de TV a que teria direito no programa de TV.

Styvenson usou redes sociais para postar material criado pela assessoria, mas fez lives – várias – para falar o que queria.

Até receita de pratos que ele fazia e ensinava ao vivo direto da cozinha de sua casa.

Foi eleito o senador mais votado, com quase 750 mil votos.

*

Em 2016 o deputado estadual Kelps Lima disputou a Prefeitura de Natal inovando o estilo independente e sem marqueteiro .

Também não contratou equipes ricas em equipamentos.

Lançou o bordão “com o celular na mão e um desejo no coração”, e marcou território ficando em segundo lugar, perdendo para Carlos Eduardo Alves.

Usou redes sociais, mas não adotou o ‘impulsionamento’, à época proibido pela justiça eleitoral, mas liberado agora em 2018.

*

Daqui a dois anos haverá eleições municipais.

E até lá os marqueteiros terão que estudar novos formatos que integrem o seu trabalho ao modelo vitorioso de 2018.

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